Sabe aquela vontade que todo jovem tem de juntar suas poucas coisas na mochila e cair na estrada para seguir seu próprio caminho? Bem, isso não provém da juventude atual; na verdade, começou nos tempos dos seus avós. Estranho? Nem tanto.

geração beat, ou os beatniks, vieram dos distantes anos 50, misturando o jazz (que era a febre nos Estados Unidos) com a imensa vontade de tirar de moda a sociedade careta do momento. Rapidamente foram intitulados como a “geração perdida”. Sem esse movimento, possivelmente não haveria rock, hippies, e nem mesmo o Greenpeace! Eles foram os primeiros a parar e conseguir pensar diferente das pessoas da época, dando importância a liberdade e não ao consumismo. Um dos maiores expoentes dessa geração foram os escritores americanos Jack Keroac, Allen Ginsberg, Willian Burroughs e o famoso músico Bob Dylan. Além deles, muitos outros foram influenciados pelo estilo de vida anti-materialista dos beats, como os grupos Pink Floyd, Beatles, Stones e muitos outros.

Bem, de lá pra cá muita coisa mudou, mas o sonho de cair na estrada ainda permanece. E um dos primeiros homens a relatar essa experiência foi o célebre autor Jack Kerouac, que escreveu um livro inteiro em três semanas sem parar, movido a muito café. O livro, intitulado On the Road (Pé na Estrada no Brasil), foi recusado várias vezes antes de se tornar um clássico mundial e considerado “a bíblia hippie”.

Abarrotadas de longas orações super adjetivas, a publicação conta as experiências do autor e suas viagens pelas rodovias, pedindo carona e dormindo em albergues mal iluminados. Aqui vai um trecho do livro:

[…] A mais incrível carona de minha vida estava prestes a surgir; um caminhão que tinha uma plataforma de madeira atrás e cinco ou seis caras esparramados por cima; os motoristas, dois jovens agricultores loiros do Minnesota, estavam recolhendo toda e qualquer alma solitária que encontrassem por aquela estrada — formavam a mais simpática, sorridente e jovial dupla caipira que se pode imaginar, os dois de macacão, camiseta e nada mais, ambos ágeis e com pulsos grossos, e um amplo sorriso de “cuméquitá?” resplandecendo para todos os que cruzassem pelo caminho deles. Eu corri, perguntei: — Tem lugar pra mais um? — Eles disseram: — Claro, suba, tem lugar pra todo mundo. […]

A adaptação para filme teve seu lançamento em maio no Festival de Cannes e em julho aqui no Brasil. No elenco: Kirsten Dunst, Kristen Stewart, Sam Riley (como Sal Paradise) e Garrett Hedlund (como o amigo de sal, Dean Moriarty). Olha só o trailer:

Bom, se vocês acham que se deram bem com o tema, corram para as livrarias ou bibliotecas para ler o livro. E se aguentar ver o filme só depois, é sempre melhor. Só não posso garantir que depois aquela vontade de cair na estrada vá embora. Talvez ela até aumente. :)

Comentários

Sabe, quando eu fiquei sabendo do filme, procurei na hora o livre, e fiquei louco pra ler. Comprei o livro e não consegui passar da página 47 ._. e olha que pra chegar nessa página foi tenso. Acabei desistindo, quem sabe não retome um dia, achei a leitura meio ZzzZ.
Mas em momento algum perdi a vontade de ver o filme, na verdade sinto que o filme vai conseguir passar melhor a historia. (pelo menos pra mim XD)

Olha Kildery, como qualquer outro livro, existe essas partes meio ZZZZs. Se eu contasse aqui cada livro que parei de ler por essa causa…. seria uma lista enorme. A leitura não é um passatempo tão simples quanto parece, por isso cada vez mais está sendo deixada de lado pelas novas gerações. Uma curiosidade particular desse livro é que quando os editores apareceram com a edição cortada, revisada, finalizada e mostraram para Keroac ele disse simplesmente que aquele não era o livro que escrevera, e ficou até um pouco desapontado com a edição. A dica que posso deixar é outro livro dele, mais leve e movimentado, que aqui no Brasil têm o título de “Vagabundos Iluminados” (Dharmabums). Onde ele conta suas aventuras mais voltadas para a natureza, em busca da iluminação espiritual.

Eu li o livro, tambem achei ele no inicio meio ZzZzzZ, mais ai peguei firme e fui até o fim, e nao me arrependo, a historia te faz querer sair pelo mundo, e tem cada coisa incrivel! Estou louco para ver o filme e compra-lo

Caraca, Velho eu terminei de ler o livro faz uns 3 dias e eu to simplesmente apaixonado por tudo isso, essa sede de vida que o Kerouak trasmite é muito excitante, e torna o livro cativante, mesmo tendo algumas partes um tanto quanto zzZZzzzZ. Não vejo a hora de ver o filme, pena que não encontro em lugar algum…

Não conte pra ninguém não… Edu, mas no “melhordatelona” você acha o filme de graça, em hd, e legendado ;D

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