Tag: vintage - Melhor Ângulo

Você já deve ter percebido que a maioria das pessoas têm uma certa dificuldade para diferenciar essas duas categorias de efeitos tão famosos e conhecidos: o retrô e o vintage. Acontece que ambos ficaram populares há alguns bons anos e com essa massificação de gente usando Instagram então… virou casa-da-mãe-joana, tudo acabou virando uma coisa só. Hoje o post é pra acabar com essa bagunça, vamos aprender as diferenças e de bandeja baixar algumas actions e curvas para Photoshop que vão quebrar um bom galho.

Os adjetivos “retrô” e “vintage” não são exclusivos na área da fotografia, tenho certeza que todos vocês já devem ter ouvido os dois em tudo quanto é lugar, relacionados à moda, produtos, decoração, arquitetura, e até estilo de vida. São como gêmeos univitelinos: nasceram do mesmo óvulo, todo mundo acha que são idênticos, mas eles têm suas peculiaridades. Ambos se referem ao que já foi usado em épocas passadas, mas as abordagens são diferentes, veja bem:

Vintage: tudo aquilo que já foi de fato usado há pelo menos duas décadas e que ainda está em um bom estado, o suficiente para continuar sendo útil no dia-a-dia. Exemplos: na moda, um casaco pouco usado pelo seu avô nos anos 60 e que está ali no guarda-roupa, novinho e bonito, pronto para ser lavado e colocado no corpo; nos produtos, o conjunto de chá de porcelana ganhado de presente no casamento dos seus pais, que sempre ficou mais como enfeite do que na mesa e hoje vai ficar exposto na nova cozinha.

Retrô: é o que apenas se remete ao passado; criado hoje, mas feito para ter um quê de anos 50, 60, etc. Exemplos: na arquitetura, a casa planejada com base em plantas antigas; na decoração, o gesso no teto cheio de rococós em referência ao estilo Luís XV; na moda, o vestido de poá que acabou de chegar da costureira e que teve como inspiração as roupas antigas da sua avó.

Agora chega a hora de diferenciar esses dois rapazes na fotografia e na edição de fotos. A fotografia vintage (geralmente chamada apenas de fotografia antiga) é a que engloba fotos tiradas pelos seus parentes com mais idade quando você nem pensava em nascer, e é claro que não se trata apenas de fotos pessoais, mas também jornalísticas, publicitárias, tudo o que já foi feito no ramo há décadas atrás. Já a fotografia retrô é aquela criada hoje com o intuito de parecer mais antiga, seja feita usando câmeras analógicas, ou editadas no computador.

Lendo tudo isso e entendendo bem os dois conceitos, a gente acaba percebendo que na edição de fotos (lembre-se que a edição é diferente da fotografia em si), tecnicamente o vintage não existe, afinal não temos como editar uma foto no passado para ela se encaixar nessa categoria. Todos os efeitos aplicados, actions, etc que remetem às variadas tonalidades das fotos antigas são e devem ser considerados retrôs. Você sabia disso? Tô ou não tô quebrando um tabu aqui no blog?

Depois de entender tudo isso, nada melhor do que baixar algumas actions retrôs para valer a pena ter lido o texto super didático de hoje, certo? Selecionei (não fui eu que fiz dessa vez) 6 das minhas preferidas e acho que vocês vão gostar também!

Faça o download aqui – Não sabe usar actions?

Gostaram do post? Esclareceu de uma vez por todas essa história? Você também se confundia?

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Eduardo Recife é um artista e ilustrador nascido em 1980 em Belo Horizonte, MG (brasileiros talentosos, a gente mostra). Em meados dos anos 90, começou a trabalhar na área e desde criança já sabia que tinha talento pra coisa. Ele conta no próprio site que costumava ter mais desenhos e rabiscos nos cadernos do que anotações e fazia tatuagens nos amigos com canetinha preta. Em entrevistas ele também já explicou que sempre foi apaixonado por coisas retrôs, até mesmo roupas usadas, decoração e principalmente os elementos gráficos, tanto que essa é sua marca hoje em dia, um trabalho feito ontem por exemplo consegue ficar com cara de 70 anos atrás na mão do mineiro.

Eu, Zé, como sou louco por colagens e suas milhares de composições possíveis, não poderia deixar de falar dele. Já conhecia algumas imagens há muito tempo, mas só no começo do ano passado descobri de quem se tratava numa das aulas da faculdade.

Eduardo produz a maioria dos recortes e coisas que usa nas colagens: papéis amassados, rabiscos, rasgos e até as fontes! Essas últimas são feitas à mão e finalizadas no computador, você encontra pra compra aqui. Programas de edição também fazem parte do trabalho dele, com eles Recife faz retoques, altera cores, mas segundo suas próprias palavras, “não se deixa virar escravo do mouse e da cadeira“.

Gostou do trabalho dele? Não é incrível? Então vai lá no site dele, o Misprinted. Tem todos os trabalhos e alguns materiais grátis como algumas fontes, brushes, texturas e wallpapers!

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Se na moda existe o pretinho básico, na fotografia ele equivale ao nosso querido preto e branco, conhecido também pela sigla p&b ou mesmo b&w (de black and white). Mas existe um certo tabu de que o preto e branco é cafona e que já era pra ter ficado no passado já que a fotografia em cores surgiu. Se você já viu declaração mas sem pé nem cabeça do que essa você está de parabéns.

Num tempo onde as fotos eram coloridas, muitos apelavam para a pintura artística ou das próprias fotografias. O curioso é que mesmo depois do surgimento das cores nesse ramo o preto e branco ficou, e ficou pra não sair mais. Há quem diga que ele só é ideal na hora de retratar o retrô, o vintage, o antigo. Mas pelo contrário, a falta das cores está nos editoriais de moda (muitos feitos inteiramente monocromáticos), nas propragandas, nos filmes, nos clipes e em muitos outros meios. Além do antigo, ele pode representar seriedade, tristeza, ou mesmo o sexy e o poder.

É claro que nem todo preto e branco é igual. São duas cores, mas entre elas existe uma quantidade infinita de tons de cinza e são eles que vão fazer a diferença na sua foto. Pra conseguir um efeito de preto e branco mais antigo, o ideal é não deixar sua foto muito escura; os pontos mais pretos devem ficar num cinza escuro, mas não preto. Em contra partida, as partes mais brancas devem ficar num cinza claro, mas não branco. Pra um preto e branco mais “atual”, invista no contraste: partes escuras bem escuras e partes claras bem claras, mas nada de exagero pra não estragar tudo. Dá uma olhada nos exemplos:

E aqui vai uma super dica pros usuários do Photoshop: a partir da versão CS3, o programa disponibiliza a função Black & White (para encontrá-la vá em Imagem > Ajustes > Black & White). A ferramenta te dá a opção de deixar cada cor da foto num tom mais escuro ou mais claro de cinza. Por exemplo: se você quer uma pele mais escura, deve escurecer um pouco os Amarelos (Yellows) e os Vermelhos (Reds). É só ir brincando que você vai achar um efeito bem legal.

No fim das contas deu pra perceber que não há nada de cafona em ter uma foto preto e branca aqui ou outra ali. Só não é legal deixar a foto sem edição nenhuma, apenas colocá-la no p&b; a aparência vai ficar quase sempre bem morta. E é claro, não use a mesma coisa em todas as fotos porque fica cansativo (a não ser que o objetivo seja um álbum ou um projeto todo monocromático). Na dúvida de qual roupa sair você vai de pretinho básico. Na dúvida depois de testar todos os efeitos possíveis naquela foto, você vai de preto e branco! Não tem erro.


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