Tag: velocidade do obturador - Melhor Ângulo

Preciso confessar que há uns 2 anos eu não ligava para a opção ISO no modo manual da câmera. Achava inútil, sempre deixava no automático, pensava que o equipamento sempre acertava, pelo menos nesse aspecto. Me enganei. Quando comecei a ler mais sobre fotografia, descobri que muitas vezes aqueles resultados frustrantes tinham origem no maldito ISO automático que a câmera dizia ser o ideal para a foto sair perfeita. E não era. Continuemos nossa série pra entender como ele funciona!

Bom, o ISO (sigla de International Standards Organization) é uma variável tão importante quanto a abertura do diafragma e a velocidade do obturador, itens que você já leu aqui e aqui. Ele mede a sensibilidade do sensor (fotografia digital) ou do filme (fotografia analógica) à luz. É bem assim: quanto mais sensível (ISO maior), mais o mecanismo da câmera se esforça para captar informações em uma cena; por isso aumentamos o ISO em ambientes mais escuros, porque a câmera precisa de uma força extra para “enxergar” melhor! E quanto menos sensível (ISO menor) o sensor ou filme for, mais iluminação é necessária na cena, já que a câmera nesse caso não recebe uma exigência tão grande para fazer a foto.

Configurar o valor certo do ISO na câmera é a coisa mais simples do mundo: você precisa observar como está a iluminação do ambiente e a sua situação como o “fotógrafo” do negócio. Por exemplo: um tripé estabiliza a câmera e impede aqueles tremidos chatos, certo? Com essa carta na manga, você já vai poder diminuir a velocidade do obturador (deixar mais luz entrar) e consequentemente, não vai precisar colocar um ISO muito alto, porque não vai precisar compensar a falta de luz. Legal, né?

Mas calma que nem tudo são flores. Enquanto o ISO vai aumentando, o ruído aumenta junto. Ruído são aqueles pontinhos estranhos que insistem em aparecer principalmente nas fotos noturnas. Agora você entende o porquê: com a falta de luz, a pessoa ou o modo automático da máquina determinou que um ISO alto era preciso. Com a escuridão, as informações de luz e cores captadas pela câmera não eram muito concretas e nítidas, o que gerou os famosos pontinhos do ruído! Viu a diferença na comparação aí em cima?

E da mesma forma que uns odeiam, outros amam e até usam o ruído como estilo; um exemplo é essa foto de uma sessão de fotos da Katy Perry para a Interview: é clara a intenção do fotógrafo de usar o ruído para intensificar a sensação de outra época do editorial, afinal passado = fotografia analógica, que tem o ruído como uma de suas características.

Enfim, o mais importante de tudo é equilibrar abertura, velocidade e ISO de forma que o fotômetro zere, indicando que você já pode clicar! É tudo questão de avaliar o contexto da foto e compensar a luz da melhor forma configurando essas três principais variáveis. Não é tão difícil, vai.

O que acharam? Qualquer dúvida é só comentar, ok? O próximo post será sobre Balanço de brancos, não suma do M.A. para não perder!

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Você já leu sobre exposição e entendeu como funciona a abertura do diafragma. Hoje a gente continua nossa série “Fotografia do começo” com o tema “velocidade do obturador”.

O obturador é uma espécie de cortina dentro da câmera por onde a luz passa e chega até o sensor digital ou ao frame do filme (se você está usando uma analógica). A tarefa do fotógrafo é definir o tempo que ele ficará aberto, ou seja, a velocidade do “abrir e fechar” do obturador, para que a quantidade correta de luz entre no mecanismo da câmera.

Como estamos falando de tempo, a unidade de medida da velocidade do obturador é o segundo (s), indo das frações de segundo até às longas exposições de minutos e até horas, por exemplo: 1/100s (1 segundo dividido por 100), 1/2000s (1 segundo por 2000), 5s (5 segundos). Na câmera, as velocidades vêm assim:

Quem lembra daquele post de abril onde eu mostrei como as fotografias “congeladas” são feitas? Pois é, a velocidade do obturador é crucial na hora de criar uma foto desse tipo, afinal a finalidade é parar aquele milésimo de segundo em questão. Num ambiente bastante claro, 1/500s já é o suficiente para começar a parar o tempo, mas é claro que o valor pode variar de acordo com o objeto fotografado. Por exemplo: um beija-flor bate as asas muito mais rápido do que você aí abanando os braços com a intenção de imitar um pássaro, ou seja, o beija-flor vai requerer uma velocidade maior. Tudo isso tem que ser levado em conta.

Da mesma forma, principalmente em fotos noturnas, você vai precisar deixar a câmera exposta por mais tempo para conseguir um resultado legal, e isso deve ser feito sempre com a ajuda de um tripé ou um apoio para evitar “tremidos” na foto. Logicamente, não vale aparecer bem no meio da cena e começar a dançar, porque você vai virar apenas um borrão; faça coisas do tipo apenas se for intenção, como aquelas fotos de grandes avenidas em movimento, tipo essas:

Então você leu o post sobre diafragma e está confundindo a função dele com a do obturador? Saiba que eles trabalham em conjunto para que a quantidade de luz que passa pelo obturador seja bem controlada. Basicamente um compensa o outro, é como algumas continhas de 2ª série:

Imagine que a câmera precise de uma quantidade 12 de luz para formar uma foto. Para isso, eu posso deixar o diafragma numa abertura 5 e a velocidade 7 para que juntos, o resultado seja o número 12 que eu procuro. Mas isso não impede uma configuração de abertura 9 e velocidade 3, o importante é que dê 12! Na prática, se o diafragma está aberto no máximo, mais luz entra e consequentemente, menos tempo o obturador precisa ficar aberto para a foto sair. Do mesmo modo que, se eu quero uma exposição mais longa (velocidade menor), eu preciso diminuir a abertura do diafragma. Tudo questão de cooperação entre as duas variáveis.

Li, reli, revisei e “rerevisei” o post, acho que ficou o mais claro que eu consegui. Entenderam como funciona a velocidade e como ela trabalha com a abertura? Qualquer dúvida é só comentar, ok? O próximo post será sobre ISO,a terceira ponta do triângulo para uma boa exposição, não suma do M.A. para não perder!

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Não é novidade que a fotografia está aí para parar o tempo registrando fases e momentos da vida para serem guardados no papel e ajudar nossa memória a lembrar de tudo com mais clareza. Quando falamos em parar o tempo no sentido literal então, essa história fica mais interessante ainda.

Acho que todo mundo já ficou mais tempo olhando uma foto por ela ter captado aquele milésimo de segundo: seja a gota caindo na água, o pulo em contraluz ou o buquê da noiva voando ao encontro das madrinhas e amigas loucas por um casamento. É nessa hora que as perguntas vêm: Como se faz isso? É difícil? Eu mando a galera brincar de estátua ou o quê?

Para congelar uma cena, a câmera precisa basicamente de bastante luz e pode ser de qualquer espécie: natural ou artificial (flash). Quanto mais iluminado o ambiente, menos tempo o diafragma da câmera precisará ficar aberto e consequentemente mais rápida a foto será feita, conseguindo capturar aquele momento que passou em milésimos de segundo.

Três conceitos que você precisa entender rapidinho para aprender como se faz:

Diafragma: é uma espécie de “olho” na lente que abre para a luz entrar na câmera no momento do clique.
Abertura do diafragma: é o quanto esse “olho” abre. Quanto mais aberto, mais luz entra e vice-versa.
Velocidade do obturador: é quanto tempo o diafragma ficará ali esperando a luz entrar.

O primeiro passo é configurar a abertura do diafragma. Ela é medida por um valor “f” que quanto mais baixo for, maior a abertura será. Deixe o mais aberto possível como padrão e trabalhe apenas alterando a velocidade de acordo com o ambiente.

O ideal é usar o controle manual de velocidade para conseguir um bom resultado. Ela é medida em frações de segundo, por exemplo: 1/100 (um centésimo de segundo), 1/2000 (dois milésimos de segundo, 1 (um segundo). Num ambiente bastante claro, 1/500 já é o suficiente para começar a parar o tempo, mas é claro que o valor pode variar de acordo com o objeto fotografado. Por exemplo: um beija-flor bate as asas muito mais rápido do que você aí abanando os braços com a intenção de imitar um pássaro, ou seja, o beija-flor vai requerer uma velocidade maior. Tudo isso tem que ser levado em conta.

Depois de entender como é o processo para congelar o tempo, a pergunta é: Qual é a sua câmera? Compacta? Semi-profissional ou superzoom? DSLR? Sim, isso vai influenciar em como será o procedimento que apesar de usar os mesmos princípios, é feito de acordo com o equipamento.

Nas câmeras compactas, o ajuste manual de velocidade e abertura na maioria das vezes não está presente. Solução: se seu modelo tem estabilizador de imagens óptico (o digital é tão inútil quanto a bala de troco no 1,99), ative-o e procure também por um modo para fotos em movimento. Isso pode ajudar, mas provavelmente o lugar terá que ser sempre bem iluminado para dar tudo certo. Em fotos noturnas, o jeito é apelar para o flash e para o tripé. Não se esqueça de editá-las depois para suavizar a luz exagerada ou insuficiente e deixar as imagens mais naturais.

As superzooms e DSLRS (semis e profissionais, se preferir) com certeza já trarão os controles manuais de abertura e velocidade que eu mostrei ali em cima, usando direitinho e nos conformes, acho que vocês não terão tanta dificuldade para conseguir fotos legais.

Ó só um pouco de inspiração:

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