Tag: técnica - Melhor Ângulo

Raphaël Vicenzi é um ilustrador belga e autodidata, sem nenhum diploma universitário ou algo parecido. Suas ilustrações me chamaram bastante atenção e decidi mostrar aqui pra vocês.

Marcadas por uma mistura de mídia digital, pinturas, desenhos com manchas e texturas, a arte do rapaz é imensamente detalhada e sempre tem algo a dizer. Fora que mesmo com a bagunça de técnicas, sempre dá certo! Raphaël abusa da influência da moda, arte de rua, grafite e predomina linhas suaves com algumas cores escuras e contornos fortes.

Para ver mais do seu trabalho dele é só visitar o site, com certeza terá muitas peças para mostrar e fazer você admirar cada uma das imagens. :)

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Dan Mountford é um jovem fotógrafo inglês, estudante de design gráfico e criador de uma incrível série intitulada “O mundo dentro de nós”. Todas as suas imagens são simples, criativas e interessantes, buscando aquilo que a realidade da vida cotidiana não nos mostra e a execução do pensamento e da composição.

O fotógrafo explora o uso da dupla exposição. Basicamente, essa técnica permite  que você tenha uma imagem sobreposta a outra (já rolou post por aqui), que neste caso trouxe um resultado magnífico!

Não se sabe ao certo se ele trabalha apenas com editores de imagem, mas não importa, as fotografias já transmitem sua beleza de um jeito ou de outro. Gostaram? Já conheciam o processo de dupla exposição? Encontre mais do trabalho do Dan no Flickr.

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Há dois ou três meses recebi uma sugestão de post do Nivaldo (que faz parte da equipe): falar sobre a técnica fotográfica tilt-shift. Já sabia do que se tratava, mas não o suficiente para escrever um post completo. O post abaixo foi feito pela Ana Nemes, do Tecmundoe eu adaptei algumas partes. Créditos dados. Bora ler?

Já falei algumas vezes sobre profundidade de campo aqui, e como controlar isso na máquina fotográfica e na lente. Porém existem situações específicas nas quais esse conceito é levado ao extremo e produz fotografias bem diferentes do que estamos acostumados a ver. É o caso, por exemplo, da técnica Tilt-shift, com a qual é possível fazer com que lugares, objetos e pessoas reais se pareçam com miniaturas e maquetes.

Originalmente isso é feito com o uso de lentes especiais que são bastante caras, porém, a técnica ganhou fama mesmo com a aplicação de pós-produção digital, utilizando o Photoshop ou outro programa de edição de imagens. Existem, inclusive, diversos aplicativos para Windows e Mac e até alternativas online que podem ser usadas em qualquer sistema operacional. Veja no final desse artigo algumas dessas ferramentas.

De onde vem o nome tilt-shift?

O nome da técnica vem, na verdade, dos movimentos de lente necessários para se conseguir outro tipo de resultado. Originalmente, as lentes Tilt-shift eram usadas (e ainda são) para criar perspectivas que seriam impossíveis de outra forma.

“Tilt” é o movimento de rotação da lente (como em uma panorâmica), sem mover a câmera, possível graças a um mecanismo que pode ser visto na primeira das fotografias acima. Já “shift” é o movimento que a lente faz paralelamente em algum dos eixos, também sem mover a máquina fotográfica, como é mostrado na segunda foto acima. Uma lente Tilt-shift tem a capacidade de realizar os dois movimentos.

O Tilt-shift que conhecemos hoje é feito, na verdade, apenas com o movimento de “tilt”, isto é, a rotação da lente, porém, por ser comum usar uma com os dois movimentos nessa técnica, incorporou-se o nome completo para esse tipo de fotografia.

O que causa o efeito

Independente de como o resultado é obtido (seja da maneira tradicional, através do uso de lentes especiais, ou por pós-produção digital), a aparência é a mesma graças ao desfoque local em algumas áreas específicas. O olho estranha esse desfoque, que não é natural para objetos e edifícios tão grandes e o cérebro acaba percebendo aquilo como uma miniatura.

Além disso, é claro, as cores e a posição da fotografia ajudam. Nem todas as fotos podem ser transformadas em uma maquete ou miniatura, pois existem fatores que ajudam para que o efeito seja ainda mais realista. Veja algumas dicas de como transformar uma imagem real em maquete utilizando a técnica Tilt-shift.

Escolha bem a fotografia

Ao escolher ou tirar a foto para utilizar esse efeito, é preciso pensar em como seria uma foto real de uma maquete. Geralmente, elas são feitas de cima para baixo, e não no mesmo plano que os objetos, porém não são necessariamente fotografias aéreas.

Escolha uma imagem na qual seja possível perceber uma inclinação vertical de cima para baixo, já que isso dá a ideia de que o observador (a câmera, no caso), é maior do que o objeto observado. Essa inclinação é chamada de “plongée”, e no cinema é usada para mostrar a inferioridade (de tamanho físico ou não) do personagem, exatamente o efeito desejado nesse caso.

Além disso, tente escolher uma foto na qual o objeto principal que se deseja diminuir esteja em uma região central, principalmente no eixo vertical da fotografia. Ou seja, nem muito no topo e nem muito na parte de baixo. Isso é importante, já que a região de desfoque será aplicada nas duas extremidades. Veja como o trator parece de brinquedo:

Outro detalhe importante: fotos nas quais as pessoas aparecem de perto e nitidamente podem não funcionar muito bem, já que as feições humanas vão denunciar que aquilo não é uma miniatura. O melhor é que sejam usados planos abertos nos quais as pessoas estão distantes da câmera.

Maquetes geralmente possuem cores mais fortes e brilhantes do que as construções reais. Escolha fotos com cores bem marcantes, para que, depois de aplicar o efeito de foco, você consiga aumentar o brilho e o contraste da fotografia para deixá-la com ares de miniatura. Procure por aquelas feitas com essa técnica e veja que a muitas delas (principalmente as que convencem mais) possuem cores fortes e muito contraste.

Tilt-shift no Photoshop

O principal programa recomendado para fazer esse tipo de edição é o Photoshop. Isso porque, com esse software, é possível personalizar cada aspecto do filtro de desfoque da maneira que ficar melhor para cada imagem, como inclinação, quantidade e tamanho, além de ser possível ajustar as cores, o brilho e o contraste exatamente como você quiser.

Abra a imagem e pressione a tecla “Q” para criar uma máscara rápida (“Quick Mask”). Você não vai ver nada acontecendo na tela, porém esse é o primeiro segredo para que o efeito aplicado fique bom. Agora, pegue a ferramenta de degradê (“Gradient”) na caixa de ferramentas lateral, ou simplesmente pressione “G” no teclado.

O próximo passo é muito importante e define todo o processo. Para o degradê ficar correto, você precisa escolher, nas opções da barra que se encontra na parte de cima da tela, o modo “Reflected Gradient”. Agora clique em um ponto da tela e arraste o mouse para baixo até o ponto desejado, então solte. O resultado fica assim:

Essa ferramenta não é tão intuitiva quanto parece e o degradê pode não ficar da maneira que você quer logo na primeira tentativa. Volte e tente de novo, até acertar a seleção. Com o tempo, você vai pegar o jeito com esse ajuste! O próximo passo é sair da máscara rápida, e para isso você precisa apertar a tecla “Q” novamente no teclado. O degradê vai aparecer como seleção, desta forma:

Para o próximo passo, vá até Filters > Blur > Lens Blur (lembrando que o menu “Filters se encontra na parte de cima da janela). Na tela aberta, controle o raio do desfoque deslizando o controle “Radius”. Escolha um valor da sua preferência e clique em “OK” para confirmar. Pronto, o efeito Tilt-shift já está aplicado; agora, para dar maior realismo, basta ajustar as cores e o brilho em Image > Adjustments > Brightness/Contrast.

Outros programas

Além do Photoshop, existem outros softwares que geram esse efeito automaticamente. É o caso do Gimp, por exemplo, que possui um passo a passo semelhante ao do seu similar pago, porém tem a vantagem de ser totalmente gratuito.

Se você prefere algo ainda mais automático, existem aplicativos que fazem de maneira simples essa edição. É o caso, por exemplo, do excelente TiltShift Generator, um serviço online que cria rapidamente uma máscara de desfoque no formato, tamanho, intensidade e direção que você preferir. Com ele, é possível também alterar a saturação, contraste e brilho.

Outra ferramenta possível é o TiltShiftMaker, que permite menos alterações de cor, brilho e contraste, mas traz excelentes opções de desfoque. Experimente os dois e crie maquetes e miniaturas com fotografias reais da sua cidade!

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