Tag: série - Melhor Ângulo

Sou assumidamente influenciável quando o assunto é séries. Depois dos muitos elogios feitos pela Gabi numa resenha para o We Like Nerds, eis que comecei a ver Don’t Trust the B—- in apartament 23 já esperando coisa boa, e mais do que isso, achei a série ótima.

June é a típica garota do interior que vai para Nova York tentar uma carreira bem sucedida. Só que tudo dá errado logo no primeiro dia de trabalho e ela perde o emprego e de quebra, o apartamento concedido pela empresa. Obrigada a procurar uma roommate, June passa por inúmeras entrevistas, mas é na casa de Chloe que ela se empolga toda, principalmente porque James Van Der Beek – o ator de Dawson’s Creek – é amigo da dita cuja.

Chloe é a bitch da história. Oportunista, dissimulada, sem coração, mas impossível de se odiar, ela exige que os novos colegas de quarto paguem o primeiro e o último mês de aluguel adiantado, assim ela pode fazer da vida deles um inferno e ficar com o dinheiro todinho quando desistem de viver ali. Só que June, mesmo toda certinha, consegue passar uma rasteira (essa expressão ainda existe?) em Chloe e se torna digna de morar no apartamento 23. Mas isso não quer dizer que as dores de cabeça terminaram. Essa é a hora que você corre pra baixar.

Coisas que me fizeram adorar a série:

1) O jeito despretensioso, descontraído, sarcástico e tô nem aí pra nada da Chloe;
2) A participação de James Van Der Beek vivendo ele mesmo na luta para se livrar do papel de Dawson que o consagrou como celebridade;
3) Os cortes para mostrar alguma coisa que acabou de ser dita no diálogo ou outras cenas como essa, com os efeitos sonoros, etc;
4) Apreciar as dadas com os burros n’água de June, que insiste em confiar em Chloe em alguns momentos, mesmo sabendo do que ela é capaz.

Não encontrei um vídeo legendado, mas vejam o trailer:

Eu baixo a série lá no Séries TVix. Ela está atualmente na 2ª temporada (a 1ª teve poucos episódios) e anda cada vez melhor! Gostaram da indicação? (:

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Enfim, o último post da série. Eu não sei se devia ter falado de distância focal antes, mas de qualquer forma, agora não tem mais volta, né? Ainda vou ver se tem mais alguma coisa básica para ser explicada. Se sim, eu monto um post novo ou atualizo outro que tenha relação, ok?

Vamo lá. A distância focal de uma lente é uma variável medida em mm (milímetros) tão importante quanto a abertura de seu diafragma; ela basicamente define o quanto a câmera vai conseguir capturar de uma cena. Quanto menor o valor da distância focal, mais detalhes vão ser capturados no resultado final, e assim o contrário. Aí a gente esbarra um pouco com os tipos de lentes existentes. Ó só:

Uma lente básica e considerada “normal” é a 50mm, porque é a que mais se aproxima do ângulo de visão humano, logo, ela acaba sendo ótima para retratos, fotos de pessoas em geral, animais de estimação, objetos.

A lente grande-angular é a que tem um ângulo de visão maior do que o do olho humano, “pega” mais informações nas laterais e por isso acaba sendo perfeita para fotos de paisagens, arquitetura, etc. O problema desse tipo de lente é que ela distorce um pouco a cena, então evite fazer retratos com ela se não quiser um nariz e testa maiores do que o normal. É intenção? Manda ver!

Vale lembrar que nem toda grande-angular distorce tanto as imagens, a 35mm é um exemplo. Pra compensar, tem aquelas que distorcem e muito, como a famosa fisheye, considerada até uma super-angular por conta das capturas em 180º. Lentes 17 e 24mm são bons exemplos de grandes-angulares “normais”.

Agora as tele-objetivas, são as que têm ângulo de visão menor que o do olho humano, elas aproximam mais as cenas conseguindo capturar detalhes mais isolados. São ótimas para fotografar animais selvagens e até mesmo pessoas, quando precisam ficar muito distantes. Exemplos: lentes 70, 105, ou 200mm.

Quer entender tudo de uma vez por todas? Olha essa simulação:

Existem muitos modelos de lentes que vão de Xmm a Ymm, ou seja, não são fixas, não possuem apenas uma distância focal disponível; elas são as lentes do tipo zoom. Apesar de caras, são sempre muito versáteis para quem não quer ficar trocando de lente o tempo todo, principalmente quando você precisa pegar aquele momento ali, na correria.

Entenderam como funciona? Entenderam como tudo na série funciona? Gostaram dos posts? Pois é, eles terminam por aqui. Como prometi, vou montar com calma depois um arquivo PDF com todas as partes e disponibilizar para download, prometo que não vai demorar!

Já tenho uma nova série em mente, e dessa vez vai ter mais relação com fotografia analógica, que tal? ;)

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Nossa série já mostrou como expor corretamente uma fotografia manipulando os três principais pilares da exposição: abertura do diafragma, velocidade do obturador e ISO. Mas e quando a luz está ok, mas as cores não têm nada a ver com a realidade?

A cor da luz é na maioria das vezes chamada de temperatura; ela muda principalmente de acordo com o ambiente e com a fonte da iluminação, indo dos tons mais alaranjados e amarelados até os azulados. Quer ver um exemplo? Há mais de uma década, a maioria das casas usava lâmpadas de tungstênio (aquelas antigas). Lembra como você achou as novas lâmpadas fluorescentes super azuis, mas depois se acostumou? Pois é, nosso olho é bem mais inteligente que a câmera; ele se adapta rapidamente ao ambiente e enxerga as cores corretas: branco é branco, preto é preto, azul é azul, e assim por diante.

No menu da câmera, você encontra a função Balanço de branco (White balance em inglês), com algumas opções padrão que ajudam a deixar as cores o mais reais possíveis. São elas: luz de tungstênio, luz fria, ensolarado, nublado, sombra, etc, onde você escolhe a que mais se encaixa na iluminação de onde você está. É claro que também existe o modo automático, mas ele quase sempre precisa abrir mão de uma boa captura de cores para dar conta do balanço de branco, então evite usá-lo.

E quando a foto com cores “erradas” vira intenção? Para isso, basta configurar o balanço de branco também de forma “errada”. Por exemplo: para uma foto do pôr-do-sol, você pode escolher o modo luz fria ou nublado. Ele vai dizer para a câmera que a luz do ambiente está muito azulada, que precisa de mais amarelo e laranja nisso aí. Logo, o resultado vai ser um pôr-do-sol com muito mais cor e vida. Legal, né?

Falta apenas um post para o fim da série e o tema será “Distância focal”. Depois dele, vou preparar um arquivo PDF com todos os posts, pra baixar e imprimir, ou guardar para consulta mesmo. Comenta aí!

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Preciso confessar que há uns 2 anos eu não ligava para a opção ISO no modo manual da câmera. Achava inútil, sempre deixava no automático, pensava que o equipamento sempre acertava, pelo menos nesse aspecto. Me enganei. Quando comecei a ler mais sobre fotografia, descobri que muitas vezes aqueles resultados frustrantes tinham origem no maldito ISO automático que a câmera dizia ser o ideal para a foto sair perfeita. E não era. Continuemos nossa série pra entender como ele funciona!

Bom, o ISO (sigla de International Standards Organization) é uma variável tão importante quanto a abertura do diafragma e a velocidade do obturador, itens que você já leu aqui e aqui. Ele mede a sensibilidade do sensor (fotografia digital) ou do filme (fotografia analógica) à luz. É bem assim: quanto mais sensível (ISO maior), mais o mecanismo da câmera se esforça para captar informações em uma cena; por isso aumentamos o ISO em ambientes mais escuros, porque a câmera precisa de uma força extra para “enxergar” melhor! E quanto menos sensível (ISO menor) o sensor ou filme for, mais iluminação é necessária na cena, já que a câmera nesse caso não recebe uma exigência tão grande para fazer a foto.

Configurar o valor certo do ISO na câmera é a coisa mais simples do mundo: você precisa observar como está a iluminação do ambiente e a sua situação como o “fotógrafo” do negócio. Por exemplo: um tripé estabiliza a câmera e impede aqueles tremidos chatos, certo? Com essa carta na manga, você já vai poder diminuir a velocidade do obturador (deixar mais luz entrar) e consequentemente, não vai precisar colocar um ISO muito alto, porque não vai precisar compensar a falta de luz. Legal, né?

Mas calma que nem tudo são flores. Enquanto o ISO vai aumentando, o ruído aumenta junto. Ruído são aqueles pontinhos estranhos que insistem em aparecer principalmente nas fotos noturnas. Agora você entende o porquê: com a falta de luz, a pessoa ou o modo automático da máquina determinou que um ISO alto era preciso. Com a escuridão, as informações de luz e cores captadas pela câmera não eram muito concretas e nítidas, o que gerou os famosos pontinhos do ruído! Viu a diferença na comparação aí em cima?

E da mesma forma que uns odeiam, outros amam e até usam o ruído como estilo; um exemplo é essa foto de uma sessão de fotos da Katy Perry para a Interview: é clara a intenção do fotógrafo de usar o ruído para intensificar a sensação de outra época do editorial, afinal passado = fotografia analógica, que tem o ruído como uma de suas características.

Enfim, o mais importante de tudo é equilibrar abertura, velocidade e ISO de forma que o fotômetro zere, indicando que você já pode clicar! É tudo questão de avaliar o contexto da foto e compensar a luz da melhor forma configurando essas três principais variáveis. Não é tão difícil, vai.

O que acharam? Qualquer dúvida é só comentar, ok? O próximo post será sobre Balanço de brancos, não suma do M.A. para não perder!

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