Tag: resenha - Melhor Ângulo

Tá que eu prometi publicar a continuação desse post semana retrasada, mas eu viajei pessoas, viajei pra Bahia! Conto detalhes disso depois, porque hoje é dia de falar um pouco sobre outros três filmes que eu assisti no cinema esse ano. Na verdade, eu já vi O Espetacular Homem-Aranha também, então seriam oito filmes, mas esse vai ganhar um post só pra ele. ;)

Mr. Peabody & Sherman

Resenha Melhor Ângulo de Mr. Peabody & Sherman

Eu sou assim com cinema: só vejo o que eu realmente acho que vale a pena, ou o que quero ver há muito tempo. Com As Aventuras de Peabody e Sherman não foi assim, até porque mal tinha ouvido falar do filme, hahaha. Mas minha mãe estava aqui em Juiz de Fora, e eu queria assistir alguma coisa com ela, porque a última vez que ela tinha entrado em um cinema foi há, sei lá, 30 anos (sério). E pior que eu até gostei, sabe? É praticamente uma aula de história para crianças, mas também consegue ser bem família, divertido em muitos pontos. Destaque para a animação em si que é muito bem feita e para as cenas onde Mona Lisa e Maria Antonieta aparecem. :)

Noé

Resenha Melhor Ângulo de Noé

É inevitável não pensar que Noé se trata da história bíblica de… Noé. Mas não assista o filme com essa ideia. Na verdade, o roteiro foi feito apenas com base e inspiração na Bíblia, mas é muito mais sobre o ser humano e sua razão, sua capacidade de fazer escolhas na vida. Quando eu entrei no Filmow para ler os comentários de quem tinha assistido, só vi opiniões divididas, então aconselho a não ir na onda de ninguém, tire suas próprias conclusões! As atuações estão maravilhosas, os efeitos também, e me surpreendeu a maneira como abordaram e explicaram algumas coisas mais surreais da fábula original. Destaque para quando Noé conta sobre a criação; que cena linda!

Capitão América

Resenha Melhor Ângulo de Capitão América

Eu sempre gostei de super heróis, desde criança, mas nunca fui de ler quadrinhos e nem sou atualizado em todos os filmes do gênero já produzidos até hoje. Quando assisti Capitão América 2, contei com a ajuda da minha amiga para me explicar algumas coisas, me apontar alguns detalhes. Não tenho muito o que opinar sobre o filme, a não ser que é muito melhor que o primeiro e que parece muito mais sério, com menos piadas, perdendo aquela característica de pastelão que os filmes da Marvel vinham trazendo. Pra quem não tem dado nada pra assistir, digo que vale a pena repensar essa ida ao cinema. Aproveita que ainda tá em cartaz! ;)

Compartilhe:
Facebook Twitter Pinterest Google+

Pra quem não sabe, além de registrar e avaliar no Filmow os filmes que eu assisto, eu também anoto tudo no Listography, organizando por mês, quais eu já tinha assistido e os que eu assisti no cinema. Um dia desses, resolvi comparar a lista desse ano com a do ano passado, e me surpreendi ao perceber que só nesses quatro primeiros meses de 2014 eu já assisti mais filmes no cinema que no ano de 2013 inteiro! E acho que há grandes chances desse padrão continuar, visto as estreias que estão por vir.

Hoje vou falar um pouquinho de cada um desses filmes. Não espere grandes resenhas, são só pequenas impressões, detalhes que eu gostaria de destacar, coisas que aconteceram no dia em que eu vi. :)

Elsa em Frozen

Resenha Melhor Ângulo de Frozen

Eu não estava dando nada por Frozen. Tinha visto poucos trailers e achava tudo muito mais ou menos, sabe? Talvez essa impressão tenha sido influenciada por um certo preconceito que eu tenho com filmes de princesa nesse formato de animação 3D. Querendo ou não, cresci numa época em que os filmes da Disney eram automaticamente relacionados aos desenhos em 2D, e essas “tecnologias de hoje” acabam me incomodando um pouco. #nostalgia Mas deixando isso de lado, assisti Frozen em janeiro com a Gabi e saí da sala apaixonado, hahaha. Sério, um dos melhores filmes do ano, assim, de cara! E uma das coisas que eu mais gostei foi que apesar dos pontos de romance aqui e ali, o foco da história é no amor fraternal de Anna e Elsa, sem príncipe aparecendo do nada para salvar a princesa. E destaque para a “performance” da música Let It Go, porque gente, eu quero morar naquele castelo!

The Book Thief

Resenha Melhor Ângulo de The Book Thief

Lembro como se fosse ontem de estar no 1º ano e ver várias pessoas no CEFET lendo “A Menina Que Roubava Livros”, naquela clássica capa toda branca com o guarda-chuva vermelho. Apesar de nunca ter lido, a história sempre esteve à minha volta, então fiquei muito curioso quando fiquei sabendo da adaptação. Li que as críticas não foram das melhores, mas gostei muito do filme em geral, principalmente das atuações da pequena Sophie Nélisse, de Geoffrey Rush e de Emily Watson, esses dois últimos já nomeados ao Oscar por outros trabalhos. Vale lembrar também da fotografia, que no início faz uma clara referência à capa do livro, com cenas muito brancas, por conta da neve, e depois aos poucos escurece e ganha um aspecto mais dramático quando o filme começa a focar no tema nazista.

Ninfomaníaca

Resenha Melhor Ângulo de Ninfomaníaca

Assistir Ninfomaníaca não era nem uma possibilidade, principalmente depois de ter avaliado “Anticristo” — também de Lar von Trier — como “definitivamente não é o tipo de filme que eu gosto”. Mas como estávamos em grupo e decidimos levar tudo com bom humor, resolvi dar mais uma chance ao diretor dinamarquês e à nova produção. Achei que o saldo da sessão seria uma boa dose de cenas zoadas por serem doentias ou bizarras demais, mas levei o filme mais a sério do que pensava. E apesar de toda a promoção unicamente voltada ao lado “sexual” da história, não achei tão pesado nesse sentido. Mais drama, menos sexo. Dizem que o Volume II é mais explícito, mas esse não chegou aos cinemas daqui, então…

Uma Aventura Lego

Resenha Melhor Ângulo de Uma Aventura Lego

Outro que não tinha me chamado muito a atenção, mas que paguei a língua. Assisti “Uma Aventura Lego” em Niterói, num rolezinho no shopping com o Filipe, e me surpreendi com a qualidade do filme! As referências à cultura pop me lembraram Detona Ralph (num bom sentido), a animação pensada no mundo feito de LEGO é muito bem representada (adorei cada solução!) e achei o roteiro interessante, me prendeu do início ao fim. A musiquinha então nem se fala: “Tudo é incríveeeeeel!” Grudou pra sempre na minha cabeça, haha.

E aí pessoas, quem aí já viu algum desses filmes no cinema? A segunda parte do post entra no ar ainda essa semana. :)

Compartilhe:
Facebook Twitter Pinterest Google+

Sandra Bullock no filme Gravidade

Eu já disse aqui que eu não sou nenhum entendedor de cinema, então não estou por dentro de todos os lançamentos, nem quero dar uma de crítico, apenas gosto muito de assistir filmes e compartilhar minha opinião com vocês. Acho saudável, concordam?

Quando eu fui ver Jobs no cinema, peguei a metade do trailer de Gravidade quando entrei na sala. E confirmando o que eu acabei de dizer aqui em cima, eu nem sabia da existência do filme; inclusive fiquei meio assim, porque tenho uma opinião de que filmes de ficção científica ficam sempre na linha tênue entre o péssimo e o ótimo. Mas aí eu fui percebendo todas as pessoas do universo (trocadilho infame) elogiando a direção, as atuações, os efeitos, as sensações que ele passa, e cá entre nós, quando começa assim, é inevitável não ter as expectativas aumentadas. Pra vocês terem uma ideia, James Cameron soltou que é o melhor filme sobre espaço já feito. Alfonso Cuarón, o diretor, deve ter apenas adorado a publicidade impactante e gratuita.

Sinopse:

Sandra Bullock interpreta a Dra. Ryan Stone, uma brilhante engenheira médica em sua primeira missão espacial, ao lado do veterano Matt Kowalsky (George Clooney) no comando de seu último voo antes da aposentadoria. Em uma operação de rotina fora da nave, o desastre acontece. A nave é destruída, deixando Stone e Kowalsky à deriva no espaço, ligados um ao outro apenas por um cabo. Um silêncio ensurdecedor diz que eles perderam qualquer contato com a Terra – e qualquer chance de resgate. O medo vira pânico, consumindo rápido o pouco oxigênio que resta. O único meio de voltar pra casa talvez seja se jogar de vez na aterrorizante vastidão do espaço.

Trailer:

Como fica bem claro tanto no trailer quanto na sinopse, são apenas dois personagens e um único cenário nos 91 minutos de duração. Sério, isso não fez diferença alguma. São vários altos e baixos: momentos de muita loucura e outros mais calmos, mas que nem por isso aliviam a tensão. É um filme que entrete ao mesmo tempo que propõe uma reflexão sobre o sentido da vida e até sobre a morte.

Os efeitos estão impecáveis. A beleza é indiscutível. Um destaque especial para quando Matt (George Clooney) chama a atenção de Ryan (Sandra Bullock) para a vista da Terra em momentos pontuais, a cena onde ela tira seu uniforme e se faz um embrião dentro da nave no meio do nada, as lágrimas que flutuam e ficam incríveis no 3D, a alucinação que resulta na solução de um grande problema. A trilha sonora de Steven Price é excelente no balanço entre o desespero e o silêncio ensurdecedor. Os impactos e explosões recebem estrondos totalmente abafados por causa da não propagação de som no espaço, e são detalhes cruciais assim que vão só acrescentando para a genialidade de Gravidade.

Sandra Bullock e George Clooney no filme Gravidade

Sandra Bullock no filme Gravidade

Agoniante. Acho que resume tudo. Eu fiquei preso na cadeira o filme todinho como se eu tivesse me segurando pra não “cair” ou me “soltar”. E pode parecer ridículo, mas eu tenho certeza que se vocês assistirem em 3D vocês vão dar umas boas piscadas com os destroços do satélite vindo na sua direção; nunca vi um 3D que tenha valido tanto a pena! Sandra — que eu sempre adorei — não me decepcionou nem um pouco, e George também cumpriu seu papel muito bem.

Repito o que estou dizendo a todos os meus amigos desde semana passada: vejam!

Ficha técnica Gravidade

Compartilhe:
Facebook Twitter Pinterest Google+

Ashton Kutcher no filme jOBS

Terça passada fui ver Jobs no cinema com meus amigos, e para alavancar novamente a categoria aqui no blog, resolvi aproveitar que é um filme em cartaz para dar minha opinião. ;)

Bom, eu sempre fui interessado por computadores, tanto que Informática Industrial foi minha escolha de curso técnico no CEFET. Apesar de eu ter me voltado para o design e para a fotografia de 2009 pra cá, minha afinidade com a informática não deixou de existir, então fui com as expectativas super altas para o cinema, ainda mais por saber que foi uma estreias mais esperadas de 2013. Quando saí da sala, minha impressão imediata foi muito boa, mas eu sei que isso sempre acontece comigo, então resolvi escrever esse post só agora, uma semana depois, pra analisar todos os aspectos do filme com calma.

Sinopse:

A história da ascensão de Steve Jobs (Ashton Kutcher), de rejeitado no colégio até se tornar um dos mais reverenciados empresários do universo da tecnologia no século XX. A trama passa pela jornada de autodescobrimento da juventude, pelos demônios pessoais que obscureceram sua visão e, finalmente, pelos triunfos que transformaram sua vida adulta.

Trailer:

Infelizmente o filme já começou a pecar na sinopse equivocada. A história que deveria focar na pessoa Steve Jobs e mostrar a fundo sua personalidade e vida pessoal, na verdade gira muito mais em torno da Apple: do início em uma garagem até o sucesso nas bolsas de valores. Isso ficou muito claro pra mim no momento em que Steve se afasta da empresa e investe na NeXT, por exemplo. Essa se teve seu logo em uma das cenas foi muito. A Pixar então… nem foi mencionada. Se vocês não sabem, Steve comprou a Pixar em 1986 quando ela ainda se chamava Graphics Group, foi CEO durante um tempo e principal acionista quando aconteceu a união com a Disney. Jobs também renegou sua filha antes mesmo de ela nascer, mas nessa mesma fase de afastamento da Apple, ele aparece numa relação até muito boa com Lisa já maior, sem explicações. Sem falar em todo o conflito com Bill Gates, resumido no filme em um telefonema.

Enfim, o roteiro foi o principal problema em Jobs, e daí se desencadearam outros, como a continuidade confusa causada pelo início do filme prolongado e a correria depois para dar conta das duas horas de duração. Senti falta da era do iPhone, senti falta dos problemas de saúde envolvendo as dietas frugívoras e o câncer de pâncreas, senti falta da relação de Steve com a família. Ainda não li o livro biográfico escrito por Walter Isaacson, mas creio que seja mais interessante para os que querem conhecer a trajetória completa do visionário.

Ashton Kutcher no filme jOBS

Ashton Kutcher no filme jOBS

Mas eu não sou todo crítico ao filme. A caracterização me agradou bastante, Ashton Kutcher ficou sim muito parecido com Steve Jobs, principalmente na faixa dos 40 anos e com a barba maior. A atuação não foi merecedora de Oscar, mas isso não quer dizer que tenha sido ruim, pelo contrário. Ashton conseguiu capturar alguns trejeitos típicos de Jobs, como a postura, o andar e o sorriso tímido, que raramente deixava os dentes à mostra. E para completar, fotografia e trilha sonora estavam impecáveis.

No geral é um filme bom, vale a pena assistir, não no cinema talvez. Apesar da personalidade difícil e de como ele foi idiota e egocêntrico em vários momentos de sua vida, não dá pra dizer que Steve Jobs não foi um grande empreendedor, inventor e entendedor de design e marketing. Para quem deseja seguir em áreas parecidas, continua sendo uma grande inspiração.

Compartilhe:
Facebook Twitter Pinterest Google+