Tag: fotógrafos - Melhor Ângulo

Em novembro do ano passado, a cantora Lauren Jauregui do grupo Fifth Harmony posou com sua até então namorada Lucy Vives para um ensaio feito pela fotógrafa Nicole Cartolano. Até aí tudo normal, não fosse o detalhe de que as três são amigas e as fotos foram bem pessoais, feitas em 35mm no nosso querido processo analógico e sem nenhuma grande revista envolvida na produção.

Os fãs já sabiam do ensaio desde o início e estavam ansiosos para ver o resultado, e ele saiu em março desse ano, publicado pela própria fotógrafa no Instagram. De cara dá pra ver que o clima é realmente bem pessoal e íntimo, as fotos parecem ter sido feitas em um passeio de um dia gostoso e tranquilo, numa espécie de parque mais escondidinho do resto do mundo.

Lauren Jauregui e Lucy Vives por Nicole Cartolano

Lauren Jauregui e Lucy Vives por Nicole Cartolano

Lauren Jauregui e Lucy Vives por Nicole Cartolano

Nicole contou em uma entrevista para a MTV que era possível notar que Lauren Jauregui e Lucy tinham sido melhores amigas por muito tempo, já que se conhecem desde o ensino médio. E que, mesmo que as meninas não estejam mais juntas, elas estão felizes que as fotos foram lançadas, afinal é um lembrete de um momento muito bom. Sensato, né?

Lauren Jauregui e Lucy Vives por Nicole Cartolano

Lauren Jauregui e Lucy Vives por Nicole Cartolano

Lauren Jauregui e Lucy Vives por Nicole Cartolano

Lauren Jauregui e Lucy Vives por Nicole Cartolano

Lauren Jauregui e Lucy Vives por Nicole Cartolano

Lauren Jauregui e Lucy Vives por Nicole Cartolano

Lauren Jauregui e Lucy Vives por Nicole Cartolano

Lauren Jauregui e Lucy Vives por Nicole Cartolano

Uma curiosidade é que a fotógrafa passou a adolescência em São Paulo, onde foi inspirada pela liberdade na arte de rua e na cultura do skate. Ela considera sua arte como uma terapia, e o principal motivo para usar filme em vez de digital é o processo intencional de capturar o momento com uma câmera manual. O risco de perder uma foto por alguma falha técnica? Pra ela vale a pena, levando em conta a magia da imprevisibilidade e a aparência natural que o 35mm deixa nas imagens. Eu assino embaixo!

Lauren Jauregui e Lucy Vives por Nicole Cartolano

Lauren Jauregui e Lucy Vives por Nicole Cartolano

Lauren Jauregui e Lucy Vives por Nicole Cartolano

Nicole Cartolano · Site · Instagram · Facebook
Lauren Jauregui · Instagram · Site
Lucy Vives · Instagram

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Os anos 80 andam muito em alta, principalmente na música e no cinema. Quando se trata de estética, o neon (e a mistura de luzes coloridas em geral) é uma das tendências que voltaram com tudo dessa década, aparecendo com frequência em editoriais de moda, clipes de músicas e filmes. Inspirado nesse contexto e pela cidade de Los Angeles onde mora atualmente, o fotógrafo e produtor musical Neil Kryszak criou a Chromatic Series, uma coleção de fotos que destacam cores e luzes, particularmente essa paleta de neon azul e rosa.

Neil Kryszak neon azul e rosa

São cores muito nostálgicas que lembram o mundo dos videogames, mas também carregam referências aos motéis americanos, bairros considerados perigosos, mistério e psicodelia. O melhor é que a coleção de Neil não é um trabalho necessariamente finalizado, só de acompanhá-lo no Instagram a gente vê que ele posta novas fotos com a mesma vibe o tempo todo, dando mais vida ainda o projeto. Olha só:

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak · Site · Instagram

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Obsessão é um sentimento muitas vezes ligado ao lado mais negativo do comportamento de alguém, mas na fotografia esse estado de preocupação permanente sobre alguma coisa pode se transformar em uma intervenção positiva no trabalho de um fotógrafo. A obra icônica de Roger Mayne deixou evidente os traços da obsessão que tinha e a sua abordagem humanista foi influência para as gerações de fotógrafos que vieram depois dele.

Mayne, falecido em 2014, foi um fotógrafo inglês que ficou muito conhecido pelo seu trabalho que documenta o cotidiano de uma comunidade humilde de um bairro de Londres, particularmente a Southam Street. Entre 1950 e 1960, ainda jovem, ele fotografou repetidamente a mesma rua registrando 1400 fotos em 27 visitas.

A gente se pergunta: o que leva um jovem artista a tanta fixação por um lugar? Dá pra supor que ele tenha se atraído pela diferença social, já que nasceu em uma parte de Cambridge com gente muito diferente da classe operária da Southam Street; ou então a urgência em eternizar o lugar, motivado por algum tipo de pressentimento de que o bairro poderia sumir do mapa por conta da condição precária da região.

A verdade foi que em 1969 a área foi praticamente toda demolida para dar lugar a Trellick Tower, e daí sai mais uma hipótese: quem sabe Roger não teria sido motivado por valores mais altos e pretendesse fazer um statement político parecido com o trabalho do seu mentor Paul Strand? Acho que nunca vamos saber, mas qualquer que fosse o motivo que movia sua obsessão por aquele lugar, ele está eternizado em belos registros monocromáticos.

A galeria The Photographers’s Gallery em Londres está expondo desde março (e fica até junho) o trabalho de Roger Mayne, algo que não acontecia desde 1999, o que deve estar sendo muito bacana pra quem já conhecia o fotógrafo e sentia falta de um destaque maior, o que é muito merecido. Dizem que alguns dias são suficientes para ficar conhecendo o melhor de Londres, por isso ver com calma as fotos do fotógrafo seria com certeza um programa recompensador. A exposição abrange toda a obra de Roger, indo é claro, além das composições da Southam Street, incluindo por exemplo, seus primeiros trabalhos feitos na cidade de Leeds, onde desenvolveu o seu interesse por fotografia e adquiriu um estilo bem mais realista.

São várias séries de fotos de diferentes épocas que pedem para serem vistas, então se alguém aí estiver de bobeira por Londres (me chama!), ainda que seja só por dois ou três dias, vale super a pena incluir essa exposição no roteiro.

Ah, e se essa vibe de fotografia documental chama sua atenção, esse post sobre a fotógrafa Vivian Maier vem a calhar. ;)

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Feminismo: movimento político, filosófico e social que defende a igualdade de direitos entre mulheres e homens. Simples, né? Não sei como muita gente ainda não entende.

O assunto que anda tão em pauta nos últimos meses me deixou com o olhar mais apurado até quando se trata de fotografia. Passei a observar as mulheres com mais atenção, e admiro muito fotógrafos e fotógrafas que se dedicam inteiramente a traduzir as personalidades femininas em seus trabalhos.

O fotógrafo russo Marat Safin é um exemplo. Ele une a força da natureza à delicadeza da mulher (e o contrário!) ou deixa que elas escolham seu ambiente natural, que pode ser um quarto, um canto perto da janela que deixa mais luz entrar em casa ou no alto de uma montanha, onde o silêncio e a solidão permanecem (não que sejam necessariamente coisas ruins nesse caso). O Flickr tem muito mais fotos como essas abaixo, vale seguir ele por lá. ;)

Marat Safin

Marat Safin

Marat Safin

Marat Safin

Marat Safin

Marat Safin

Marat Safin

Marat Safin

Marat Safin

Marat Safin

Marat Safin

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