13 • agosto • 2012

Enfim, o último post da série. Eu não sei se devia ter falado de distância focal antes, mas de qualquer forma, agora não tem mais volta, né? Ainda vou ver se tem mais alguma coisa básica para ser explicada. Se sim, eu monto um post novo ou atualizo outro que tenha relação, ok?

Vamo lá. A distância focal de uma lente é uma variável medida em mm (milímetros) tão importante quando a abertura de seu diafragma; ela basicamente define o quanto a câmera vai conseguir capturar de uma cena. Quanto menor o valor da distância focal, mais detalhes vão ser capturados no resultado final, e assim o contrário. Aí a gente esbarra um pouco com os tipos de lentes existentes. Ó só:

Uma lente básica e considerada “normal” é a 50mm, porque é a que mais se aproxima do ângulo de visão humano, logo, ela acaba sendo ótima para retratos, fotos de pessoas em geral, animais de estimação, objetos.

A lente grande-angular é a que tem um ângulo de visão maior do que o do olho humano, “pega” mais informações nas laterais e por isso acaba sendo perfeita para fotos de paisagens, arquitetura, etc. O problema desse tipo de lente é que ela distorce um pouco a cena, então evite fazer retratos com ela se não quiser um nariz e testa maiores do que o normal. É intenção? Manda ver!

Vale lembrar que nem toda grande-angular distorce tanto as imagens, a 35mm é um exemplo. Pra compensar, tem aquelas que distorcem e muito, como a famosa fisheye, considerada até uma super-angular por conta das capturas em 180º. Lentes 17 e 24mm são bons exemplos de grandes-angulares “normais”.

Agora as tele-objetivas, são as que têm ângulo de visão menor que o do olho humano, elas aproximam mais as cenas conseguindo capturar detalhes mais isolados. São ótimas para fotografar animais selvagens e até mesmo pessoas, quando precisam ficar muito distantes. Exemplos: lentes 70, 105, ou 200mm.

Quer entender tudo de uma vez por todas? Olha essa simulação:

Existem muitos modelos de lentes que vão de Xmm a Ymm, ou seja, não são fixas, não possuem apenas uma distância focal disponível; elas são as lentes do tipo zoom. Apesar de caras, são sempre muito versáteis para quem não quer ficar trocando de lente o tempo todo, principalmente quando você precisa pegar aquele momento ali, na correria.

Entenderam como funciona? Entenderam como tudo na série funciona? Gostaram dos posts? Pois é, eles terminam por aqui. Como prometi, vou montar com calma depois um arquivo PDF com todas as partes e disponibilizar para download, prometo que não vai demorar!

Já tenho uma nova série em mente, e dessa vez vai ter mais relação com fotografia analógica, que tal? ;)

Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
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26 • julho • 2012

Nossa série já mostrou como expor corretamente uma fotografia manipulando os três principais pilares da exposição: abertura do diafragma, velocidade do obturador e ISO. Mas e quando a luz está ok, mas as cores não têm nada a ver com a realidade?

A cor da luz é na maioria das vezes chamada de temperatura; ela muda principalmente de acordo com o ambiente e com a fonte da iluminação, indo dos tons mais alaranjados e amarelados até os azulados. Quer ver um exemplo? Há mais de uma década, a maioria das casas usava lâmpadas de tungstênio (aquelas antigas). Lembra como você achou as novas lâmpadas fluorescentes super azuis, mas depois se acostumou? Pois é, nosso olho é bem mais inteligente que a câmera; ele se adapta rapidamente ao ambiente e enxerga as cores corretas: branco é branco, preto é preto, azul é azul, e assim por diante.

No menu da câmera, você encontra a função Balanço de branco (White balance em inglês), com algumas opções padrão que ajudam a deixar as cores o mais reais possíveis. São elas: luz de tungstênio, luz fria, ensolarado, nublado, sombra, etc, onde você escolhe a que mais se encaixa na iluminação de onde você está. É claro que também existe o modo automático, mas ele quase sempre precisa abrir mão de uma boa captura de cores para dar conta do balanço de branco, então evite usá-lo.

E quando a foto com cores “erradas” vira intenção? Para isso, basta configurar o balanço de branco também de forma “errada”. Por exemplo: para uma foto do pôr-do-sol, você pode escolher o modo luz fria ou nublado. Ele vai dizer para a câmera que a luz do ambiente está muito azulada, que precisa de mais amarelo e laranja nisso aí. Logo, o resultado vai ser um pôr-do-sol com muito mais cor e vida. Legal, né?

Falta apenas um post para o fim da série e o tema será “Distância focal”. Depois dele, vou preparar um arquivo PDF com todos os posts, pra baixar e imprimir, ou guardar para consulta mesmo. Comenta aí!

Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
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17 • julho • 2012

Preciso confessar que há uns 2 anos eu não ligava para a opção ISO no modo manual da câmera. Achava inútil, sempre deixava no automático, pensava que o equipamento sempre acertava, pelo menos nesse aspecto. Me enganei. Quando comecei a ler mais sobre fotografia, descobri que muitas vezes aqueles resultados frustrantes tinham origem no maldito ISO automático que a câmera dizia ser o ideal para a foto sair perfeita. E não era. Continuemos nossa série pra entender como ele funciona!

Bom, o ISO (sigla de International Standards Organization) é uma variável tão importante quanto a abertura do diafragma e a velocidade do obturador, itens que você já leu aqui e aqui. Ele mede a sensibilidade do sensor (fotografia digital) ou do filme (fotografia analógica) à luz. É bem assim: quanto mais sensível (ISO maior), mais o mecanismo da câmera se esforça para captar informações em uma cena; por isso aumentamos o ISO em ambientes mais escuros, porque a câmera precisa de uma força extra para “enxergar” melhor! E quanto menos sensível (ISO menor) o sensor ou filme for, mais iluminação é necessária na cena, já que a câmera nesse caso não recebe uma exigência tão grande para fazer a foto.

Configurar o valor certo do ISO na câmera é a coisa mais simples do mundo: você precisa observar como está a iluminação do ambiente e a sua situação como o “fotógrafo” do negócio. Por exemplo: um tripé estabiliza a câmera e impede aqueles tremidos chatos, certo? Com essa carta na manga, você já vai poder diminuir a velocidade do obturador (deixar mais luz entrar) e consequentemente, não vai precisar colocar um ISO muito alto, porque não vai precisar compensar a falta de luz. Legal, né?

Mas calma que nem tudo são flores. Enquanto o ISO vai aumentando, o ruído aumenta junto. Ruído são aqueles pontinhos estranhos que insistem em aparecer principalmente nas fotos noturnas. Agora você entende o porquê: com a falta de luz, a pessoa ou o modo automático da máquina determinou que um ISO alto era preciso. Com a escuridão, as informações de luz e cores captadas pela câmera não eram muito concretas e nítidas, o que gerou os famosos pontinhos do ruído! Viu a diferença na comparação aí em cima?

E da mesma forma que uns odeiam, outros amam e até usam o ruído como estilo; um exemplo é essa foto de uma sessão de fotos da Katy Perry para a Interview: é clara a intenção do fotógrafo de usar o ruído para intensificar a sensação de outra época do editorial, afinal passado = fotografia analógica, que tem o ruído como uma de suas características.

Enfim, o mais importante de tudo é equilibrar abertura, velocidade e ISO de forma que o fotômetro zere, indicando que você já pode clicar! É tudo questão de avaliar o contexto da foto e compensar a luz da melhor forma configurando essas três principais variáveis. Não é tão difícil, vai.

O que acharam? Qualquer dúvida é só comentar, ok? O próximo post será sobre Balanço de brancos, não suma do M.A. para não perder!

Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
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20 • junho • 2012

Você já leu sobre exposição e entendeu como funciona a abertura do diafragma. Hoje a gente continua nossa série “Fotografia do começo” com o tema “velocidade do obturador”.

O obturador é uma espécie de cortina dentro da câmera por onde a luz passa e chega até o sensor digital ou ao frame do filme (se você está usando uma analógica). A tarefa do fotógrafo é definir o tempo que ele ficará aberto, ou seja, a velocidade do “abrir e fechar” do obturador, para que a quantidade correta de luz entre no mecanismo da câmera.

Como estamos falando de tempo, a unidade de medida da velocidade do obturador é o segundo (s), indo das frações de segundo até às longas exposições de minutos e até horas, por exemplo: 1/100s (1 segundo dividido por 100), 1/2000s (1 segundo por 2000), 5s (5 segundos). Na câmera, as velocidades vêm assim:

Quem lembra daquele post de abril onde eu mostrei como as fotografias “congeladas” são feitas? Pois é, a velocidade do obturador é crucial na hora de criar uma foto desse tipo, afinal a finalidade é parar aquele milésimo de segundo em questão. Num ambiente bastante claro, 1/500s já é o suficiente para começar a parar o tempo, mas é claro que o valor pode variar de acordo com o objeto fotografado. Por exemplo: um beija-flor bate as asas muito mais rápido do que você aí abanando os braços com a intenção de imitar um pássaro, ou seja, o beija-flor vai requerer uma velocidade maior. Tudo isso tem que ser levado em conta.

Da mesma forma, principalmente em fotos noturnas, você vai precisar deixar a câmera exposta por mais tempo para conseguir um resultado legal, e isso deve ser feito sempre com a ajuda de um tripé ou um apoio para evitar “tremidos” na foto. Logicamente, não vale aparecer bem no meio da cena e começar a dançar, porque você vai virar apenas um borrão; faça coisas do tipo apenas se for intenção, como aquelas fotos de grandes avenidas em movimento, tipo essas:

Então você leu o post sobre diafragma e está confundindo a função dele com a do obturador? Saiba que eles trabalham em conjunto para que a quantidade de luz que passa pelo obturador seja bem controlada. Basicamente um compensa o outro, é como algumas continhas de 2ª série:

Imagine que a câmera precise de uma quantidade 12 de luz para formar uma foto. Para isso, eu posso deixar o diafragma numa abertura 5 e a velocidade 7 para que juntos, o resultado seja o número 12 que eu procuro. Mas isso não impede uma configuração de abertura 9 e velocidade 3, o importante é que dê 12! Na prática, se o diafragma está aberto no máximo, mais luz entra e consequentemente, menos tempo o obturador precisa ficar aberto para a foto sair. Do mesmo modo que, se eu quero uma exposição mais longa (velocidade menor), eu preciso diminuir a abertura do diafragma. Tudo questão de cooperação entre as duas variáveis.

Li, reli, revisei e “rerevisei” o post, acho que ficou o mais claro que eu consegui. Entenderam como funciona a velocidade e como ela trabalha com a abertura? Qualquer dúvida é só comentar, ok? O próximo post será sobre ISO,a terceira ponta do triângulo para uma boa exposição, não suma do M.A. para não perder!

Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
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