Tag: fotografia analógica - Página 4 de 5 - Melhor Ângulo

Lorena Arance

Um dia desses eu twittei Quero ser como essa gente de filme que deixa uma mesa gigante de café da manhã de lado, pega uma maçã e sair comendo pro trabalho.”

Pois é, eu sempre admirei esse tipo de pessoa que leva, ou pelo menos aparenta levar uma vida casual e despreocupada (no bom sentido) em todas as áreas da vida, até mesmo em relação a alimentação: come quando tem fome, faz seus próprios lanches (e eles ficam ótimos), coloca determinada camisa porque ela é confortável e pode deitar no sofá ao som da chuva porque já se organizou e não vai ter problemas em terminar aquele trabalho.

Lorena Arance é uma amante da vida e da fotografia que me inspira desde quando eu conheci seu Flickr e seu trabalho. Ela nasceu em Palma de Maiorca, Espanha e hoje é uma mulher de 30 anos, formada em Imagem e Som e que se aventura em registrar o dia-a-dia com sua câmera analógica para depois compartilhar no blog pessoal.

Lorena Arance

Lorena Arance

Só pra você ter uma ideia, leia a opinião dela sobre fotografia e sobre como ela conversa com essa prática todos os dias:

“Você pode escolher o lugar que você quiser. Você ficaria surpreso com a beleza encontrada em um campo abandonado no meio da estrada ou no terraço de sua casa. Não importa. Basta colocar a sua espontaneidade, ser você mesmo. Seja você tímido, triste ou feliz . A beleza só pode ser encontrada na imperfeição.

Não importa o tempo. Eu não sou esse tipo de fotógrafo que coloca um ponto final a uma sessão. As regras limitam, apertam, tensionam. Eu quero conversar, você pode colocar uma música ou acender o incenso que você gosta. Relaxe. Passe um dia diferente…”

É como a Christine disse na página de perfil da Lorena no Flickr: ela faz com que o dia-a-dia pareça Monet, as fotografias são simples, mas de tirar o fôlego, poesia para os olhos e para a alma.

Dentre os temas cotidianos de suas fotos, o que eu mais gosto com certeza é o que trata de comida: os cafés da manhã, lanches, o tempo passado na cozinha… Olha as que eu separei:

Lorena Arance

Lorena Arance

Lorena Arance

Ficar olhando dá até um ânimo pra esse início de semana, né? O que acharam?

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Como eu contei pra vocês nesse post, comprei uma Zenit 122 no início de maio e fotografei durante 10 dias com um filme Kodak ColorPlus ISO 200. Sexta passada deixei ele numa das três lojas de fotografia aqui em Cataguases (sim, só três) e eles me entregaram tudo terça-feira, já que o serviço é terceirizado. Saíram 33 das 36 fotos e eu fiquei bem satisfeito com o resultado, mesmo sendo meu primeiro filme com a câmera, ou seja, na ansiedade de terminar o filme, as cenas foram bem do cotidiano mesmo, a maioria aqui em casa e algumas no meu trajeto pro trabalho.

Não briguem comigo, mas fiz miniaturas de tudo pra não pesar o post e principalmente pra não perder a graça quando eu postar no Flickr, né? Coloquei todas as fotos, das minhas favoritas às com foco mal feito, as de teste e as repetidas. Ah! E elas estão na ordem em que foram tiradas. Espero que gostem!

Fail pra foto do gato que ficou totalmente sem foco. Ainda tiro fotos de gatos, acho bem daquelas fotos carta na manga, 90% de chances de saírem boas. O cachorro estava dormindo no jardim de uma casa abandonada, vi quando estava voltando do trabalho e ele nem me viu tirar a foto de tão pesado que estava o sono! O senhor das mexericas é meu pai, by the way. (:

Trêm barulhento, sô! Mas sempre gostei dele, me pego contando os vagões toda vez! Não reparem nas duas fotos do telefone, fiz quase sem olhar no visor e uma delas até que ficou boa!

Minha sobrinha dominou essas aí em cima. Sinceramente, não sei como consegui arrancar um segundo de pausa dela com seus afazeres (mexer nas minhas coisas e nas rosas cheias de espinhos).

As quatro primeiras estão incluídas nas minhas favoritas, principalmente a dos sapatos na janela. A da cama foi pra testar as baterias do fotômetro, veja só a bagunça, foi num dos dias que eu passei mal. Fiquei surpreso da última ter saído, as últimas fotos dos meus filmes nunca saem!

Minha impressão geral do resultado foi muito boa, gostei das cores, do foco da lente, e esse filme é realmente muito bom, sensibilidade 200 é tipo pau pra toda obra! Quem me segue no Twitter viu que fiquei orgulhoso mesmo foi de ter conseguido configurar velocidade e abertura direitinho mesmo sem fotômetro (os leds não estão funcionando, preciso arrumar) e LCD! Sinal que as aulas da Gleice na faculdade surtiram efeito (mesmo ela não sendo muito generosa na minha nota).

Mas e aí, gostaram? Quais foram suas favoritas? Compartilhem comigo!

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Tudo começou com uma ponta de inveja da Gabi (@ohnaogabi), que tinha acabado de postar uma foto no Facebook da sua lomokino novíssima em folha. Depois de deixar meu comentário, me vi com vontade e saudades de passar o resto do dia lendo sobre fotografia analógica em blogs, no site da Lomography, e favoritando fotos do tipo no Flickr. Bem, passei pelo menos 3 dias assim, até que vi uma brecha na planilha de planejamento dos meus dinheiros e a partir daí foi tudo muito rápido: escolhi o modelo, vasculhei pela internet, avaliei a loja/vendedor e pronto, minha Zenit 122 estava comprada numa noite de domingo, chegando uma semana depois, segunda-feira.

A Zenit 122 (veja fotos) é uma câmera produzida principalmente na Rússia e na Bielorrússia, assim como os outros modelos da marca. Sua produção começou nos anos 90 (a minha é de 93, mesmo ano que eu nasci!) e foi até 2003; hoje ela não é mais fabricada, o que me levou a comprar uma usada, no Mercado Livre mesmo, depois de muita pesquisa e cuidado, claro. O kit dela vinha com uma lente ou Helios 44M-2 58mm f/2.4 ou um MC Zenitar 50mm f/2, na minha veio a 58mm. Colocar o filme, depois rebobinar e tirar não foram tarefas difíceis, o sistema dela é bem parecido com a maioria das analógicas, fiz tudo sozinho mesmo, com medo de perder o filme, mas deu tudo certo!

Câmeras analógicas usadas e desse mesmo porte, SLRs, geralmente custam de 100 a 300 reais nesses sites de venda e revenda. A minha foi 150, com frete e taxas saiu a 182. Achei um bom preço, visto que ela só veio com um probleminha (que já pretendo resolver).

No mais é isso! Separei algumas fotos feitas com ela dos meus contatos no Flickr, olha só:

Sexta-feira tem post mostrando as fotos que saíram do primeiro rolo que usei na câmera! Todos aqui, façam o favor.

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Em termos fotográficos, exposição é o momento em que a luz entra na lente para formar a foto, é quando o mecanismo da câmera fica literalmente exposto à luz exterior: quanto maior o tempo de exposição, mais clara ficará a foto depois de pronta (mais óbvio impossível) e o contrário acontece quando o tempo for menor.

Nas câmeras analógicas existe um recurso que permite fotografar duas vezes em cima de um único fotograma: o mecanismo libera o obturador sem que o filme avance, deixando você fotografar mais uma vez no mesmo local em que uma primeira imagem foi feita, criado essa mistura incrível de luzes e formas!

Mas não é exatamente toda câmera de filme que te dá essa possibilidade: as automáticas vêm com anti-dupla exposição, passando o filme logo depois que você bate uma foto. Mas afinal, qual é a câmera certa pra fazer o efeito? As digitais não fazem? E tem como criar tudo no Photoshop mesmo? Essas perguntas serão respondidas num próximo capítulo, nesse mesmo horário, nesse mesmo blog. Agora que tal alguns bons exemplos?

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