Tag: fotografia analógica - Página 3 de 5 - Melhor Ângulo

Andre Hsiao

Tá que a gente adora fotografia analógica e morre de desejo pelas câmeras da Lomography ou mesmo algumas SLR clássicas. Mas quem aí nunca se deparou com a dúvida dos vários formatos formatos de filmes que existem por aí? Quais as diferenças entre eles? E os nomes?

O post de hoje iria ao ar uma hora ou outra, mas resolvi fazer de uma vez a pedido da Therry, minha amiga das internetas. Ela encontrou em casa uma câmera analógica da Turma da Mônica e tá louca da Silva para colocar um filme e sair fotografando. Hoje vocês e ela vão entender como tudo funciona. ;)

135: O filme 135 é o formato de filme mais usado nas câmeras analógicas hoje, suas fotos de família mais recentes guardadas naquelas caixas de sapato com certeza foram feitas com ele! Ele é mais conhecido como 35mm porque essa é aproximadamente a largura do filme e ele é muito fácil de encontrar: lojas de fotografia, óticas ou bancas de jornal geralmente vendem.

Fisicamente, o filme fica enrolado em uma bobina de plástico para protegê-lo da luz. Os buraquinhos em cima e embaixo ajudam na hora de colocar o filme na câmera (caso ela possua aquele auto relevo para encaixar os buraquinhos), e dão segurança, para que ele não fique solto dançando lá dentro.

120 e 220: O filme 120 está na categoria dos filmes de médio formado, mas a película em si não é muito diferente do 35mm, ele é apenas cortado e embalado de outra forma. Ao invés de vir dentro de uma bobina, ele é enrolado por fora dela e a proteção da luz é feita por uma camada de papel que cobre toda a extensão do filme.

As câmeras que usam o 120 podem fotografar em dois formatos: 60x60mm (quadrado, gerando 12 poses) ou 4,5x60mm (retangular, gerando 15 poses). Diana F+ e Holga 120 PAN são exemplos de câmeras que fotografam em 120.

Mas e o 220, Zé? Resumidamente, o 220 tem o dobro de filme do 120, ou seja, o dobro de poses. Hoje em dia ele não mais fabricado, mas ainda dá pra encontrar alguma coisa no Ebay.

110 e 126: Os filmes 110 e 126 foram lançados pela Kodak nas décadas de 60 e 70, são muito fáceis de colocar e tirar das câmeras e foram muito utilizados na linha Kodak Instamatic. O 126 era utilizado na câmeras maiores da linha e fazia fotos 26x26mm (quadradas). Hoje ele não é mais fabricado. O 110 era particularmente dedicado aos modelos “pocket” das Instamatic’s, ou seja, menores que as originais, para serem levadas para todo lugar.

Hoje, a Lomography possui em seu catálogo a Fisheye Baby, que utiliza filmes 110 também fabricados por eles. Por ser bem pequeno (13mm), as fotos não podem ser muito ampliadas e o ruído é quase sempre bem forte, mas aí vai do gosto pessoal de cada um. ;)

Antes de comprar uma câmera analógica, pesquise sobre qual filme ela utiliza para já saber em que barco está entrando. E ao comprar o filme, lembre-se sempre de ler as informações na caixinha; lá você encontra a sensibilidade, o tamanho, a quantidade de poses e também algumas recomendações para preservar o filme e não perder suas fotos.

Espero que tenham gostado do post. :)

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Nós já vimos aqui no blog que exposição é quando o mecanismo da câmera fica literalmente exposto à luz exterior e assim, a foto é formada. Acontece que em algumas câmeras analógicas, é possível expor duas vezes (ou mais vezes, tornando-se múltipla exposição) em cima de uma única pose do filme, criando essa mistura de luzes e formas que a gente adora!

Como na fotografia digital não tem essa, nos resta levar a dupla exposição para a fase da pós-produção, usando nosso amigo Photoshop ou um derivado. E não é nem um pouco difícil, tá?

Segunda-feira (15) foi ao ar no Depois dos Quinze um post meu falando sobre modos de mesclagem na hora de criar efeitos (cores, contraste, etc) nas fotos. Resumindo, os modos de mesclagem servem simplesmente para misturar, fundir uma camada na outra.

Escolha duas fotos para fazer a dupla exposição e abra ambas no Photoshop. Se você não está vendo a aba de camadas, aperte F7 ou vá no menu Janela > Camadas. Selecione uma das fotos (Ctrl+A), copie (Ctrl+C) e cole (Ctrl+V) por cima da outra. Com a foto de cima selecionada, agora é só ir mudando o modo de mesclagem até encontrar um que fique bom. :)

Mas calma, a ordem das fotos influencia. Para colocar a foto de baixo por cima, você precisa desbloqueá-la (viu o cadeadinho no print?) porque ela é a camada de fundo, e por padrão, as camadas de fundo ficam bloqueadas para não causarem problemas na hora da edição. Basta clicar duas vezes na camada, Ok na janela que aparecer, e pronto. Agora é deixar na ordem que você quiser arrastando as camadas. Lembrando que a foto de baixo precisa estar sempre no modo de mesclagem Normal e com opacidade 100% pra dar certinho.

Dica útil: nossa intenção é simular uma dupla exposição feita como nas câmeras analógicas, e se você reparar bem, a maioria são compostas de uma foto de silhueta e uma outra aleatória que na mistura, acaba preenchendo a silhueta! Os modos de mesclagem que fazem isso são o Clarear (Lighten em inglês) e Divisão (Screen).

Olha os exemplos que eu fiz aqui rapidinho:

Eu vinha prometendo ensinar isso há tanto tempo, mas enfim, tá aí o post. Espero que tenham gostado, e pra terminar… não podiam faltar umas fotos bonitonas pra gente se inspirar, né?

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Em algum momento desse fim de semana eu estava lendo sobre a campanha “Eu quero sua câmera velha“, do Queimando Filme e me toquei que eu nunca tinha falado direito sobre minhas duas câmeras “de gaveta” aqui no blog. Pronto, pauta de segunda na mão!

Se você nasceu no início dos anos 90 (ou antes disso), com certeza sua família tinha uma câmera analógica que era levada para todas as viagens e registrava todos os momentos mais legais dos fins de semana. Comigo não foi diferente; minha mãe sempre tomou a iniciativa de fotografar meus irmãos e eu desde bebês, enquanto meu pai nunca ligou pra isso, hehe. Um pouco antes de eu nascer, ela comprou nossa primeira câmera (antes disso as fotos eram feitas com câmeras emprestadas), uma Kodak preta que foi roubada quando eu tinha uns 5 anos, então eu nunca pude saber o modelo para pesquisar sobre ela hoje, e quem disse que alguém aqui em casa lembra? Quando a câmera foi roubada, minha mãe comprou uma bem baratinha, e uns anos depois, depois de alguns defeitos, uma terceira, também baratinha, que eu tenho aqui comigo: a Tron Linea.

Em 2009, fascinado pelo mundo analógico, eu queria voltar a fotografar com filme. Mas só em 2010, eu peguei emprestada a Yashica MG-3 da minha amiga (ela me deu de presente depois, valeu de novo friend!) e não quis deixar o filme de lado nunca mais! Tá que até hoje eu só fotografei 4 rolos (tô no 5º), por falta de dinheiro tempo e criatividade, mas eu tô só começando, me deixem! AUISHDSDF

Vocês têm essas câmeras analógicas jogadas no fundo da gaveta? Quais os modelos? Tá na hora de comprar um filme e botar todas pra trabalhar, coitadas, tão pedindo por carinho!

Pra terminar, algumas fotos feitas em 2010 e no início de 2011 com a Yashica MG-3.

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Três meses atrás eu comprei uma Zenit 122 no impulso (não que eu tenha me arrependido) e fotografei durante duas semanas meu segundo filme com ela, de novo um Kodak ColorPlus ISO 200. Saíram 27 das 36 fotos e eu fiquei super feliz com o resultado, principalmente porque dessa vez não pedi revelação + impressão, e sim reveleção + digitalização.

O que isso tem a ver? No momento eu não tenho tanto interesse em ter as fotos impressas no papel, apesar de achar indispensável como forma de preservar a memória. Mas como eu uso muito mais a forma digital, pedi para fazer a digitalização do filme, o que saiu mais barato (R$14,00 + R$1,50 o CD) e a qualidade ficou perfeita, deixou no chinelo minhas outras fotos analógicas digitalizadas na minha multifuncional!

Estão aí, em miniatura pra não perder a graça quando irem para o Flickr.

(3) Pezim de mãe; (4) Estudar um pouco, né? Versão Instagram aqui; (6) Pé do Zé domingo de manhã; (8) Acordando.

(1) Light leak, aí sim! (2) Não há velocidade que pare essa menina; (4) Extravagância, porque eu sou pobre e mesmo o pequeno é caríssimo; (5) Minha preferida do filme! (6) Versão Instagram aqui; (8) Grade da minha primeira escolinha, cores de infância.

Gostaram, pessoal? (:

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