Tag: fotografia - Página 2 de 21 - Melhor Ângulo

Se você nasceu nos 90 (ou antes disso), provavelmente sua família tinha uma câmera analógica que era levada pra todas as viagens e registrava os momentos mais legais dos fins de semana. As fotos das 12, 24 ou 36 poses dos filmes eram cuidadosamente planejadas, então aniversários e casamentos são exemplos perfeitos de situações onde rolava aquele momento espreme-pra-caber-na-foto. Hoje, além da fotografia digital que permite cliques infinitos, com nossos inseparáveis celulares, qualquer um anda com uma câmera no bolso o tempo todo. O interessante é que nesse contexto de compartilhamento e redes sociais que a gente vive, acontece um comportamento curioso: a vergonha que muitas pessoas sentem ao fotografar em público.

Zé Zorzan fotografar em público

Tirar fotos em pontos turísticos ou festas é uma prática esperada, porque como eu disse, é uma tradição construída há anos, então as pessoas já ficam super à vontade nessas situações. Mas se você estiver andando em uma rua movimentada, sem qualquer atração aparente, e do nada sacar uma câmera da mochila, a vergonha é instantânea, tô aqui de prova.

Eu pensava que sentir esse desconforto ao tirar fotos em público era exclusividade minha, mas é totalmente comum, inclusive pra aparecer nas imagens. Isso é horrível, porque você pode perder a chance de conseguir uma foto maravilhosa.

O fato é: fazer qualquer coisa diferente num lugar público vai atrair os olhares das pessoas em volta. Diferente daquele casamento da sua prima, na rua todos esperam que você ande como se não houvesse amanhã (geralmente com pressa), então sim, só o ato de parar e tentar registrar qualquer coisa vai chamar atenção. Mas isso não quer dizer que esses olhares sejam de julgamento. Normalmente as pessoas se perguntam “Do que é que ele tá tirando foto?” e, segundos depois, esquecem completamente o que aconteceu. Elas tem mais o que fazer, né?

Às vezes, essas pessoas acham que elas estão na mira da câmera, e realmente ninguém gosta de ser fotografado por um desconhecido. No fundo nós somos todos uns bandos de animais à solta pela cidade, que instintivamente vão tentar identificar se é um momento de ameaça, pra desviar, é claro. Se estiver tudo bem, dobrando a esquina o fotógrafo já virou história. Agora, se você precisa tirar fotos focando em um grupo ou alguém, peça permissão e tente bater um papinho rápido. Quem sabe não te pedem pra mandar a foto depois? A mesma dica vale pra acontecimentos incomuns, metrôs, parques, feiras, enfim, tudo que envolva regras: pergunte aos donos ou organizadores se tudo bem tirar fotos ali.

Ah, e companhia é sempre bom! Chamar um amigo para te ajudar com as fotos também é um jeito de diminuir o desconforto, afinal tem uma pessoinha de confiança logo ali. E se o que você tem é medo de roubarem sua câmera, contar com o reforço dos amigos é mais válido ainda, assim como preferir fotografar em lugares mais movimentados, se possível.

No mais, foque no que você quer registrar e se desligue um pouco do mundo. Consiga sua foto e siga sua vida, não importa o que vão pensar. Espero que essas dicas ajudem aí. Você já passou por alguma situação engraçada ao fotografar em público? Me conta nos comentários!

Post originalmente publicado no dia 18/07/2012 e revisado para se adequar aos novos padrões editoriais do blog.

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Feminismo: movimento político, filosófico e social que defende a igualdade de direitos entre mulheres e homens. Simples, né? Não sei como muita gente ainda não entende.

O assunto que anda tão em pauta nos últimos meses me deixou com o olhar mais apurado até quando se trata de fotografia. Passei a observar as mulheres com mais atenção, e admiro muito fotógrafos e fotógrafas que se dedicam inteiramente a traduzir as personalidades femininas em seus trabalhos.

O fotógrafo russo Marat Safin é um exemplo. Ele une a força da natureza à delicadeza da mulher (e o contrário!) ou deixa que elas escolham seu ambiente natural, que pode ser um quarto, um canto perto da janela que deixa mais luz entrar em casa ou no alto de uma montanha, onde o silêncio e a solidão permanecem (não que sejam necessariamente coisas ruins nesse caso). O Flickr tem muito mais fotos como essas abaixo, vale seguir ele por lá. ;)

Marat Safin

Marat Safin

Marat Safin

Marat Safin

Marat Safin

Marat Safin

Marat Safin

Marat Safin

Marat Safin

Marat Safin

Marat Safin

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Clemente De Muro

Oi, lembram de mim? Sumi de novo, né? Eu sei. A semana do dia 27 de abril foi completamente dedicada ao retorno do blog: layout, correção de erros, organização, novo calendário… por isso nada de posts. Esses estavam programados para voltarem oficialmente na semana seguinte, do dia 4. Até que veio a vida e PA PA PUM: fiquei doente de uma hora pra outra, e isso durou até a última sexta-feira. Fazer o que? Todos os dias eu aprendo que não adianta planejar demais, que eu devo simplesmente fazer. Então vambora fazendo!

Vocês repararam que o Flickr voltou a ser bonito? No último dia 7 eles lançaram algumas novidades, inclusive uma nova página de galeria combinando com o que eles já vinham fazendo nos grupos há algum tempo (dá pra ver tudo aqui). Grandes empresas como Google, Yahoo! e Facebook costumam dar esses baby steps de mudanças para testar a aprovação dos usuários, e não foi diferente no Flickr. As capas agora são maiores, as fotos não ocupam mais 100% da tela, enfim, tá tudo mais organizado. Convenhamos, ficou bem melhor!

Inspirado nessa novidade, resolvi voltar aos trabalhos no blog ressuscitando uma tag, a Flickr do dia. Nunca dei a atenção que ela merecia, e como eu sou apaixonado por essa plataforma e por compartilhar trabalhos de fotógrafos, por que não unir o útil ao agradável?

O escolhido de hoje é Clemente De Muro, um italiano que me chamou a atenção porque vi nas fotos algo diferente, um olhar cinematográfico, como se fossem registros da gravação de um filme ou clipe musical. Isso não só pelos enquadramentos, mas até mesmo pela iluminação sempre mais escura do que estamos acostumados em fotos e pelas cores, reais, com o mínimo de pós-produção. A impressão final é de que são frames de um filme que ainda não passou pelo colorista ou pela edição. Puras e simples.

Clemente De Muro

Clemente De Muro

Clemente De Muro

Clemente De Muro

Clemente De Muro

Clemente De Muro

Clemente De Muro

Clemente De Muro

Clemente De Muro

Clemente De Muro

Minha surpresa foi descobrir que Clemente é de fato um diretor e trabalha em dupla com um colega na produtora CRIC, e eles já fizeram vídeos bem bacanas como esse:

O que acharam do trabalho dele? Me contem aqui embaixo! ;)

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Há pouco menos de um mês eu passei um final de semana na casa da minha amiga Ingrid em Pedro do Rio, um dos vários distritos de Petrópolis. Lá nós resolvemos fazer algumas fotos descompromissadas, no improviso mesmo, pra aproveitar o lugar que é bem bonito e cheio de verde.

Apesar de todo o meu interesse por fotografia voltando com tudo esse ano, tenho passado por aquela crise de identidade fotográfica que muitos aspirantes nessa área passam uma hora ou outra. Aquilo de olhar pra fotos recém-tiradas, gostar muito, mas sentir falta de algo mais, entendem? Tive um sentimento parecido com as fotos desse dia, mas acho que uma das soluções pra essa crise é continuar fotografando e postando mesmo, afinal novos olhares só surgem com a prática, a tentativa, o erro e o acerto. Tô certo?

Espero que gostem, dêem suas opiniões nos comentários que eu fico agradecido! ;)

Ingrid Lemos por Zé Zorzan

Ingrid Lemos por Zé Zorzan

Ingrid Lemos por Zé Zorzan

Ingrid Lemos por Zé Zorzan

Matinho

Ingrid Lemos por Zé Zorzan

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