Tag: exposição - Melhor Ângulo

Nós já vimos aqui no blog que exposição é quando o mecanismo da câmera fica literalmente exposto à luz exterior e assim, a foto é formada. Acontece que em algumas câmeras analógicas, é possível expor duas vezes (ou mais vezes, tornando-se múltipla exposição) em cima de uma única pose do filme, criando essa mistura de luzes e formas que a gente adora!

Como na fotografia digital não tem essa, nos resta levar a dupla exposição para a fase da pós-produção, usando nosso amigo Photoshop ou um derivado. E não é nem um pouco difícil, tá?

Segunda-feira (15) foi ao ar no Depois dos Quinze um post meu falando sobre modos de mesclagem na hora de criar efeitos (cores, contraste, etc) nas fotos. Resumindo, os modos de mesclagem servem simplesmente para misturar, fundir uma camada na outra.

Escolha duas fotos para fazer a dupla exposição e abra ambas no Photoshop. Se você não está vendo a aba de camadas, aperte F7 ou vá no menu Janela > Camadas. Selecione uma das fotos (Ctrl+A), copie (Ctrl+C) e cole (Ctrl+V) por cima da outra. Com a foto de cima selecionada, agora é só ir mudando o modo de mesclagem até encontrar um que fique bom. :)

Mas calma, a ordem das fotos influencia. Para colocar a foto de baixo por cima, você precisa desbloqueá-la (viu o cadeadinho no print?) porque ela é a camada de fundo, e por padrão, as camadas de fundo ficam bloqueadas para não causarem problemas na hora da edição. Basta clicar duas vezes na camada, Ok na janela que aparecer, e pronto. Agora é deixar na ordem que você quiser arrastando as camadas. Lembrando que a foto de baixo precisa estar sempre no modo de mesclagem Normal e com opacidade 100% pra dar certinho.

Dica útil: nossa intenção é simular uma dupla exposição feita como nas câmeras analógicas, e se você reparar bem, a maioria são compostas de uma foto de silhueta e uma outra aleatória que na mistura, acaba preenchendo a silhueta! Os modos de mesclagem que fazem isso são o Clarear (Lighten em inglês) e Divisão (Screen).

Olha os exemplos que eu fiz aqui rapidinho:

Eu vinha prometendo ensinar isso há tanto tempo, mas enfim, tá aí o post. Espero que tenham gostado, e pra terminar… não podiam faltar umas fotos bonitonas pra gente se inspirar, né?

Compartilhe:
Facebook Twitter Pinterest Google+

Preciso confessar que há uns 2 anos eu não ligava para a opção ISO no modo manual da câmera. Achava inútil, sempre deixava no automático, pensava que o equipamento sempre acertava, pelo menos nesse aspecto. Me enganei. Quando comecei a ler mais sobre fotografia, descobri que muitas vezes aqueles resultados frustrantes tinham origem no maldito ISO automático que a câmera dizia ser o ideal para a foto sair perfeita. E não era. Continuemos nossa série pra entender como ele funciona!

Bom, o ISO (sigla de International Standards Organization) é uma variável tão importante quanto a abertura do diafragma e a velocidade do obturador, itens que você já leu aqui e aqui. Ele mede a sensibilidade do sensor (fotografia digital) ou do filme (fotografia analógica) à luz. É bem assim: quanto mais sensível (ISO maior), mais o mecanismo da câmera se esforça para captar informações em uma cena; por isso aumentamos o ISO em ambientes mais escuros, porque a câmera precisa de uma força extra para “enxergar” melhor! E quanto menos sensível (ISO menor) o sensor ou filme for, mais iluminação é necessária na cena, já que a câmera nesse caso não recebe uma exigência tão grande para fazer a foto.

Configurar o valor certo do ISO na câmera é a coisa mais simples do mundo: você precisa observar como está a iluminação do ambiente e a sua situação como o “fotógrafo” do negócio. Por exemplo: um tripé estabiliza a câmera e impede aqueles tremidos chatos, certo? Com essa carta na manga, você já vai poder diminuir a velocidade do obturador (deixar mais luz entrar) e consequentemente, não vai precisar colocar um ISO muito alto, porque não vai precisar compensar a falta de luz. Legal, né?

Mas calma que nem tudo são flores. Enquanto o ISO vai aumentando, o ruído aumenta junto. Ruído são aqueles pontinhos estranhos que insistem em aparecer principalmente nas fotos noturnas. Agora você entende o porquê: com a falta de luz, a pessoa ou o modo automático da máquina determinou que um ISO alto era preciso. Com a escuridão, as informações de luz e cores captadas pela câmera não eram muito concretas e nítidas, o que gerou os famosos pontinhos do ruído! Viu a diferença na comparação aí em cima?

E da mesma forma que uns odeiam, outros amam e até usam o ruído como estilo; um exemplo é essa foto de uma sessão de fotos da Katy Perry para a Interview: é clara a intenção do fotógrafo de usar o ruído para intensificar a sensação de outra época do editorial, afinal passado = fotografia analógica, que tem o ruído como uma de suas características.

Enfim, o mais importante de tudo é equilibrar abertura, velocidade e ISO de forma que o fotômetro zere, indicando que você já pode clicar! É tudo questão de avaliar o contexto da foto e compensar a luz da melhor forma configurando essas três principais variáveis. Não é tão difícil, vai.

O que acharam? Qualquer dúvida é só comentar, ok? O próximo post será sobre Balanço de brancos, não suma do M.A. para não perder!

Compartilhe:
Facebook Twitter Pinterest Google+

Você já leu sobre exposição e entendeu como funciona a abertura do diafragma. Hoje a gente continua nossa série “Fotografia do começo” com o tema “velocidade do obturador”.

O obturador é uma espécie de cortina dentro da câmera por onde a luz passa e chega até o sensor digital ou ao frame do filme (se você está usando uma analógica). A tarefa do fotógrafo é definir o tempo que ele ficará aberto, ou seja, a velocidade do “abrir e fechar” do obturador, para que a quantidade correta de luz entre no mecanismo da câmera.

Como estamos falando de tempo, a unidade de medida da velocidade do obturador é o segundo (s), indo das frações de segundo até às longas exposições de minutos e até horas, por exemplo: 1/100s (1 segundo dividido por 100), 1/2000s (1 segundo por 2000), 5s (5 segundos). Na câmera, as velocidades vêm assim:

Quem lembra daquele post de abril onde eu mostrei como as fotografias “congeladas” são feitas? Pois é, a velocidade do obturador é crucial na hora de criar uma foto desse tipo, afinal a finalidade é parar aquele milésimo de segundo em questão. Num ambiente bastante claro, 1/500s já é o suficiente para começar a parar o tempo, mas é claro que o valor pode variar de acordo com o objeto fotografado. Por exemplo: um beija-flor bate as asas muito mais rápido do que você aí abanando os braços com a intenção de imitar um pássaro, ou seja, o beija-flor vai requerer uma velocidade maior. Tudo isso tem que ser levado em conta.

Da mesma forma, principalmente em fotos noturnas, você vai precisar deixar a câmera exposta por mais tempo para conseguir um resultado legal, e isso deve ser feito sempre com a ajuda de um tripé ou um apoio para evitar “tremidos” na foto. Logicamente, não vale aparecer bem no meio da cena e começar a dançar, porque você vai virar apenas um borrão; faça coisas do tipo apenas se for intenção, como aquelas fotos de grandes avenidas em movimento, tipo essas:

Então você leu o post sobre diafragma e está confundindo a função dele com a do obturador? Saiba que eles trabalham em conjunto para que a quantidade de luz que passa pelo obturador seja bem controlada. Basicamente um compensa o outro, é como algumas continhas de 2ª série:

Imagine que a câmera precise de uma quantidade 12 de luz para formar uma foto. Para isso, eu posso deixar o diafragma numa abertura 5 e a velocidade 7 para que juntos, o resultado seja o número 12 que eu procuro. Mas isso não impede uma configuração de abertura 9 e velocidade 3, o importante é que dê 12! Na prática, se o diafragma está aberto no máximo, mais luz entra e consequentemente, menos tempo o obturador precisa ficar aberto para a foto sair. Do mesmo modo que, se eu quero uma exposição mais longa (velocidade menor), eu preciso diminuir a abertura do diafragma. Tudo questão de cooperação entre as duas variáveis.

Li, reli, revisei e “rerevisei” o post, acho que ficou o mais claro que eu consegui. Entenderam como funciona a velocidade e como ela trabalha com a abertura? Qualquer dúvida é só comentar, ok? O próximo post será sobre ISO,a terceira ponta do triângulo para uma boa exposição, não suma do M.A. para não perder!

Compartilhe:
Facebook Twitter Pinterest Google+

Antes de qualquer coisa, para aprender os conceitos básicos e começar a fotografar cada vez melhor, você precisa saber uma coisa: a fotografia só acontece porque existe luz. É ela que sensibiliza o sensor da câmera, é ela que cria texturas, formas, é ela que permite que a câmera literalmente veja o assunto a ser registrado em forma de imagem.

Todos os mecanismos de sensores, espelhos, motores e peças que compõem uma câmera, ficam a maior parte do tempo escondidos, mas eles precisam ficar expostos por um tempo para que a luz entre de fato na máquina, e as fotos sejam feitas. A essa entrada de luz, chamamos de exposição.

Se a gente parar e pensar um pouquinho, é fácil e lógico descobrir que: quando a luz entra mais do que o necessário na câmera, a foto fica muito clara, fica superexposta (processo de superexposição). Da mesma forma, quando a luz entra de menos, a foto fica escura, fica subexposta (subexposição).

Entendi Zé. Mas como eu vou saber se está tudo certo antes de clicar?

O fotômetro é um sensor que mede as condições de luz da cena para onde você está apontando; ele está presente em 99% das câmeras, mas como eu disse no post de introdução, essa série é destinada a quem tem uma câmera que possibilita total controle manual de todas as opções e funções. No caso, pouquíssimas compactas, algumas superzooms e as DSLRs. Quando esse controle é possível, a câmera dispõe de uma “régua” que controla o fotômetro. Quando a câmera é quase toda automática, o fotômetro existe, mas faz o trabalho sozinho.

Se sua câmera se encaixa no grupo das mais manuais, você provavalmente vai identificar – no LCD ou olhando pelo viewfinder na hora de fotografar no modo manual – uma ferramenta com esse formato de régua da imagem abaixo que mostra as informações do fotômetro sobre a luz. O indicador no meio significa que você já pode clicar, vai dar tudo certo. O indicador para a esquerda significa subexposição. Para a direita, superexposição.

Essas são as duas réguas que mais aparecem nos fotômetros. A maior diferença entre elas é que os sinais de + e – ficam de lados diferentes, mas isso não interfere: indicador para a esquerda = subexposição; indicador para a direita: superexposição.

Para ajustar o fotômetro, ou seja, definir corretamente a quantidade de luz que deve entrar através da lente, você precisa alterar as configurações de uma, duas, ou das três principais variáveis que controlam a luz: a abertura do diafragma, a velocidade do obturador e o ISO.

Que monte de nomes é esse? É de comer? O que eles fazem? Isso é assunto para o próximo post, minha gente! Vai ao ar num horário diferente, em outro dia, mas nesse mesmo blog.

P.S.: As câmeras também possuem uma opção chamada “Compensação de exposição”, conhecida pela sigla EV, e que tem uma régua parecida com a do fotômetro em si. Com ela você pode definir a exposição artificialmente, o que pode ser extremamente útil caso você siga um estilo com fotos bem escuras ou bem claras.

Compartilhe:
Facebook Twitter Pinterest Google+