Tag: diário - Melhor Ângulo

Achei que 2016 seria só mais um ano, com as esperanças e os planos de sempre, nada demais. Mal sabia eu que a vida prepararia grandes arapucas não só pra mim, mas pra tanta gente por aí, um aninho que passou rápido como quem parecia ser inofensivo, mas não poupou problemas. Tá, é claro que não dá pra achar que depois de meia-noite tudo se resolveu. Ainda vai ter muito problema pra gente resolver sim, mas seguimos desejando coisas boas, torcendo por um ano melhor, e o mais importante: tentando enfiar na cabeça que nada muda se a gente fica parado só observando os dias passando e não fazendo nada.

Minhas “metas” continuam praticamente as mesmas, algumas delas já avançadas e alavancadas, e aproveitando que todo mundo anda dizendo que 2017 está marcado pra ser o início de um novo ciclo cheio de mudanças, por que não aproveitar? Mais do que qualquer coisa, 2016 me ensinou, muitas coisas, em todos as áreas da vida. Um dos destaques foi que aprendi o tal do foco, coisa que não sabia o que era há muito tempo, e agora é hora de aplicar todas essas lições num ano cheio de ação e de conquistas bacanas. Vamos tentar juntos?

Pode entrar, 2017, cê não sabe o quanto a gente te esperou.

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18 de
setembro

Tava revirando fotos de 2009, 2010 e 2013 mais cedo. Bateu um sentimento nostálgico e ao mesmo tempo assustador: quanta coisa mudou pra mim em míseros 3 ou 5 anos. Fui além, pensei no início de 2016 e fiquei mais assustado ainda: apesar de aparentemente a mesma, minha vida virou de cabeça pra baixo em poucos meses. Eu mudei pra caramba, vocês aí também. Não sou mais o mesmo de 2010, nem de 2013, nem de 2015. E que clichê da minha parte. Os objetivos são outros, as perspectivas de vida também, o senso realista anda mais apurado. Depois de vários percalços e arapucas da vida, também pudera.

Os últimos meses têm sido corridos, estressantes, até tristes, e acho que isso justifica minha ausência. Meu único objetivo pra 2016 era melhorar minha organização, e apesar dos trancos e barrancos, vou conseguindo aos poucos. Hoje eu resolvi passar aqui e compartilhar um pouquinho do que anda passando pela minha cabeça e para onde o blog caminha.

Como todo o resto, a blogosfera não é mais a mesma, acho que todo mundo percebeu isso. Os blogs saturaram, muita gente passou a se dedicar a vídeos ou simplesmente pararam de blogar. O boom passou, ficaram só os que realmente amam isso aqui. Agora eu me vejo acompanhando blogs menores, feitos com mais amor e menos obrigação; blogs sobre hobbies, receitas, desenhos, textos, cotidiano. Esse contexto mais minha bagagem dos últimos 3 anos me distanciou do que o blog se tornou, e o resultado é: não me sinto mais tão bem representado. Acima de tudo esse é meu espaço na internet, mais do que qualquer conta em rede social, então como esse espaço pode não me representar?

Os cinco anos com o Melhor Ângulo foram muito importantes pra minha trajetória, mas acho que é hora de tomar outros rumos.

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Estou começando um novo projeto, que vai aproveitar parte do conteúdo publicado aqui, mas com uma cara nova e mais apropriada para a pessoa que eu sou hoje. Pode ser o fim do blog como vocês conhecem, com o nome que vocês conhecem, mas não é fim de fato, pelo contrário, devo aparecer mais vezes nas próximas semanas. Preparando o terreno, me preparando, até que tudo esteja pronto.

De qualquer forma, quero agradecer muito a todos vocês que ainda visitam, mesmo com meus sumiços. Aos que não entram mais, mas que contribuíram. Aos que comentam, compartilham, e aos que só lêem e absorvem o conteúdo. Aos que acompanharam toda a evolução do blog e a minha como pessoa. Muito obrigado mesmo, vocês são lindxs.

Até a próxima “era”.

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Pés na água

Eu sempre fui fascinado pelas estações do ano. Tenho uma lembrança em especial da minha infância, onde eu, pirralho, coloria um desenho (daqueles mimeografados) com uma mesma paisagem no outono, inverno, primavera e verão. Achava interessante, sabe? Como podiam ser tão diferentes? Mais tarde eu entenderia porque não nevava na minha cidade, ou porque as flores não desabrochavam da noite pro dia: alguém me explicou que no hemisfério sul as estações não eram tão divididinhas, que o verão e o inverno eram as que mais davam para sentir na pele.

A partir daí as duas começaram uma briga sem fim pela minha preferência. Ainda criança, preferia o verão porque era sinônimo de férias, achava mais divertido e tinha mais ânimo para inventar moda em casa: fazer picolé, tomar banho de mangueira, brincar até tarde na rua. Já maior, eu me vi uma dessas pessoas que dizem amar o inverno e são irredutíveis sobre isso. Era só chegar o fim do ano que o sentimento bom de festas entrava em conflito com o calor e me deixava mal humorado, implicante e reclamão.

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Percebi também que era influenciado pelos clichês “no inverno as pessoas se vestem melhor” ou “no inverno dá pra ficar debaixo do cobertor vendo um filminho e comendo pipoca”, mas a verdade era que com meus 12 anos de idade minhas roupas ainda eram escolhidas pela minha mãe (pense num armário todo azul marinho) e eu raramente assistia filmes a não ser os da Sessão da Tarde.

Passei anos assim, dizendo a todos os cantos que o inverno sambava no verão, até que há alguns meses eu lembrei de todo esse meu histórico com as estações e decidi reparar melhor no que acontecia em cada uma delas. Descobri que assim como tudo na vida, o inverno tem seus contras e o verão por incrível que pareça tem seus prós, características essas que não vou citar aqui porque continuo achando que é uma questão de opinião, e de bagagem. Já parou por exemplo pra pensar que coisas incríveis (ou não) que te aconteceram em determinado mês podem ter te ajudado a construir essa preferência?

Em vez de reclamar no Twitter como fiz um dia desses, aprendi que dá para sobreviver ao verão com um conjunto de 5 coisas simples: um ventilador, bermudas, sucos de frutas (gelo extra), banhos frios e um bom óculos de sol. E digo mais: se eu sair por aí me sentindo bem comigo mesmo, não há suor que vai me vencer!

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Parece uma explosão de otimismo, né? Chega a soar estranho e pode gerar até uma vergonha alheia em algum de vocês, mas acho que aquela fase adolescente de reclamar de tudo já passou pra mim. As responsabilidades na vida de um rapaz de 21 anos só vão crescendo, e com elas as coisas vão ficando mais sérias, difíceis e estressantes. Não dá pra se fechar num cômodo de negatividade num cenário assim, sabe? Aos 15 eu disse a mim mesmo que nunca mais seria o garoto influenciável e sem personalidade que eu era. Ainda hoje me restam alguns obstáculos para chegar ao 100% eu mesmo, e foi com um exemplo simples como o do verão que eu quis compartilhar duas das minhas conquistas mais recentes: descobrir que tudo bem mudar de ideia e que é possível ser mais positivo sobre a vida.

E você, o que pensa sobre o verão?

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Você lembra como foram todos os dias do último ano? Lembra da data exata daquele acontecimento que marcou um pouco a sua vida? Confessa vai, a maioria das pessoas mal sabe o que comeu no almoço de ontem, e isso sempre me deu uma agonia, uma sensação de que deixamos muito facilmente o nosso dia-a-dia passar em branco. Nosso cérebro tem toda essa personalidade mesmo: só aceita se lembrar de coisas muito importantes, mas fala sério, de vez em quando não dá uma vontade de saber o que a gente fez de bom naquele tal dia do tal mês?

O Projeto 365 surgiu há anos atrás com o objetivo de fazer as pessoas se lembrarem de suas rotinas através de uma única foto por dia, de preferência retratando o evento mais marcante daquelas 24 horas. Com o tempo, os adeptos foram fazendo pequenas modificações e hoje existem projetos parecidos com os mais variados temas: fotos apenas dos pés, de pratos no horário do almoço, cafés da manhã, cabelos, e até do clima.

Noukka SignePaula DanielseJulian BialowasEvelyn Louise

E quando não restar nada além de monotonia para fotografar? Tem dias que são assim mesmo, não rola absolutamente nada de interessante, chega a dar preguiça. Acho que esse é um dos principais motivos para as pessoas desistirem do projeto logo nos primeiros dias, além da falta de tempo, é claro, que deve estar no primeiro lugar das razões. Nesses casos, acho que meu conselho é: faça da obrigação de tirar a foto para o projeto o acontecimento marcante do dia! Coloque a criatividade para trabalhar e monte idéias na sua imaginação, idéias que não precisam seguir regras e nem estar no contexto de nada. Se você quiser vestir uma toalha vermelha como se fosse uma capa de super-herói e fazer um autorretrato, vá em frente. Se quiser ficar horas picando papel colorido e fotografar uma criança jogando-os para cima ao ar livre, por que não?

Com a foto do dia em mãos, você vai escolher onde postar. A maioria das pessoas hoje usa o Flickr para divulgar o projeto, inclusive postam as fotos em grupos como o Project_365, o Project 365 e o 365 Days (esse último mais focado nos autorretratos). Tumblr, Blogger e WordPress também são boas escolhas, basta escolher um tema bonito e minimalista que dê atenção apenas às fotos e fica tudo perfeito! Pra quem procura algo totalmente dedicado ao projeto, existe o site 365 Project e um aplicativo para iPhone, muito bom pra quem tem menos tempo ainda e quer fazer tudo rapidinho, ali no celular mesmo.

Larissa CoutinhoMelina SouzaEmma AttardAndrew Gowen

E pra quem pensa que só vale aderir ao projeto no início do ano, vamos deixar disso, pessoas! Dá pra começar amanhã se você quiser, o importante é que você só termine no mesmo dia do ano que vem. Eu fico muito animado a começar quando penso no assunto, quem sabe eu não coloco em prática? Quando isso acontecer, eu compartilho com vocês e convido a fazer comigo!

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