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September 10, 1955

Hoje resolvi falar de uma mulher que nunca se considerou, nem nunca teve pretensão de ser uma fotógrafa, mas que atualmente tem seu trabalho comparado ao de grandes nomes da fotografia como Henri Cartier-Bresson.

Vivian Maier nasceu em 1926, Nova York, e passou a infância e adolescência na França. Por volta dos 25 anos, voltou para os Estados Unidos começando a trabalhar em uma fábrica que explorava seus empregados sem recompensá-los à altura. Cansada do trabalho injusto, Vivian, sempre apegada com crianças, decidiu se tornar uma babá, ocupação que preencheu mais de 40 anos de sua vida.

O curioso nessa história toda é que Vivian nutria uma grande paixão por fotografia, andava sempre com sua Rolleiflex na bolsa e fotografava tanto ela mesma quanto pessoas nas ruas, situações engraçadas, dramáticas, românticas, alegres e tristes. Mas não compartilhava com ninguém, nem amigos, nem patrões. No máximo, mostrava algumas fotos para as crianças que cuidava, já que estavam sempre curiosas para ver como tinham se saído como modelos.

No date, Canada

April 7, 1960, Florida

May 5, 1955, New York, NY

Mas eis que em 2007, John Maloof, pesquisando fotos antigas de um bairro para ilustrar o livro que estava co-escrevendo, soube de um evento que leiloaria uma caixa com mais de 1000 negativos e alguns filmes sequer revelados. John ganhou o leilão, mas olhando algumas das imagens, viu que não havia encontrado o que precisava; guardou o material no armário.

O livro foi lançado, se passaram meses e só aí John resolveu olhar mais a fundo aquilo tudo. Descobriu fotografias incríveis e de técnica e bom gosto surpreendentes para uma caixa que havia sido leiloada sem muitos interessados. Vivian era totalmente desconhecida, e infelizmente, só se teve notícia dela em seu falecimento em 2009, Chicago.

Com apenas algumas fotos e a história contada em um fórum na internet, John recebeu grande atenção da mídia e Vivian Maier finalmente teve o reconhecimento que merecia, mas que talvez nem quisesse. Nunca saberemos qual é a opinião dela sobre isso, mas que o mundo da fotografia ganhou mais um grande exemplo para se inspirar, ah, isso eu afirmo que ganhou.

Veja a matéria do Chicago Tonight Show e também o documentário Vivian Maier, Photographer:

Conheci a Vivian em 2011, em uma das aulas de História da Fotografia na faculdade, e desde então, ela é uma das minhas grandes inspirações. Selecionei mais de 30 fotos de seu portfólio e não consegui excluir nenhuma para diminuir a quantidade. Vale a pena ver todas. :)

Untitled, Undated

Christmas Eve of 1953, 78th St & 3rd Ave. New York, NY

End of April, 1953, New York, NY

May 28, 1954, New York, NY

Untitled, 1954

1954, New York, NY

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Preconceitos de muitos críticos à parte, não se pode negar que depois da febre causada por “High School Musical” em 2006, dezenas de musicais começaram a surgir; para a nossa alegria. Este artigo especial trará cinco musicais icônicos que você não deveria deixar de assistir. Mas que fique claro: a ordem dos fatores não altera o produto, todos eles merecem ser vistos e admirados.

Cantando na Chuva (1952)

Como falar de musicais e não mencionar “Singin’ In The Rain” (Cantando na Chuva, no Brasil)? O longa, estrelado por Gene Kelly, foi lançado em 1952, mas a cena do ator cantando e dançando na chuva é memorável. A música em questão, que também leva o mesmo nome do filme, ganhou as mais variadas versões e mais recentemente na série “Glee”, onde o New Direction com Will (Matthew Morrison) e Holly (Gwyneth Paltrow) reproduzem parte da cena icônica de Gene com um mash-up com “Umbrella” de Rihanna. “Singin’ In The Rain” foi eleito pelo AFI (American Film Institute) como o melhor musical de todos os tempos.

Amor, Sublime Amor (1961)

“West Side Story” (Amor Sublime Amor, no Brasil) segue a mesma linha do filme anterior, não mencioná-lo neste artigo seria ofender muitos dos admiradores de musicais. Em um bairro de Nova York, dominado por duas gangues de jovens inimigos, Tony (Richard Beymer) – antigo líder dos Jets – se apaixona por Maria (Natalie Wood). Até aí, nada de anormal, a não ser pela moça ser irmã de Bernardo (George Chakiris), líder dos Sharks. O amor entre o casal nasce do ódio e brigas entre as duas gangues. O musical foi lançado em 1961, foi premiado com dez estatuetas do Oscar e ganhou inúmeras adaptações para o teatro. A trilha sonora do filme permaneceu por cinquenta e quatro semanas no primeiro lugar entre os álbuns mais vendidos e é de longe, o maior tempo que um disco dominou o topo da Billboard.

Grease – Nos Tempos da Brilhantina (1978)

O marco de uma geração é, sem sombra de dúvidas, “Grease” (Grease – Nos tempos da Brilhantina, no Brasil). A história segue Danny (John Travolta) e Sandy (Olivia Newton-John), um casal que troca juras de amor nas férias de verão mas são obrigados a se separar, já que a garota voltará para a Austrália. Mas, a viagem acaba sendo posta de lado e Sandy permanece no lugar e se matricula na mesma escola que Danny, que passa a ignorá-la, mesmo a amando. O longa-metragem custou míseros seis milhões de dólares e arrecadou quase quatrocentos milhões ao redor do mundo, enquanto a aclamada trilha sonora, lançada em 1978, foi o segundo disco mais vendido daquele ano.

Nasce uma Estrela (1954)

Judy Garland é uma das maiores estrelas de musicais que Hollywood já lançou. Na segunda versão de “Star Is Born” (Nasce uma estrela, no Brasil), lançada em 1954, ela vive Esther Blodgett, uma cantora que sonha com o estrelato. Casada com o astro de cinema Norman Maine (James Mason), a moça adota o nome de Vicky Lester e começa a ganhar, finalmente, a fama que tanto almejava. No entanto, enquanto a reputação de Esther cresce, o marido começa a ver sua carreira acabando, o que culmina nele transformando-se em um alcoólatra e claro, abalando a carreira da esposa. O longa-metragem foi indicado a seis categorias no Oscar.

Cinquenta e oito anos depois do lançamento original, a Warner Bros. está produzindo um remake, que já tem a cantora Beyoncé confirmada no papel principal, enquanto cogita-se que Tom Cruise deva assumir o personagem que pertenceu à James Mason. Dirigido pelo icônico Clint Eastwood (J. Edgar), o longa tem estreia prevista para 2013.

Chicago (2002)

Ah, como não amar “Chicago”? Lançado há dez anos, o filme segue Velma Kelly (Catherine Zeta-Jones), uma famosa dançarina que, após matar o marido e sua irmã, entra em uma seleta lista de assassinas de Chicago, que é totalmente controlada pelo advogado Billy Flynn (Richard Gere). Ao contrário do que se esperava, o assassinato faz com que Velma torne-se uma celebridade do show business, o maior sonho da cantora Roxie Hart (Renée Zellweger). Depois de também matar o amante, ela ganha a fama e tem de disputar os holofotes com Velma. Em contra-partida, Billy, ao ser contratado para defender Hart, adia o julgamento de Kelly e passa a explorar ao máximo os dois assassinatos nos jornais.

O filme é um verdadeiro espetáculo em relação as interpretações do trio principal, o que causou uma excelente recepção da crítica especializada. O longa arrecadou mais de trezentos milhões de dólares na bilheteria, mais do que suficiente para pagar os quarenta milhões gastos para a produção.

E quanto a vocês, gostam de musicais? Já assistiram alguns desses?

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