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Ashton Kutcher no filme jOBS

Terça passada fui ver Jobs no cinema com meus amigos, e para alavancar novamente a categoria aqui no blog, resolvi aproveitar que é um filme em cartaz para dar minha opinião. ;)

Bom, eu sempre fui interessado por computadores, tanto que Informática Industrial foi minha escolha de curso técnico no CEFET. Apesar de eu ter me voltado para o design e para a fotografia de 2009 pra cá, minha afinidade com a informática não deixou de existir, então fui com as expectativas super altas para o cinema, ainda mais por saber que foi uma estreias mais esperadas de 2013. Quando saí da sala, minha impressão imediata foi muito boa, mas eu sei que isso sempre acontece comigo, então resolvi escrever esse post só agora, uma semana depois, pra analisar todos os aspectos do filme com calma.

Sinopse:

A história da ascensão de Steve Jobs (Ashton Kutcher), de rejeitado no colégio até se tornar um dos mais reverenciados empresários do universo da tecnologia no século XX. A trama passa pela jornada de autodescobrimento da juventude, pelos demônios pessoais que obscureceram sua visão e, finalmente, pelos triunfos que transformaram sua vida adulta.

Trailer:

Infelizmente o filme já começou a pecar na sinopse equivocada. A história que deveria focar na pessoa Steve Jobs e mostrar a fundo sua personalidade e vida pessoal, na verdade gira muito mais em torno da Apple: do início em uma garagem até o sucesso nas bolsas de valores. Isso ficou muito claro pra mim no momento em que Steve se afasta da empresa e investe na NeXT, por exemplo. Essa se teve seu logo em uma das cenas foi muito. A Pixar então… nem foi mencionada. Se vocês não sabem, Steve comprou a Pixar em 1986 quando ela ainda se chamava Graphics Group, foi CEO durante um tempo e principal acionista quando aconteceu a união com a Disney. Jobs também renegou sua filha antes mesmo de ela nascer, mas nessa mesma fase de afastamento da Apple, ele aparece numa relação até muito boa com Lisa já maior, sem explicações. Sem falar em todo o conflito com Bill Gates, resumido no filme em um telefonema.

Enfim, o roteiro foi o principal problema em Jobs, e daí se desencadearam outros, como a continuidade confusa causada pelo início do filme prolongado e a correria depois para dar conta das duas horas de duração. Senti falta da era do iPhone, senti falta dos problemas de saúde envolvendo as dietas frugívoras e o câncer de pâncreas, senti falta da relação de Steve com a família. Ainda não li o livro biográfico escrito por Walter Isaacson, mas creio que seja mais interessante para os que querem conhecer a trajetória completa do visionário.

Ashton Kutcher no filme jOBS

Ashton Kutcher no filme jOBS

Mas eu não sou todo crítico ao filme. A caracterização me agradou bastante, Ashton Kutcher ficou sim muito parecido com Steve Jobs, principalmente na faixa dos 40 anos e com a barba maior. A atuação não foi merecedora de Oscar, mas isso não quer dizer que tenha sido ruim, pelo contrário. Ashton conseguiu capturar alguns trejeitos típicos de Jobs, como a postura, o andar e o sorriso tímido, que raramente deixava os dentes à mostra. E para completar, fotografia e trilha sonora estavam impecáveis.

No geral é um filme bom, vale a pena assistir, não no cinema talvez. Apesar da personalidade difícil e de como ele foi idiota e egocêntrico em vários momentos de sua vida, não dá pra dizer que Steve Jobs não foi um grande empreendedor, inventor e entendedor de design e marketing. Para quem deseja seguir em áreas parecidas, continua sendo uma grande inspiração.

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