14 • agosto • 2012

Antes de conhecer todas as maravilhas e materiais do mundo da ilustração, acho importante começar com o básico, né? E qual é o básico do desenho? Pra mim é o lápis!

O lápis é um instrumento sensacional, vou listar algumas razões que me fazem pensar assim:

1) Prático e barato. Você pode achar um lápis em qualquer mercado ou papelaria.
2) Durável. Dependendo da qualidade, da frequência e tipo de uso, um lápis pode durar mais de um ano.
3) Corrigível! Para quem está começando e acha que comete muitos erros, com o grafite é possível apagar até que o desenho fique do jeito que você gosta.

Um fato importante sobre o lápis que muita gente não sabe, é que seu grafite possui uma característica chamada graduação. A graduação é um sistema que mede o quanto o carvão do lápis é “duro” ou “macio”. Para classificar, usa-se “H” (do inglês hard) para duro e “B” (do inglês blackness) para macio, ou seja, o lápis HB fica no meio de campo e é considerado neutro! Quanto mais H, mais dura é a ponta do lápis e consequentemente mais claro é o traço. Quanto mais B, mais macia é a ponta do lápis, tornando o traço cada vez mais escuro (por isso blackness, escuridão).

A escala de gradução como a maioria conhece vai de 9H até 9B. Os lápis da família H geralmente são usados para esboço e os da família B para arte final, pela possibilidade da criação de luz e sombra. Dependendo do artista, o grafite pode ser o material utilizado tanto na arte final quanto no simples rascunho, como no meu caso. Todos os meus desenhos são esboçados com lápis e depois cobertos com nanquim. A cor depende do tipo de trabalho, podendo ser digital ou não.

Em relação a marcas, a opinião varia de artista pra artista. Acho que pra quem começou agora, os lápis graduados da Faber-Castell são muito bons sim. Você pode identificá-los pela cor, um verde bem escuro. A graduação fica indicada na lateral, então prestem bastante atenção, tá? Pra quem tem mais experiência, é bom procurar algumas marcas mais duráveis e qualidade na mina. Eu uso e indico os da Koh-I-Noor; a marca é bem famosa e você pode encontrar estojos com 12 lápis graduados de 3H à 8B por um bom preço em lojas online especializadas em produtos artísticos. Quer testar? Compre pelo menos um de cada família e um HB básico para praticar e ver com qual tipo você se identifica mais!

Agora que vocês já sabem um pouco sobre as particularidades do lápis, vamos falar sobre a segunda ferramenta básica do desenho. Senhoras e senhores, a borracha!

Sabia que existem vários tipos de borracha? Cada um tem suas características, olha:

1) Primeiro temos a borracha conhecida como “escolar”. É aquela mais simples que a gente usa na escola (jura?). Tem uma textura meio cerosa e acaba bem rápido por se desintegrar com o uso constante. Ótima para apagar esboços sobre papel e telas de tecido cru.
2) Borracha plástica ou termoplástica: são as famosas da Faber Castell. Tem textura de plástico que, apesar de boas para apagar escrita, são um perigo na hora de desenhar, pois causa atrito com o papel e ele pode acabar amassado!
3) O limpa-tipo é muito confundido com massinha de modelar por ter uma textura bem maleável. É ótimo para apagar lápis da família B porque ela trabalha diferente, “absorvendo” o grafite, logo, ele eémuito usado para criar efeitos de luz e sombra. Na hora de comprar, dê preferência para os de cor acinzentado.
4) Por fim temos as borrachas tipo lápis e porta-borracha, que servem pra apagar pequenos detalhes que os outros modelos não alcançam. Podem ter ponta tanto “escolar” quanto “plástica” e são muito úteis.

Não digo que é necessário ter todos os tipos, mas como cada arte tem sua peculiaridade, é sempre bom estar preparado. Mas digo: tenham, pelos menos, uma escolar (a da Staedtler é uma das melhores do mundo) e um limpa-tipo.

Grande o post né? É só o meu primeiro. Até o próximo! ;)

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Proin nec pharetra odio. Vestibulum at semper ante. Pellentesque feugiat lobortis facilisis.
Compartilhe:



13 • agosto • 2012

Lembra quando eu falei sobre colocar textos nas fotos há mais de um ano aqui no blog? (Você consegue ler ele aqui.) Pois é, hoje a dica fotográfica é parecida, tem em comum um dos principais objetivos: transformar uma foto simples e aparentemente sem graça em outra interessante e que chame a atenção. (:

Depois dos Quinze

Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
Compartilhe:



13 • agosto • 2012

Enfim, o último post da série. Eu não sei se devia ter falado de distância focal antes, mas de qualquer forma, agora não tem mais volta, né? Ainda vou ver se tem mais alguma coisa básica para ser explicada. Se sim, eu monto um post novo ou atualizo outro que tenha relação, ok?

Vamo lá. A distância focal de uma lente é uma variável medida em mm (milímetros) tão importante quando a abertura de seu diafragma; ela basicamente define o quanto a câmera vai conseguir capturar de uma cena. Quanto menor o valor da distância focal, mais detalhes vão ser capturados no resultado final, e assim o contrário. Aí a gente esbarra um pouco com os tipos de lentes existentes. Ó só:

Uma lente básica e considerada “normal” é a 50mm, porque é a que mais se aproxima do ângulo de visão humano, logo, ela acaba sendo ótima para retratos, fotos de pessoas em geral, animais de estimação, objetos.

A lente grande-angular é a que tem um ângulo de visão maior do que o do olho humano, “pega” mais informações nas laterais e por isso acaba sendo perfeita para fotos de paisagens, arquitetura, etc. O problema desse tipo de lente é que ela distorce um pouco a cena, então evite fazer retratos com ela se não quiser um nariz e testa maiores do que o normal. É intenção? Manda ver!

Vale lembrar que nem toda grande-angular distorce tanto as imagens, a 35mm é um exemplo. Pra compensar, tem aquelas que distorcem e muito, como a famosa fisheye, considerada até uma super-angular por conta das capturas em 180º. Lentes 17 e 24mm são bons exemplos de grandes-angulares “normais”.

Agora as tele-objetivas, são as que têm ângulo de visão menor que o do olho humano, elas aproximam mais as cenas conseguindo capturar detalhes mais isolados. São ótimas para fotografar animais selvagens e até mesmo pessoas, quando precisam ficar muito distantes. Exemplos: lentes 70, 105, ou 200mm.

Quer entender tudo de uma vez por todas? Olha essa simulação:

Existem muitos modelos de lentes que vão de Xmm a Ymm, ou seja, não são fixas, não possuem apenas uma distância focal disponível; elas são as lentes do tipo zoom. Apesar de caras, são sempre muito versáteis para quem não quer ficar trocando de lente o tempo todo, principalmente quando você precisa pegar aquele momento ali, na correria.

Entenderam como funciona? Entenderam como tudo na série funciona? Gostaram dos posts? Pois é, eles terminam por aqui. Como prometi, vou montar com calma depois um arquivo PDF com todas as partes e disponibilizar para download, prometo que não vai demorar!

Já tenho uma nova série em mente, e dessa vez vai ter mais relação com fotografia analógica, que tal? ;)

Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
Compartilhe:



10 • agosto • 2012

Novidade, pessoal! Criei há algumas semanas um grupo para o blog lá no Flickr, e hoje finalmente preparei, montei descrição, regras e configurei tudo direitinho.

Pra quem não sabe, os grupos podem servir para compartilhar trabalhos sobre um determinado tema ou não, e fica tudo organizado numa galeria, pronta para receber comentários, favoritos e apreciação.

O grupo do M.A. vai funcionar assim: você que tem uma conta no Flickr, primeiro venha aqui e ingresse. Depois é só adicionar umas fotos cá, ilustrações ali, trabalhos de design acolá, e sempre que tiver alguma coisa nova, joga no nosso grupo também, escolha o que te representa melhor! Todo fim de mês vou fazer um compilado com os trabalhos mais legais e de vez em quando vão rolar desafios com temas específicos, discussões no fórum e até sessões tira-dúvidas sobre fotografia, design, etc.

Gostou? Então vem conhecer e participar! As boas novas estão só começando, viu? (:

Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
Compartilhe: