18 • julho • 2012

Eu, no meio da rua fotografando a Gabi também fotografando literalmente no meio da rua.

O excelente artigo a seguir foi escrito pelo Emerson Alecrim para o blog Info Wester e foi revisado para se adequar ao público do Melhor Ângulo. Confira o original aqui.

Se existe uma área que foi afetada drasticamente pela evolução da tecnologia foi a da fotografia. Em um passado não muito distante, comprávamos filmes de 12, 24 ou 36 poses para as nossas (muitas vezes quase descartáveis) câmeras analógicas. Hoje, fazemos trocentas  fotos digitais do mesmo evento e no mesmo dia, comportamento que evidenciou uma coisa curiosa: a vergonha que muitas pessoas sentem ao tirar fotos em público.

É claro que esta situação depende do contexto. Se você estiver em um ponto turístico ou em uma festa, por exemplo, tirar fotos é uma prática até esperada, todas as pessoas ali ficam à vontade quanto a isso, com uma ou outra exceção. Agora, se você estiver andando em uma rua movimentada, mas sem qualquer atração aparente, a vergonha de tirar fotos pode florescer sem dó.

Eu pensava que, por influência da minha timidez, sentir desconforto ao tirar fotos em público era exclusividade minha. Mas acabei descobrindo que isso é bastante comum, não só no que se refere a aparecer nas imagens, como também em relação a parar em lugares públicos e apontar a câmera em alguma direção. Isso é horrível, porque você pode perder a chance de conseguir uma foto excelente.

Fotógrafas modelas.

Para tentar compreender este comportamento, passei a prestar atenção em minha reação ao tirar fotos em público e também ao me deparar com alguém fazendo isso. Percebi que, por alguma razão, este ato atrai os olhares das pessoas próximas. Mas não se trata, necessariamente, de olhares de julgamento: normalmente, as pessoas se perguntam “Do que é que ele está tirando foto?” e, segundos depois, esquecem completamente o assunto.

Dependendo da ocasião, as pessoas ao redor olham para analisar a situação: ninguém gosta de estar na mira da câmera de um desconhecido, logo, instintivamente tentam identificar se aquele é um momento de ameaça. Se estiver tudo bem, a pessoa já terá esquecido o fotógrafo ao dobrar a esquina!

Com base nestas percepções, eu passei a tentar diminuir este incômodo. Eis algumas dicas que funcionam bem comigo e provavelmente vão bem para você:

  1. Se acostume: tirar fotos em público atrai olhares alheios mesmo, não adianta. Mas as pessoas logo esquecem, por isso, não se preocupe;
  2. Tome cuidado para não fazer com que as pessoas ao redor desconfiem de que elas são o alvo da foto;
  3. Também tome cuidado para não atrapalhar a circulação das pessoas, tirando fotos em escadas, por exemplo;
  4. Se você precisa tirar fotos focando em pessoas, peça permissão a elas. Pode até ser que alguém te peça a fotografia depois;
  5. O mesmo vale se você quiser tirar fotos de algum objeto ou acontecimento, como um carro incomum: peça permissão ao dono ou ao organizador;
  6. Se você estiver em uma estação do Metrô ou em um parque, por exemplo, e perceber que seguranças estão observando atentamente a sua ação, pode ser uma boa ideia perguntar a eles se há algum problema em tirar fotos ali;
  7. Chamar um amigo para te ajudar com as fotos também é um jeito de diminuir o desconforto;
  8. Se o que você tem é medo de roubarem a sua câmera, contar com o reforço de amigos é uma excelente ideia, assim como tirar fotos em lugares mais movimentos, se possível.

Se você não tem problema nenhum em tirar fotos em público, meus parabéns! Se tem, espero que estas dicas possam mesmo te ajudar. Agora me conta nos comentários a sua situação, se já superou e quais são suas dificuldades.

P.S.: Repararam nos efeitos analógicos nas fotos? Eu aqui arriscando no Photoshop, qualquer hora eu mostro pra vocês.

Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
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17 • julho • 2012

Preciso confessar que há uns 2 anos eu não ligava para a opção ISO no modo manual da câmera. Achava inútil, sempre deixava no automático, pensava que o equipamento sempre acertava, pelo menos nesse aspecto. Me enganei. Quando comecei a ler mais sobre fotografia, descobri que muitas vezes aqueles resultados frustrantes tinham origem no maldito ISO automático que a câmera dizia ser o ideal para a foto sair perfeita. E não era. Continuemos nossa série pra entender como ele funciona!

Bom, o ISO (sigla de International Standards Organization) é uma variável tão importante quanto a abertura do diafragma e a velocidade do obturador, itens que você já leu aqui e aqui. Ele mede a sensibilidade do sensor (fotografia digital) ou do filme (fotografia analógica) à luz. É bem assim: quanto mais sensível (ISO maior), mais o mecanismo da câmera se esforça para captar informações em uma cena; por isso aumentamos o ISO em ambientes mais escuros, porque a câmera precisa de uma força extra para “enxergar” melhor! E quanto menos sensível (ISO menor) o sensor ou filme for, mais iluminação é necessária na cena, já que a câmera nesse caso não recebe uma exigência tão grande para fazer a foto.

Configurar o valor certo do ISO na câmera é a coisa mais simples do mundo: você precisa observar como está a iluminação do ambiente e a sua situação como o “fotógrafo” do negócio. Por exemplo: um tripé estabiliza a câmera e impede aqueles tremidos chatos, certo? Com essa carta na manga, você já vai poder diminuir a velocidade do obturador (deixar mais luz entrar) e consequentemente, não vai precisar colocar um ISO muito alto, porque não vai precisar compensar a falta de luz. Legal, né?

Mas calma que nem tudo são flores. Enquanto o ISO vai aumentando, o ruído aumenta junto. Ruído são aqueles pontinhos estranhos que insistem em aparecer principalmente nas fotos noturnas. Agora você entende o porquê: com a falta de luz, a pessoa ou o modo automático da máquina determinou que um ISO alto era preciso. Com a escuridão, as informações de luz e cores captadas pela câmera não eram muito concretas e nítidas, o que gerou os famosos pontinhos do ruído! Viu a diferença na comparação aí em cima?

E da mesma forma que uns odeiam, outros amam e até usam o ruído como estilo; um exemplo é essa foto de uma sessão de fotos da Katy Perry para a Interview: é clara a intenção do fotógrafo de usar o ruído para intensificar a sensação de outra época do editorial, afinal passado = fotografia analógica, que tem o ruído como uma de suas características.

Enfim, o mais importante de tudo é equilibrar abertura, velocidade e ISO de forma que o fotômetro zere, indicando que você já pode clicar! É tudo questão de avaliar o contexto da foto e compensar a luz da melhor forma configurando essas três principais variáveis. Não é tão difícil, vai.

O que acharam? Qualquer dúvida é só comentar, ok? O próximo post será sobre Balanço de brancos, não suma do M.A. para não perder!

Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
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16 • julho • 2012

Enrolei, enrolei e enrolei mas tô aqui! Tinha dito pra Deus e o mundo que o resultado da seleção da equipe sairia no início do mês, mas resolvi dar uma pausa no blog por duas semanas e cuidar disso e várias outras coisas com calma. No início da semana passada, consegui ler todos os mais de 50 emails, cheguei a 10 pessoas com potencial e depois de muito custo e eliminações que não mereciam selecionei 4 pra se juntarem a mim à equipe nesse segundo semestre. Vou manter os emails de quem me agradou pra convites futuros, então se você não está na lista abaixo não é o fim, ainda existe uma chance. Vamos aos escolhidos?

Pra quem não captou pelos perfis, ficou assim: Nikolaus (ilustração), Johann (decoração), Caio (design) e Uriel (leitura).

Vocês devem estar se perguntando “E a categoria Criatividade, cadê?” Então, analisando as inscrições resolvi deixar o assunto para a Marina que até então fazia apenas posts de portfólios de bons artistas. Mas é como eu disse, tenho guardado comigo os emails de vocês e quando for preciso, posso chamar alguém! Espero que gostem dos novos posts que vêm por aí e pode deixar que vou me esforçar para não sumir. O M.A. ainda tem muito a crescer!

Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
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16 • julho • 2012

No dia 25 de junho, dei início a um sorteio em parceria com a Cellophane, loja especializada na venda de produtos em sua maioria femininos, nos mais variados temas, inclusive fotografia, tudo a ver com o Melhor Ângulo. O produto escolhido para o sorteio foi um colar com pingente de câmera, imagina a quantidade de RTs e comentários pra aceitar! Foram muitos, um sucesso!

Enfim, chegou o dia. Acabei de realizar o sorteio no site random.org, pegando o dia, hora e minuto do comentário e procurando o anterior (preferência pra quem foi mais rápido, né?). Os três primeiros sorteados não cumpriram todas as regras do sorteio, mas o quarto sim: a leitora Luiza Sperrhake (comentário às 22:35 do dia 29). Parabéns, Luiza! A equipe da Cellophane vai entrar em contato com você, se não houver retorno nos próximos 3 dias, infelizmente teremos que refazer o sorteio.

30 de junho, 07:59. O comentário da Luiza foi o anterior.

Não ganhou? Faz parte, não precisa perder tempo ficando triste. Tem novo sorteio vindo por aí, fique de olho no blog pra não perder!

Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
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