Você lembra como foram todos os dias do último ano? Lembra da data exata daquele acontecimento que marcou um pouco a sua vida? Confessa vai, a maioria das pessoas mal sabe o que comeu no almoço de ontem, e isso sempre me deu uma agonia, uma sensação de que deixamos muito facilmente o nosso dia-a-dia passar em branco. Nosso cérebro tem toda essa personalidade mesmo: só aceita se lembrar de coisas muito importantes, mas fala sério, de vez em quando não dá uma vontade de saber o que a gente fez de bom naquele tal dia do tal mês?

O Projeto 365 surgiu há anos atrás com o objetivo de fazer as pessoas se lembrarem de suas rotinas através de uma única foto por dia, de preferência retratando o evento mais marcante daquelas 24 horas. Com o tempo, os adeptos foram fazendo pequenas modificações e hoje existem projetos parecidos com os mais variados temas: fotos apenas dos pés, de pratos no horário do almoço, cafés da manhã, cabelos, e até do clima.

Noukka SignePaula DanielseJulian BialowasEvelyn Louise

E quando não restar nada além de monotonia para fotografar? Tem dias que são assim mesmo, não rola absolutamente nada de interessante, chega a dar preguiça. Acho que esse é um dos principais motivos para as pessoas desistirem do projeto logo nos primeiros dias, além da falta de tempo, é claro, que deve estar no primeiro lugar das razões. Nesses casos, acho que meu conselho é: faça da obrigação de tirar a foto para o projeto o acontecimento marcante do dia! Coloque a criatividade para trabalhar e monte idéias na sua imaginação, idéias que não precisam seguir regras e nem estar no contexto de nada. Se você quiser vestir uma toalha vermelha como se fosse uma capa de super-herói e fazer um autorretrato, vá em frente. Se quiser ficar horas picando papel colorido e fotografar uma criança jogando-os para cima ao ar livre, por que não?

Com a foto do dia em mãos, você vai escolher onde postar. A maioria das pessoas hoje usa o Flickr para divulgar o projeto, inclusive postam as fotos em grupos como o Project_365, o Project 365 e o 365 Days (esse último mais focado nos autorretratos). Tumblr, Blogger e WordPress também são boas escolhas, basta escolher um tema bonito e minimalista que dê atenção apenas às fotos e fica tudo perfeito! Pra quem procura algo totalmente dedicado ao projeto, existe o site 365 Project e um aplicativo para iPhone, muito bom pra quem tem menos tempo ainda e quer fazer tudo rapidinho, ali no celular mesmo.

Larissa CoutinhoMelina SouzaEmma AttardAndrew Gowen

E pra quem pensa que só vale aderir ao projeto no início do ano, vamos deixar disso, pessoas! Dá pra começar amanhã se você quiser, o importante é que você só termine no mesmo dia do ano que vem. Eu fico muito animado a começar quando penso no assunto, quem sabe eu não coloco em prática? Quando isso acontecer, eu compartilho com vocês e convido a fazer comigo!

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Parece que foi ontem, e parece mesmo. Eu de férias em Juiz de Fora, revendo e revisando meus posts antigos do Depois dos Quinze para repostar no meu novo espaço na internet, humilde que só, com um nome feiiinho (ZCreations Blog)…

Até que me vi recebendo comentários, visitas de novos leitores e resolvi aumentar a abrangência: fotografia, design, decoração, ilustração… Ano novo, mudança de layout, equipe recheada e o resultado: mais leitores, mais comentários, mais motivação para escrever e fazer do Melhor Ângulo um blog útil e com conteúdo de qualidade!

Hoje, bem hoje, metade de 2012 e com o blog completando 1 ano de vida, posso dizer que o meu objetivo para essa primeira fase foi cumprido com sucesso! Vejo a satisfação da equipe, a minha e a de vocês, mas não estou satisfeito. Quero muito mais anos, quero ajudar muito mais pessoas a entenderem como fotografar é simples e como a vida pode ser melhor registrada. As novidades e ideias borbulham na minha cabeça, e mesmo com a constante falta de tempo na minha vida, eu continuarei tentando oferecer a dedicação que o M.A. merece e continuarei me esforçando para melhorar todos os dias essa singela página da web. Não é de encher os olhos de orgulho, minha gente?

Eu conto com vocês, sempre.

Parabéns ao Melhor Ângulo!!!!!!!!!111!!!!onze!

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Eu, no meio da rua fotografando a Gabi também fotografando literalmente no meio da rua.

O excelente artigo a seguir foi escrito pelo Emerson Alecrim para o blog Info Wester e foi revisado para se adequar ao público do Melhor Ângulo. Confira o original aqui.

Se existe uma área que foi afetada drasticamente pela evolução da tecnologia foi a da fotografia. Em um passado não muito distante, comprávamos filmes de 12, 24 ou 36 poses para as nossas (muitas vezes quase descartáveis) câmeras analógicas. Hoje, fazemos trocentas  fotos digitais do mesmo evento e no mesmo dia, comportamento que evidenciou uma coisa curiosa: a vergonha que muitas pessoas sentem ao tirar fotos em público.

É claro que esta situação depende do contexto. Se você estiver em um ponto turístico ou em uma festa, por exemplo, tirar fotos é uma prática até esperada, todas as pessoas ali ficam à vontade quanto a isso, com uma ou outra exceção. Agora, se você estiver andando em uma rua movimentada, mas sem qualquer atração aparente, a vergonha de tirar fotos pode florescer sem dó.

Eu pensava que, por influência da minha timidez, sentir desconforto ao tirar fotos em público era exclusividade minha. Mas acabei descobrindo que isso é bastante comum, não só no que se refere a aparecer nas imagens, como também em relação a parar em lugares públicos e apontar a câmera em alguma direção. Isso é horrível, porque você pode perder a chance de conseguir uma foto excelente.

Fotógrafas modelas.

Para tentar compreender este comportamento, passei a prestar atenção em minha reação ao tirar fotos em público e também ao me deparar com alguém fazendo isso. Percebi que, por alguma razão, este ato atrai os olhares das pessoas próximas. Mas não se trata, necessariamente, de olhares de julgamento: normalmente, as pessoas se perguntam “Do que é que ele está tirando foto?” e, segundos depois, esquecem completamente o assunto.

Dependendo da ocasião, as pessoas ao redor olham para analisar a situação: ninguém gosta de estar na mira da câmera de um desconhecido, logo, instintivamente tentam identificar se aquele é um momento de ameaça. Se estiver tudo bem, a pessoa já terá esquecido o fotógrafo ao dobrar a esquina!

Com base nestas percepções, eu passei a tentar diminuir este incômodo. Eis algumas dicas que funcionam bem comigo e provavelmente vão bem para você:

  1. Se acostume: tirar fotos em público atrai olhares alheios mesmo, não adianta. Mas as pessoas logo esquecem, por isso, não se preocupe;
  2. Tome cuidado para não fazer com que as pessoas ao redor desconfiem de que elas são o alvo da foto;
  3. Também tome cuidado para não atrapalhar a circulação das pessoas, tirando fotos em escadas, por exemplo;
  4. Se você precisa tirar fotos focando em pessoas, peça permissão a elas. Pode até ser que alguém te peça a fotografia depois;
  5. O mesmo vale se você quiser tirar fotos de algum objeto ou acontecimento, como um carro incomum: peça permissão ao dono ou ao organizador;
  6. Se você estiver em uma estação do Metrô ou em um parque, por exemplo, e perceber que seguranças estão observando atentamente a sua ação, pode ser uma boa ideia perguntar a eles se há algum problema em tirar fotos ali;
  7. Chamar um amigo para te ajudar com as fotos também é um jeito de diminuir o desconforto;
  8. Se o que você tem é medo de roubarem a sua câmera, contar com o reforço de amigos é uma excelente ideia, assim como tirar fotos em lugares mais movimentos, se possível.

Se você não tem problema nenhum em tirar fotos em público, meus parabéns! Se tem, espero que estas dicas possam mesmo te ajudar. Agora me conta nos comentários a sua situação, se já superou e quais são suas dificuldades.

P.S.: Repararam nos efeitos analógicos nas fotos? Eu aqui arriscando no Photoshop, qualquer hora eu mostro pra vocês.

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Preciso confessar que há uns 2 anos eu não ligava para a opção ISO no modo manual da câmera. Achava inútil, sempre deixava no automático, pensava que o equipamento sempre acertava, pelo menos nesse aspecto. Me enganei. Quando comecei a ler mais sobre fotografia, descobri que muitas vezes aqueles resultados frustrantes tinham origem no maldito ISO automático que a câmera dizia ser o ideal para a foto sair perfeita. E não era. Continuemos nossa série pra entender como ele funciona!

Bom, o ISO (sigla de International Standards Organization) é uma variável tão importante quanto a abertura do diafragma e a velocidade do obturador, itens que você já leu aqui e aqui. Ele mede a sensibilidade do sensor (fotografia digital) ou do filme (fotografia analógica) à luz. É bem assim: quanto mais sensível (ISO maior), mais o mecanismo da câmera se esforça para captar informações em uma cena; por isso aumentamos o ISO em ambientes mais escuros, porque a câmera precisa de uma força extra para “enxergar” melhor! E quanto menos sensível (ISO menor) o sensor ou filme for, mais iluminação é necessária na cena, já que a câmera nesse caso não recebe uma exigência tão grande para fazer a foto.

Configurar o valor certo do ISO na câmera é a coisa mais simples do mundo: você precisa observar como está a iluminação do ambiente e a sua situação como o “fotógrafo” do negócio. Por exemplo: um tripé estabiliza a câmera e impede aqueles tremidos chatos, certo? Com essa carta na manga, você já vai poder diminuir a velocidade do obturador (deixar mais luz entrar) e consequentemente, não vai precisar colocar um ISO muito alto, porque não vai precisar compensar a falta de luz. Legal, né?

Mas calma que nem tudo são flores. Enquanto o ISO vai aumentando, o ruído aumenta junto. Ruído são aqueles pontinhos estranhos que insistem em aparecer principalmente nas fotos noturnas. Agora você entende o porquê: com a falta de luz, a pessoa ou o modo automático da máquina determinou que um ISO alto era preciso. Com a escuridão, as informações de luz e cores captadas pela câmera não eram muito concretas e nítidas, o que gerou os famosos pontinhos do ruído! Viu a diferença na comparação aí em cima?

E da mesma forma que uns odeiam, outros amam e até usam o ruído como estilo; um exemplo é essa foto de uma sessão de fotos da Katy Perry para a Interview: é clara a intenção do fotógrafo de usar o ruído para intensificar a sensação de outra época do editorial, afinal passado = fotografia analógica, que tem o ruído como uma de suas características.

Enfim, o mais importante de tudo é equilibrar abertura, velocidade e ISO de forma que o fotômetro zere, indicando que você já pode clicar! É tudo questão de avaliar o contexto da foto e compensar a luz da melhor forma configurando essas três principais variáveis. Não é tão difícil, vai.

O que acharam? Qualquer dúvida é só comentar, ok? O próximo post será sobre Balanço de brancos, não suma do M.A. para não perder!

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