Melhor Ângulo - Fotografia, decoração, design e tudo o que me inspira!

O post hoje é pra acabar com um mito que começou com as propagandas impressas, de TV e rádio, quando as câmeras digitais foram lançadas: os megapixels.

Quando compramos um celular, geralmente olhamos se ele é bonito, se chama a atenção ou se atende ao que você pretende fazer com ele, raramente olhamos qual a resolução da pequena câmera que já vem acoplada. Mas na hora de comprar uma câmera de verdade, aposto que a maioria que está lendo colocou os megapixels no podium dos requisitos, eu mesmo já pensei assim e por muito tempo.

Passa dia passa mês, lendo vários sites de fotografia, aprendi há cerca de dois anos que uma câmera com 1 milhão de megapixels não faz pior a sua com 6. Os megapixels definem as dimensões da sua foto em altura e largura, ou seja, quanto mais megapixels forem usados para tirar a foto, maiores serão suas dimensões e consequentemente, maior o espaço que ela vai ocupar no cartão de memória e no seu computador. Coisas que de fato fazem sua câmera ser considerada melhor que as outras são: lente, as configurações manuais que ela oferece e a tradição da marca.

Quando colocamos o máximo de megapixels pra tirar nossas fotos, é como se estivessemos dizendo pra câmera: “Deixa essa foto bem grandona porque depois eu quero revelar em tamanho gigante pra colar na minha parede, ok câmera?”. Se você não vai fazer isso nem vai editar sua foto detalhadamente no Photoshop não há necessidade de utilizar o máximo de megapixels da sua câmera. Mas também não exagere: nunca use 1, 2, até 3 megapixels apenas. Depois se você quiser cortar só um pedacinho da foto ou quiser ver os detalhes no zoom, não vai ter como, o tamanho pequeno não vai ajudar. Eu recomendo trabalhar com de 4 a 8 megapixels, você não pesa tanto o seu computador e ainda sim consegue manusear muito bem as fotos.

Se ver alguém por aí querendo comprar uma câmera pensando só na quantidade de megapixels, passe essa dica adiante, quanto mais pessoas sabendo sobre isso melhor!

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Hoje vamos entender um pouco mais sobre um dos termos mais conhecidos da fotografia analógica, os light leaks. A tradução para o nosso português é “vazamentos de luz”, e eles não são nada mais nada menos do que aquelas manchas vermelhas, laranjadas e amareladas que sempre apareciam nas suas fotos antigas.

Na verdade, esses vazamentos são de fato acidentes, quando sem querer você abre aquela tampa onde o filme da sua câmera fica. A luz entra naquele espaço e acaba de certa forma “queimando” o filme. Quando isso acontece nós fechamos rapidamente essa tampa de volta, o resultado é apenas uma mancha que geralmente não se “espalha” por todas as outras fotos do filme.

Por ser um acidente, muitos criticam esse tipo de efeito, mas na verdade ele só está ganhando mais espaço hoje em dia, principalmente entre nós, fotógrafos amadores e amantes das fotografia analógica. Quando eu descobri isso tudo, fiquei louco pra tentar fazer o efeito artificialmente, no Photoshop. No início foi um desastre, mas com o tempo as coisas melhoraram. Vou mostrar meus dois jeitos de conseguir os tons certos, e uma dica que vai ajudar a parecer mais real.

DEGRADÊ E PINCEL

Depois de editar sua foto, crie uma nova camada de degradê que vá do vermelho (não muito forte, um vinho de preferência) até o transparente. Ajuste o ângulo do degradê e o tamanho. Depois é só colocar essa camada no modo de mesclagem divisão e pronto! Você pode fazer esse processo usando o pincel em vez do degradê, mas use um bem esfumado. É só pintar com o vermelho nos cantos da foto, onde achar que fique melhor e mudar o modo des mesclagem. Entenda melhor no print.

TEXTURAS PRONTAS

O deviantART disponibiliza poucas texturas desse tipo, mas as que tem ajudam e muito. É só vir aqui, abrir cada uma, salvar, e quando aplicar na foto, coloque no modo de mesclagem divisão, como no caso acima.

DICA

O mais importante pra fazer esse efeito é saber do que estamos falando, se você não sabe, dê uma olhada aqui. Agora fica fácil. Faça os efeitos pensando nessas fotos, tente copiar os mesmos tons, faça de tudo pra ficar parecido, pois apenas colocar um degradê laranjado não vai te dar o resultado de foto aparentemente analógica e acaba ficando muito ruim como já vi muito por aí.

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Ontem assisti o filme Meia-Noite em Paris, do diretor Woody Allen, em cartaz no Brasil há algumas semanas. Trata-se da história do escritor e roteirista Gil Pender (Owen Wilson) e Inez (Rachel McAdams), um casal que vai à Paris aproveitando a carona dos pais de Inez, que foram a negócios. Gil se mostra completamente apaixonado pela cidade (principalmente quando está chovendo), enquanto Inez é cética sobre a visão do noivo, mas não só nesse ponto, ela inclusive tem o hábito de diminuí-lo sempre que tem a oportunidade, o que me deixou muito incomodado. Gil começa a andar pela cidade à noite e apreciá-la, adquirindo um pouco de inspiração, até que é convidado a entrar em um carro e se surpreende com o que acontece a seguir.

Meia-Noite em Paris

O filme começa com uma espécie de apresentação da Cidade Luz, que funciona para fazer o espectador mergulhar no mundinho onde a história se passará e comprova como Paris é irritantemente linda. Talvez esses primeiros minutos sejam a primeira dica de que o enredo incentiva uma importante reflexão: a de que muitas vezes idealizamos demais um momento de nossas vidas, muitas vezes pensando que o passado foi mais interessante ou mágico do que agora, mas a verdade é que a época de ouro dos nossos sonhos provavelmente também não era tão valorizada pelos que viviam nela.

Gil se dá conta disso quando em uma de suas várias viagens no tempo (sim, isso mesmo) conhece Adriana, uma estudante de moda que ilumina seus pensamentos, quando ele também é apresentado a grandes artistas e escritores da década de 20, como Salvador Dalí, Pablo Picasso, F. Scott Fitzgerald, Cole Porter, Ernest Hemingway e Gertrud Stein. É claro que Gil é antissocial e cabeça dura, afinal é mais um dos personagens que encarnam um pouco da personalidade do próprio diretor e roteirista Woody Allen, famoso por essas e outras características. Por isso é interessante tentar prever as atitudes que ele terá após passar por essa experiência no mínimo intrigante.

Trailer

A fotografia de Meia-Noite em Paris é iluminada e amarelada, bem a cara de Woody e combina bastante com o sentimento de nostalgia. A semelhança dos atores com os artistas está incrível, é o tipo de filme indicado por professores de artes para fins de curiosidade, sabe? O elenco conta ainda com Marion Cotillard, Tom Hiddleston, Adrien Brody, Kathy Bates e Carla Bruni, atual primeira dama francesa.

Meia-Noite em Paris

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