Melhor Ângulo - Fotografia, decoração, design e tudo o que me inspira!

Se você nasceu nos 90 (ou antes disso), provavelmente sua família tinha uma câmera analógica que era levada pra todas as viagens e registrava os momentos mais legais dos fins de semana. As fotos das 12, 24 ou 36 poses dos filmes eram cuidadosamente planejadas, então aniversários e casamentos são exemplos perfeitos de situações onde rolava aquele momento espreme-pra-caber-na-foto. Hoje, além da fotografia digital que permite cliques infinitos, com nossos inseparáveis celulares, qualquer um anda com uma câmera no bolso o tempo todo. O interessante é que nesse contexto de compartilhamento e redes sociais que a gente vive, acontece um comportamento curioso: a vergonha que muitas pessoas sentem ao fotografar em público.

Zé Zorzan fotografar em público

Tirar fotos em pontos turísticos ou festas é uma prática esperada, porque como eu disse, é uma tradição construída há anos, então as pessoas já ficam super à vontade nessas situações. Mas se você estiver andando em uma rua movimentada, sem qualquer atração aparente, e do nada sacar uma câmera da mochila, a vergonha é instantânea, tô aqui de prova.

Eu pensava que sentir esse desconforto ao tirar fotos em público era exclusividade minha, mas é totalmente comum, inclusive pra aparecer nas imagens. Isso é horrível, porque você pode perder a chance de conseguir uma foto maravilhosa.

O fato é: fazer qualquer coisa diferente num lugar público vai atrair os olhares das pessoas em volta. Diferente daquele casamento da sua prima, na rua todos esperam que você ande como se não houvesse amanhã (geralmente com pressa), então sim, só o ato de parar e tentar registrar qualquer coisa vai chamar atenção. Mas isso não quer dizer que esses olhares sejam de julgamento. Normalmente as pessoas se perguntam “Do que é que ele tá tirando foto?” e, segundos depois, esquecem completamente o que aconteceu. Elas tem mais o que fazer, né?

Às vezes, essas pessoas acham que elas estão na mira da câmera, e realmente ninguém gosta de ser fotografado por um desconhecido. No fundo nós somos todos uns bandos de animais à solta pela cidade, que instintivamente vão tentar identificar se é um momento de ameaça, pra desviar, é claro. Se estiver tudo bem, dobrando a esquina o fotógrafo já virou história. Agora, se você precisa tirar fotos focando em um grupo ou alguém, peça permissão e tente bater um papinho rápido. Quem sabe não te pedem pra mandar a foto depois? A mesma dica vale pra acontecimentos incomuns, metrôs, parques, feiras, enfim, tudo que envolva regras: pergunte aos donos ou organizadores se tudo bem tirar fotos ali.

Ah, e companhia é sempre bom! Chamar um amigo para te ajudar com as fotos também é um jeito de diminuir o desconforto, afinal tem uma pessoinha de confiança logo ali. E se o que você tem é medo de roubarem sua câmera, contar com o reforço dos amigos é mais válido ainda, assim como preferir fotografar em lugares mais movimentados, se possível.

No mais, foque no que você quer registrar e se desligue um pouco do mundo. Consiga sua foto e siga sua vida, não importa o que vão pensar. Espero que essas dicas ajudem aí. Você já passou por alguma situação engraçada ao fotografar em público? Me conta nos comentários!

Post originalmente publicado no dia 18/07/2012 e revisado para se adequar aos novos padrões editoriais do blog.

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Conheci o canal Dulce Delight há muito tempo, por acaso, procurando alguma receita no YouTube. Lembro que vi um vídeo em inglês e fiquei me perguntando “de onde é o sotaque dessa moça?”. Não é que ela era brasileira? Tô falando da Raíza Costa, a videomaker, diretora de arte, youtuber, apresentadora e confeiteira de mão cheia dona do programa Rainha da Cocada (no GNT) e desse canal maravilhoso no YouTube que me fez nunca perder mais nenhum vídeo.

Além das receitas incríveis — a maioria inspiradas na confeitaria francesa —, a Raíza te prende com uma personalidade positiva, divertida, empoderada e cheia de empolgação, com as simplicidades da vida e o quanto a comida pode nos oferecer em termos de prazer. Ela se importa muito com o que come, procurando sempre produtos de qualidade, de origem orgânica e de preferência num contato direto com o produtor. E não para por aí: os vídeos são sempre recheados de informação técnica e química sobre os ingredientes, por que eles reagem de determinada forma quando misturados, etc. Quase uma aula! Fora a direção de arte e edição, ambas impecáveis. Olha só o trailer do canal:

Toda essa produção criativa e praticamente mágica acontece na cozinha do apartamento da própria em Nova York, no Brooklyn, bairro que ela ama de paixão. A decoração não poderia ser mais ela: colorida, alegre, com inspiração nos anos 50/60 mas arrematada com modernidade, fofa e lúdica mas balanceada com instrumentos pendurados na parede e ilustrações do marido, o diretor de animação Vinicius Costa. Enquanto essa inspiração era mais branquinha, a Raíza não economiza nas cores, e a gente também ama. As fotos são de Lufe Gomes, do Life by Lufe.

Os puxadores? Trocados por ela. A bancada de madeira? Revestimento em cima de uma placa de granito preto que ela odiava, da decoração original do apartamento.

O cachorrinho Lancellotti ao lado do letreiro com a palavra eat (comer!), iluminado no maior estilo novaiorquino.

O pendurador, gente, olha isso. Aliás, as vaquinhas estão presentes em toda a decoração. Muito respeitadas pelo leite que produzem e que Raíza faz questão de comprar dos produtores que melhor as tratam.

As ilustrações com uma pegada surrealista do marido ao lado de uma guitarra e um relógio das antigas.

Pingentes de frutas? É claro que ela tem!

Pra completar, manja só a vista desse apartamento. Quem acompanha os vídeos sabe que Raíza Costa é apaixonada pelo Brooklyn e por Manhattan, não me surpreende que uma boa vista estava entre as primeiras prioridades para o cantinho onde iria morar. Só amor, né? Vontade de visitar, fazer uma receitinha com direito a banho de chocolate e sair conhecendo os lugares secretos de Nova York.

O que achou dessa decoração super pra cima? Já conhecia o trabalho da Raíza? Conta pra mim aqui nos comentários!

Raíza Costa · Canal Dulce Delight · Rainha da Cocada · Site · Instagram
Lufe Gomes · Canal Life by Lufe · Site · Instagram

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De tempos em tempos sai uma notícia da Rihanna sendo gente como a gente, seja bebendo caipirinha na praia, comprando biquini de vendedor ambulante, comendo coxinha com catupiry no barzinho ou torcendo muito em jogo de futebol. Coincidência ou não, tudo isso aconteceu nas passagens dela pelo Brasil! Por essas e outras eu tenho uma imagem muito pé no chão da cantora, acho que ela consegue sustentar uma aura de elegância como ninguém, mas ao mesmo tempo ser acessível e real.

A edição de março da Paper Magazine trouxe exatamente essa Rihanna na capa, em um ensaio que traz o mix perfeito de informação de moda, glamour e personalidade. As fotos foram feitas numa dessas lojas de conveniência de Nova York, mais precisamente a Alphabet City Deli & Grill, onde a produção urbana e carregada praticamente se mesclou com a locação, visualmente poluída mas organizada em sua própria maneira. É basicamente Rihanna comprando aquela bebidinha pro esquenta com as amigas, gente, não tem como dar errado!

As fotos são do fotógrafo argentino Sebastian Faena, o styling é de Farren Fucci, cabelo de Yusef e maquiagem de Isamaya Ffrench. Para ler o spread da Paper na íntegra, clique aqui. Veja outros ensaios de celebridades na tag #capaderevista.

Rihanna · Instagram · Twitter
Sebastian Faena · Site · Instagram

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Eu já contei aqui que sonho em abrir um café um dia. É um tema que nunca me cansa e que sempre gera conteúdo bacana quando estou pesquisando por projetos de identidade visual e interiores, por isso me propus a compartilhar alguns dos meus achados aqui no blog, na tag Cafés Pelo Mundo. Vocês podem ver aqui, aqui e aqui outros posts que já entraram no assunto. :)

O café de hoje é o Stories, que fica em Oakwood (Reino Unido) e serve café artesanal, sucos prensados a frio e um menu baseado na cultura local. O conceito por trás do lugar é de que todos tem uma história para contar, e a deles é sobre a relação muito próxima que têm com seus fornecedores, selecionados a dedo. O briefing do projeto foi focado justamente nesse comprometimento com a origem dos produtos do café e também numa inspiração escandinava, presente na decoração e na apresentação dos pratos. Para transformar a teoria em prática, o estúdio independente Passport (Leeds, Reino Unido) foi o responsável pela criação da identidade, papelaria e auxílio nas embalagens.

Basicamente, a ideia de que “tudo tem uma história por trás” foi o ponto de partida e permeou toda a criação. A base dos impressos, por exemplo, foi definida depois de uma pesquisa sobre papeis produzidos de formas não convencionais. Os escolhidos são feitos de subprodutos (restos) de cítricos, uvas, couro e da massa de grãos que sobra na produção de cerveja. A consequência natural do uso desses materiais é uma paleta de cores de tons frios e pastel. Muito interessante esse caminho que eles escolheram seguir, né?

Os cardápios tem tamanhos diferentes para cafés, comidas e sucos, e são presos em placas de madeira com um elástico, o que facilita a atualização.

Mini panfletos que contam como funcionam os processos no café.

O logo, simples e contemporâneo, utiliza os pontos para representar as pessoas por trás de tudo: os funcionários, clientes e fornecedores que criam as histórias. Ligando esses pontos é possível contar ainda mais histórias, sobre a viagem dos ingredientes da fonte original para o café, por exemplo.

As garrafinhas dos sucos são impressas somente com tinta branca e possuem apenas dois elementos: o logotipo e a lista de ingredientes, para deixar claro aos clientes que nenhuma substância extra e duvidosa foi adicionada.

Acho lindo quando uma marca tem uma construção simples, mas vai direto ao ponto e comunica seus significados. Bra-vo!

Stories Cafe
Roundhay Road, 454, LS8 2HU · Leeds · Reino Unido
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