25 • junho • 2014

Celular

Até a metade do ano passado eu vivia no mundo limitado dos filtros que já vêm com o Instagram, até que o VSCO Cam foi liberado pra Android e eu finalmente pude editar minhas fotos num aplicativo bonito, completo, e que de quebra vende coleções de filtros à parte, dos quais eu já comprei vários, inclusive.

Outro aplicativo muito conhecido para editar fotos no celular é o Afterlight, mas até hoje nem sinal dele na Google Play, só pra quem tem iPhone mesmo. Um dos diferenciais é que além dos filtros igualmente lindos, ele te possibilita a aplicação de texturas de vazamento de luz e aquelas poeirinhas dos filmes que acabam sendo “reveladas” junto com as fotos analógicas. Não sabe do que eu tô falando? Vem aqui rapidinho ler esse post.

Como um fã dessa estética antiguinha da fotografia analógica, eu fui atrás de uma maneira de também aplicar texturas no Android, mais especificamente as dusty textures. E como vira e mexe alguém aparece nos meus comentários do Instagram perguntando como faz, eu resolvi mostrar o processo aqui no blog.

Mas antes de acompanhar a tutorial, faça o download aqui em cima de um mini pack de texturas que eu uso e reuni pra vocês. Coloque as imagens no seu celular, de modo que apareça na galeria. Feito? Agora sim, vamos lá:

1. Depois de editar uma foto no aplicativo de sua preferência, salve na galeria e abra-a novamente no PicsArt, ou exporte pro PicsArt diretamente do aplicativo de edição. O VSCO não tem opção de exportar pro PicsArt, por isso preciso jogar na galeria antes.
2. Nas opções que aparecem no rodapé do PicsArt, procure por essa “Adicionar…”, que serve para sobrepor uma segunda foto na original.
3. Toque em “Galeria”, ou se você tiver colocado as texturas em outro lugar como no Dropbox, clique no ícone respectivo.

4. Toque em “Foto simples”, já que vamos aplicar apenas uma textura.
5. Escolha a textura na galeria.
6. Para ajustar o tamanho, é só arrastar esse ícone com uma seta de duas pontas no canto inferior direito da textura.

7. A textura deve preencher toda a foto, assim.
8. Agora é só mudar o modo de mesclagem de “Normal” para “Screen” e ajustar a opacidade, caso queira.
9. Toque no ícone de “check” para terminar a edição.

10. Toque no ícone de compartilhamento.
11. Agora é só exportar para o Instagram (ou para onde quiser)…
12. …e publicar a foto editada como você já está acostumado a fazer!

Simples, né? Acho que o maior segredo era o recurso certo a ser usado no PicsArt e ter as texturas para fazer download. Agora vocês têm tudo isso! E aí vai uma dica: da mesma forma que eu mesclei duas imagens pra conseguir esse efeito, a mesma opção do PicsArt pode ser usada para fazer dupla exposição, por exemplo. É só usar a criatividade! Espero que tenham gostado e que tenha respondido a dúvida da galera que me pergunta sempre no Instagram. :)

Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
Compartilhe:



17 • outubro • 2012

Nós já vimos aqui no blog que exposição é quando o mecanismo da câmera fica literalmente exposto à luz exterior e assim, a foto é formada. Acontece que em algumas câmeras analógicas, é possível expor duas vezes (ou mais vezes, tornando-se múltipla exposição) em cima de uma única pose do filme, criando essa mistura de luzes e formas que a gente adora!

Como na fotografia digital não tem essa, nos resta levar a dupla exposição para a fase da pós-produção, usando nosso amigo Photoshop ou um derivado. E não é nem um pouco difícil, tá?

Segunda-feira (15) foi ao ar no Depois dos Quinze um post meu falando sobre modos de mesclagem na hora de criar efeitos (cores, contraste, etc) nas fotos. Resumindo, os modos de mesclagem servem simplesmente para misturar, fundir uma camada na outra.

Escolha duas fotos para fazer a dupla exposição e abra ambas no Photoshop. Se você não está vendo a aba de camadas, aperte F7 ou vá no menu Janela > Camadas. Selecione uma das fotos (Ctrl+A), copie (Ctrl+C) e cole (Ctrl+V) por cima da outra. Com a foto de cima selecionada, agora é só ir mudando o modo de mesclagem até encontrar um que fique bom. :)

Mas calma, a ordem das fotos influencia. Para colocar a foto de baixo por cima, você precisa desbloqueá-la (viu o cadeadinho no print?) porque ela é a camada de fundo, e por padrão, as camadas de fundo ficam bloqueadas para não causarem problemas na hora da edição. Basta clicar duas vezes na camada, Ok na janela que aparecer, e pronto. Agora é deixar na ordem que você quiser arrastando as camadas. Lembrando que a foto de baixo precisa estar sempre no modo de mesclagem Normal e com opacidade 100% pra dar certinho.

Dica útil: nossa intenção é simular uma dupla exposição feita como nas câmeras analógicas, e se você reparar bem, a maioria são compostas de uma foto de silhueta e uma outra aleatória que na mistura, acaba preenchendo a silhueta! Os modos de mesclagem que fazem isso são o Clarear (Lighten em inglês) e Divisão (Screen).

Olha os exemplos que eu fiz aqui rapidinho:

Eu vinha prometendo ensinar isso há tanto tempo, mas enfim, tá aí o post. Espero que tenham gostado, e pra terminar… não podiam faltar umas fotos bonitonas pra gente se inspirar, né?

Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
Compartilhe:



15 • outubro • 2012

Eu sei que vocês gostam muito do processo de edição de fotos, principalmente quando eu separo algumas actions para download aqui no blog. Mas eu tenho certeza que bate aquela curiosidade de saber como fazer efeitos e mexer um pouco nas fotos sem precisar contar com a automaticidade das actions prontas, ter um pouco de independência e criar por conta própria. Pensando nisso, hoje eu resolvi mostrar pra vocês como usar os modos de mesclagem das camadas usando o Photoshop.

Depois dos Quinze

Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
Compartilhe:



13 • setembro • 2012

Poucas coisas me fazem tão bem quanto comprar um bom filme, colocar numa das minhas câmeras analógicas e sair fotografando até completar as 36 poses. É uma sensação meio mágica que a fotografia digital não passa, por causa da automaticidade para qual ela foi criada. E esse gostinho não se deve só àquela euforia de ver o resultado no papel fotográfico ou digitalizado; as características das fotos são únicas, você não consegue as mesmas cores e “texturas” de outro jeito, nem sendo um expert da pós-produção. Sério, se alguém conhece algum trabalho digital que engane qualquer pessoa como fotografia analógica, me mostre.

É claro que a câmera, o filme usado e as condições da cena podem fazer uma fotografia com cores e contraste totalmente diferentes de outra situação, mas existem algumas características genéricas legais para entender e aprender a fazer nas fotos digitais. A intenção vai ser sempre que fique bem parecido, mas o importante aqui é ser uma coisa inspirada, ter um toque de analógico, se for pra ficar idêntico é mais fácil usar a própria câmera de filme, né?

Antes de tudo, você vai baixar esse pacotinho que contém algumas texturas e materiais para usar. Encontrei tudo pesquisando no deviantART há muito tempo, não sei exatamente quem criou cada coisa, então se alguém souber, me fale pra eu colocar créditos, ok? ;)

Light Leaks

O fenômeno dos light leaks (vazamentos de luz em português) acontece quando sem querer (ou não) abrimos a tampa traseira da câmera, onde o filme fica. A luz que entra acaba “queimando” o filme, e o resultado é um borrão avermelhado e alaranjado, geralmente localizado apenas nas bordas, porque a primeira reação de alguém que abre a tampa é fechá-la de volta rapidamente, não dando tempo suficiente para a luz danificar todo o rolo.

Por ser quase sempre um acidente, muitos criticam esse tipo de efeito, mas na verdade ele ganha mais espaço a cada dia, principalmente entre nós, amantes da fotografia analógica. Quando eu descobri isso tudo, fiquei louco pra tentar fazer o efeito artificialmente, no Photoshop. No início foi um desastre, mas com o tempo fui pegando a prática. Vou ensinar a fazer usando o Photoshop, mas se você prefere outros programas, pode tentar fazer parecido neles!

Opção 1 (fácil): Depois de editar sua foto, abra uma das texturas de light leak do pacote, selecione toda a imagem (Ctrl+A), copie e cole por cima da sua foto. Provavelmente a textura ficou bem maior. Para diminuir, vá em Editar > Transformação > Redimensionar (ou Ctrl+T) e vá ajustando o tamanho, sempre segurando a tecla Shift para não distorcer. Depois de pronto, é só você alterar o modo de mesclagem de Normal para Clarear (Lighten) ou Divisão (Screen), o de sua preferência. Os modos de mesclagem ficam na aba de camadas, se a sua não está aparecendo basta ir no menu Janela > Camadas ou aperte F7.

Opção 2 (médio): Com a foto aberta, crie uma nova camada de degradê (Camada > Nova camada de preenchimento > Degradê) e clique Ok. Na janela que aparecer, clique no degradê e altere a cor preta das duas extremidades de baixo para um vermelho não muito forte. Arraste a cor branca da extremidade superior direita para a esquerda, para que o degradê fique menor. Clique Ok e ajuste o ângulo do degradê. Depois é só colocar essa camada no modo de mesclagem Clarear ou Divisão e pronto! Repita o processo com a cor laranja por cima e num tamanho diferente, para ficar mais real. Entenda melhor o passo-a-passo no print.

Opção 3 (médio): Crie uma nova camada vazia por cima da sua foto (Camada > Nova > Camada ou Shift+Ctrl+N), clique na ferramenta pincel (atalho B), escolha um pincel esfumado de dureza 0% e um diâmetro entre médio e grande, e use nos cantos da foto com cuidado, usando a cor vermelha. Altere o modo de mesclagem da camada para Clarear ou Divisão e repita o processo com o laranja e o amarelo para ficar mais real.

Borda queimada

A borda queimada acontece na maioria das vezes na primeira ou na última foto de um rolo de filme, também com um quê de light leak que nem no exemplo acima.

Para fazer no Photoshop, abra uma das bordas do pacote, selecione toda a imagem (Ctrl+A), copie e cole por cima da sua foto. Provavelmente ela não se encaixou direitinho. Para diminuir, vá em Editar > Transformação > Redimensionar (ou Ctrl+T) e vá ajustando o tamanho, sempre segurando a tecla Shift para não distorcer. Depois, altere o modo de mesclagem para Divisão ou Clarear e se um pedacinho cinza (parte da textura de borda) ficar aparecendo, escureça a camada mexendo nos Níveis (Ctrl+L) ou Curvas (Ctrl+M) para ela se adaptar à foto.

Ruído

A gente falou sobre ruído no post sobre ISO da série “Fotografia do começo”, lembra? Ruído são aqueles pontinhos estranhos que insistem em aparecer principalmente nas fotos noturnas. Com a falta de iluminação, as informações de luz e cores captadas pela câmera não são muito concretas e nítidas, o que gera os famosos pontinhos do ruído para compensar.

Você consegue simular esse fenômeno facilmente no Photoshop. Com a foto aberta, vá no menu Filtro > Ruído > Adicionar ruído e tente configurar como nesse print, com intensidade entre 3 e 5. E só!

Tiveram dificuldade em alguma coisa? É só me perguntar nos comentários! Antes que alguém reclame que não tem o Photoshop, prometo que nos próximos dias vou refazer aquele post antigo sobre onde encontrar o programa para baixar. E se mesmo com a explicação do post e a minha ajuda nos comentários você não conseguir fazer nada, a próxima vídeo tutorial no blog virá na semana que vem para mostrar na prática esses três efeitos, ok? ;)

E ah, meu resultado com tudo misturado:

Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
Compartilhe: