Categoria: Outros - Page 3 of 4 - Melhor Ângulo

Não é muito difícil perceber que nos últimos anos o cinema vem tendo poucas heroínas realmente marcantes. Sempre há uma ou outra tentativa de introduzir uma nova Lara Croft, mas poucas funcionam bem. Em março desse ano foi a vez do filme Jogos Vorazes (The Hunger Games). Jennifer Lawrence (Inverno da Alma, X-Men: Primeira Classe) trouxe com excelência e muito carisma a sua Katniss, em torno de uma história bem contada, que não pega leve na emoção e nos momentos intensos.

Baseado na história dos livros de Suzanne Collins, Jogos Vorazes acompanha a miserável Katniss quando ela se vê obrigada a participar de jogos produzidos pela Capital para proteger sua irmã mais nova. E o que diferencia os Jogos Vorazes das Olimpíadas que temos hoje? Os 24 participantes devem lutar até a morte até que reste apenas um. E por aí vai…Mas fique sabendo que ideia principal do filme é mostrar a distopia criada pela sede de poder do governo, e isso o filme faz com bastante eficiência.

A experiência do diretor Gary Ross fez com que a qualidade desejada para o filme fosse sempre muito bem aplicada. Desde a direção de arte que passa do colorido a cores mais simples, a trilha sonora calorosa, a fotografia trêmula, a montagem que intercala entre o lento e o veloz e outras infinidades de atributos! Mas o mais interessante é a essência da história que capricha em momentos originais e extrai dos atores grandes atuações, tudo para mostrar a brutalidade de uma sociedade não muito distante da nossa sociedade global, com enfase na americana, onde o patriotismo é como lei.

Jogos Vorazes é bem creditado em quase todos os seus elementos componentes. O design do filme todo trabalhado na tecnologia da capital em contraste com a pobreza do Distrito 12 – que chega a ser meio bizarro nas roupas e maquiagens, mas que funcionam muito bem ao intensificar a ideia de que são pessoas sem credibilidade e dignas de pena por aplaudirem espetáculos do tipo. A trilha sonora muito bem encrementada e que traz um “quê” mitológico, que é ideal para certos momentos, como quando Katniss caça e a música meio fabulesca nos faz lembrar das canções dos elfos – seres conhecidos por seus dons com o arco e flecha e caça.Em contrapartida também há alguns efeitos mal acabados e bastante fajutos, mas que dá para deixar passar.

Continue Lendo

Compartilhe:
Facebook Twitter Pinterest Google+

Quando completei 15 anos, em 2009, eu tive a sorte de ser presenteado com a coleção de livros Desventuras em Série, do Lemony Snicket. Curioso que dois dias após o meu aniversário eu precisei ficar de cama por uma semana depois de uma operação às pressas. Para não ser dominado pelo tédio resolvi ler todos os livros da série e no fim dessa mesma semana descobri que eu havia encontrado uma das histórias mais divertidas e interessantes das que hoje fazem parte da minha coleção.

A coletânea infantil – sim, é para crianças mas foi muito bem recebida pelos jovens e adultos – conta a história dos três jovens Baudelaire, Violet, Klaus e Sunny, que entram em uma aventura pra descobrir o mistério por trás da morte de seus pais enquanto fogem de Olaf, um conde nada corpulento que corre atrás da herança das crianças, e em cada livro acabam indo para uma família e cidade diferentes.

Vale a leitura pela condução rápida que o Lemony dá à história e que nunca deixa a trama se perder. E ele ainda abre portas pra conversar com o leitor – minha qualidade preferida nos seus livros; de vez em quando até explica a diferença entre o sentido figurado e literal das coisas. Mas o mais interessante é o modo excêntrico como ele trata as suas histórias: pro Snicket Desventuras em Séries é uma história triste e muito desagradável, e ele mesmo faz questão de anunciar isso em quase todos os livros da coleção; isso fica claro logo na primeira frase do primeiro livro, “Se vocês se interessam por histórias com finais felizes, é melhor ler algum outro livro”.

E a história também chamou a atenção de Hollywood! Vocês devem saber disso, já que é tradição anual o filme ser exibido na Sessão da Tarde da Globo. Em 2005 a coletânea foi para as telas em uma adorável adaptação protagonizada por Jim Carrey, Emily Browning e Liam Aiken – e conta até com uma pontinha da Meryl Streep. O filme é divertidíssimo e nele Jim Carrey está mais engraçado que em qualquer uma de suas comédias – e esse é o maior problema do filme já que nunca sentimos que as crianças realmente estão em perigo. Mas fica tudo bem quando o diretor, mesmo descaradamente, faz um excelente trabalho na hora de passar a excentricidade do Snicket e de criar um mundo fantasioso incrível e nada discreto apesar de sombrio.

A história completa é contada em 13 livros – o filme conta só a dos três primeiros – , mas não se assustem pois são muito pequenos. O maior deles tem 285 páginas, mas a relação entre os irmãos e a trama principal são tão interessantes que você consegue ler um dos livros em um dia sem se sentir cansado.

Se você  leu algum dos livros ou já assistiu ao filme, diga pra gente o que achou! Pra saber mais sobre a história dos três jovens vocês podem entrar no site da coleção ou no site oficial do filme.

Obs.¹: O nome original da serie e do filme é A Series Of Unfortunate Events.
Obs.²: O filme concorreu a quatro Oscars:  melhor maquiagem (ganhou esse), melhor figurino, melhor direção de arte (meu atributo preferido do filme) e melhor trilha sonora.

Compartilhe:
Facebook Twitter Pinterest Google+

Não sei se perceberam, mas sou um grande fã do Joseph Gordon-Levitt – de (500) Dias Com ElaUm dos trabalhos dele que chama muito a minha atenção é o “The Tiny Book of Tiny Stories”, que em tradução literal se intitula “O Pequeno Livro das Pequenas Histórias”.

O livro é parte de um projeto do Joseph chamado HitRECord, um site em que ele cria videos, histórias, canções e derivados com a colaboração de qualquer pessoa disposta a ajudar. Partindo desse projeto, Tiny Book, que está em seu primeiro volume, é uma colaboração de mais de oito mil pessoas (uau) com pequenas histórias. Muitas dessas histórias são apenas uma ou duas frases cheias de sarcasmo e trocadilhos mas todas com um significado ideológico, como “Não é irônico quando é o tempo todo”.

Segundo palavras do próprio Joseph, essa ideia tem a intenção de criar um projeto conjunto que possa chamar a atenção das pessoas para a criatividade comunal de cada ser humano, algo que está presente na cultura da sociedade desde o período pré-histórico. E ele ainda afirma que nessa época o ser humano tinha liberdade criativa e a reutilização da ideia de alguém para criar algo novo não era crime, e é por isso, então, que o Tiny Book utiliza a ideia de várias pessoas para criar um único livro.

Infelizmente, ele ainda não se encontra disponível no Brasil e vai demorar para isso acontecer. Se for do seu interesse, você pode encontra-lo na amazon.com. Mas enquanto não temos a oportunidade de conferir o livro(inho) inteiro, eu trouxe para vocês algumas das minhas “pequenas histórias” preferidas do Tiny Bookna verdade foram as únicas que eu encontrei, mas eu gosto muito de todas elas. Espero que vocês gostem e compreendam as pequenas histórias como algo grandioso, pois, como o grupo do HitRECord insiste em dizer, “o mundo não é só feito de átomos, mas também de pequenas histórias”.

Aqui vão algumas e vale dar uma olhada nas ilustrações de cada uma. À primeira vista a maioria dos textos pode não fazer sentido, mas depois de uma segunda lida você consegue captar a mensagem (ou não):

“Um dia, antes do café-da-manhã, uma laranja rolou para fora do balcão e fugiu de seu destino quicando feliz pela porta da cozinha. Cheio de esperança, o ovo a seguiu.”

“Eu coleto estrelas tremulantes em vidros de pepinos, abrindo furos em suas tampas para que elas possam respirar.”

“OH… Esse é um daqueles lugares em que eu deveria me vestir bem?”

” ‘Olha só quem eu encontrei…’ gabou-se Coincidência. ‘Por favor…’ Destino flertou, ‘era pra ter acontecido’.”

“A esposa do Doutor comeu duas maçãs por dia, só por precaução. Mas seu marido continuou a voltar para casa.”  (Ok, essa eu não entendi.)

“Quando eu era mais jovem, eu queria ser algo. Agora eu só quero ser mais jovem.”

E mais:

“Estou pronto para mais uma aventura agora, me leve para bem longe, por favor!” “Ok, mais uma…mas então você lerá para mim depois.”

“Você se foi. Não deixou endereço. Mas eu te mando cartas mesmo assim.”

“Quando você for um fantasma, sinta-se livre para me assombrar.”

“Suas mãos estavam fracas e tremendo de carregar tantos livros da livraria. Era a melhor sensação do mundo.”

“Um homem me tocou: suas mãos…minha coxa. Eu toquei ele também: meu punho… seu queixo.”

“O elemento da surpresa não era permitido perto da tabela periódica.”

“Eu te amo tanto que eu não consigo suportar. Então eu sento.”

“Se eu ler a nossa história de trás para frente, será sobre como eu “desquebrei” seu coração, e então nós fomos felizes até que um dia você esqueceu de mim completamente.”

“Era uma vez um…Fim.”

Gostaram? Se vocês também tem alguma “pequena história” como as do HitRECord, mostrem pra gente! E fiquem ligados no tumblr do Joseph Gordon-Levitt, ele sempre posta algumas histórias do livro – além de outras coisas interessantes.

Compartilhe:
Facebook Twitter Pinterest Google+

Para mim, a fotografia de arquitetura é uma das áreas mais legais e interessantes. O conjunto de linhas delimitadas em um pedaço de papel ou monitor passa a impressão de ser uma técnica simples, mas não é qualquer um que consegue bons resultados, precisa ter olho crítico. Matthias Heiderich é um amante da fotografia, é auto-instruído, e gosta de fotografar construções pelos muitos lugares para onde viaja. O que eu mais gostei no trabalho dele foi a harmonia perfeita entre cores (sempre muito amarelo e azul), prédios e perspectivas diferentes. Repare também na escolha do formato quadrado das fotos; se fossem retangulares talvez não fariam o mesmo efeito.

Matthias trabalha em Berlin, Alemanha, e tem um site, uma página no Facebook, um Flickr e outras coisas mais. Vale dar uns cliques e ver mais. (:

Compartilhe:
Facebook Twitter Pinterest Google+