Categoria: Outros - Melhor Ângulo

É com muito orgulho que hoje, apesar dos imprevistos, eu apresento a vocês o novo tema do Melhor Ângulo! Trabalhei no projeto desde o início de novembro e mesmo sendo todo simples, ele com certeza entra para os meus melhores trabalhos, estou muito feliz com o resultado! :) Já vou agradecendo à Therry, minha amiga e programadora oficial do MA, que fez tudo funcionar tão direitinho como planejado. Sem mais delongas, vamos às novidades?

Identidade

De cara a gente percebe que o tema está cheio de elementos redondinhos, o que sempre foi uma vontade minha e agora, com uma pegada mais minimalista, pude finalmente usar a ideia. O logotipo entrou nessa onda e agora é uma mistura das duas variações de logotipo anteriores: a tipografia continua, mas agora com essa carinha de carimbo, estilo pela qual sou apaixonado, mesmo sendo tão mainstream.

Logotipo

A paleta de cores recebeu alguns cortes nas matizes – deixando apenas as essenciais – e perdeu aquele toque pastel que representava bem a proposta retrô da versão antiga, mas que agora não faria sentido.

Cores

Cabeçalho e posts

  • A barra superior traz as principais categorias, todas as redes sociais do blog e se mantém sempre visível, tornando a navegação entre assuntos bem mais fácil.
  • O menu principal fica logo abaixo do logotipo: discreto, mas intuitivo.
  • A caixa de destaques recebe os posts mais interessantes da semana e também as séries essenciais para leitura, como a Qual câmera comprar?
  • Logo depois do mini perfil na sidebar, aparecem as minhas redes sociais pessoais, bem separadas das do blog para não fazer confusão.
  • Os posts ainda recebem ícones personalizados para cada categoria, os créditos nas fotos agora ficarão mais visíveis e os posts relacionados – quase pronto – serão mais agradáveis aos olhos.

Mapa

Rodapé

  • A conta no Instagram é nova (já seguiu?) e a do Pinterest foi recentemente criada, mas elas já ganharam espaço no rodapé.
  • O menu rápido continua ali, firme e forte, pronto para atender a quem desceu lendo os posts até o fim da página.
  • Do lado esquerdo, duas das novas páginas: uma apontando para um guia para novos leitores super prático e outra mostrando todas as formas de interação com o blog. Cá entre nós, estou apaixonado por essas novas páginas!
  • E é claro, a parte mais séria: um link para para todas as políticas e valores do blog – ainda em construção – e outro para entender os direitos autorais de todo o conteúdo publicado.

Rodapé

Conteúdo

Resumidamente, o Melhor Ângulo sempre foi um blog sobre fotografia, mas que se estende a outros ramos criativos das artes (design, decoração, ilustração) e também da cultura (cinema, televisão, literatura). Em 2013, quero tentar trazer um pouquinho mais da essência original da blogosfera, de quando os blogs eram mais pessoais e traziam mais opiniões, contavam um pouco mais da vida do dono. Não quero ter uma tag como era na “Rotina do Zé”, sabe? Meu objetivo é deixar um pouco mais de mim nas entrelinhas, quero um blog sobre o que inspira o Zé em vez de um mero blog para inspiração.

Redes sociais

Cada grupo de redes sociais tem um objetivo: Facebook e Twitter são encarregados de divulgar os novos posts do blog e muito mais conteúdo, selecionado exclusivamente para cada um. O Twitter até hoje ficou meio de fora dessa proposta, mas tenho muitos planos para ele!

Responsáveis pela inspiração fora do blog, Tumblr (fotografia) e Pinterest (decoração, design, ilustração) dão conta do recado. O grupo no Flickr é uma das formas de interação: basta postar suas fotos por lá e você tem a chance de aparecer no blog numa seleção mensal!

Os vídeos da TV Melhor Ângulo (ainda escassos) podem ser acessados no canal no YouTube ou no Vimeo, e para acompanhar os novos posts, o Feed RSS e o BlogLovin’ estão aí cumprindo seus papeis!

Bom, acho que não deixei nada de fora. Queria muito ler comentários sobre a nova versão, o que acharam? Espero de verdade que todos vocês gostem!

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Fazia mais de um ano que eu estava interessado no filme 50%, lançado nos cinemas americanos ano passado, quando eu resolvi apelar e baixei o filme. Sou contra o download  (filmes com qualidade ruim, roubo de direitos autorais e blá, blá), mas 50% foi lançado direto em DVD para as locadoras brasileiras em janeiro de 2012, e eu cansei de esperar que alguma das empresas da minha cidade resolvesse distribuir o filme. Felizmente, mesmo estando com a consciência um pouco pesada, consegui aproveitar a “exibição” e extrair dela muitos momentos emocionantes e divertidos, além de uma excelente atuação do Joseph Gordon-Levitt (olha eu falando desse moço de novo).

50% é um filme baseado na história real de um jovem com câncer, o próprio roteirista, Will Reiser (que até faz uma pontinha de 0.5 segundos no filme). A narrativa fluida e divertida retrata a trajetória de Adam (Joseph), um jovem paciente e cauteloso – como o filme faz questão de deixar claro nos primeiros minutos do filme -, quando descobre que tem um câncer raro na coluna e suas chances de sobrevivência são de 50%. Durante esse tempo, ele precisa lidar com a quimioterapia, uma namorada desinteressada (Bryce Dallas Howard), uma terapeuta novata (Anna Kendrick) e dificuldades com seus pais (Anjelica Huston e Serge Houde), além da própria doença. Ao menos ele encara tudo com a ajuda de seu melhor amigo, Kyle (Seth Rogen, que, curiosamente, é o melhor amigo do cara que inspirou o enredo).

Apesar de ser um tema sério, o diretor Jonathan Levine optou por uma abordagem divertida e cômica, mas que ainda é submissa ao drama. Partindo disso, o ponto alto da exibição é a seriedade com que o filme carrega a sua história. Ainda que tenha algumas piadinhas de humor negro muito boas e discretas espalhadas pelo filme, os momentos importantes nunca se perdem para favorecer o humor. Esse contraste tem a intenção clara de construir uma narrativa emocionante, e que não faz o espectador se sentir triste, mas tocado.

E falando em emoção, não há como desviar a atenção de Joseph Gordon-Levitt quando ele cria um indivíduo muito carismático, que traz um pouco de cada homem, tornando fácil a identificação do público com o personagem. Suas expressões de desconforto e de indagação são irretocáveis e estão o tempo todo, junto com a trilha sonora casual, reforçando a nostalgia presente em 95% da exibição. Sendo assim, não foi necessário excesso de drama nem outro tipo de apelação para tirar uma lágrima do espectador, já que a rica atuação do Joseph completa a tarefa sozinha ao fazer nos importarmos com o personagem, enquanto os ótimos trabalhos de Anna Kendrick e Anjelica Huston enfatizam sentimentos palpáveis.

Mesmo com certo excesso de nostalgia, é por sua abordagem que intercala muito bem entre o cômico e o dramático que 50% é um exemplo de como os filmes deveriam ser tratados hoje em dia: com seriedade, mas sem abrir mão do que busca alcançar, seja isso o humor, a ação, o drama e etc. Por seu foco e pelo brilhantes reflexo da careca do Levitt é que eu vou levar esse filme por muito tempo comigo (e dentro da minha estante, depois que eu certamente comprá-lo).

E digam não à pirataria!

O filme já saiu em DVD nas locadoras. Vocês encontram mais informações na página do IMDb.com ou no site oficial da Summit Enterteinment.

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É curioso notar como a maior parte do trabalho cinematográfico está concentrada nos bastidores, não? Obviamente a grandeza dos filmes vai muito além dos estúdios e da frente das câmeras. Eu particularmente sou apaixonado pelo trabalho dos diretores de arte (e aqui já vale mencionar os figurinistas, maquiadores e designers que trabalham em função desse profissional), aquele pessoal encarregado de criar os cenários, roupas, maquiagens e produtos originais capazes de trazer uma grandeza ainda maior para o filme, principalmente através dos detalhes.

No caso dos diretores de arte e dos designers de produção, há a missão de garantir que cada vaso de flor, cada peça de roupa e cada par de cílios postiços estejam, além de esteticamente agradáveis, dentro de suas funções plásticas; sejam essas de representar um período histórico ou a vida extraterrestre, por exemplo.

As evidências mais marcantes de que os filmes históricos não se passam no mundo contemporâneo está na direção de arte. Nesses casos cabe ao designer de produção não deixar que o filme erre de época, caso contrário o Duque de York usará apenas uma cueca de couro e uma capa esvoaçante (ok, exagerei).

A influência do trabalho desse profissional dentro do cinema pode estar também na hora de criar um mundo totalmente novo, com sua própria flora, fauna e modo de vestir, descrevendo ambientes únicos e maravilhosos. Um caso bastante importante é o do filme Avatar. Sem a excelência desse trabalho o filme se reduziria grandiosamente caso Pandora fosse um planeta sem graça e totalmente comum – ou pior, nada crível. Ou ainda serve para trazer uma ideia fantasiosa para o filme, como em Alice No País das Maravilhas, O Discurso do Rei, Desventuras em Série ou Sweeney Todd. Nesse último é bem evidente que ninguém se vestiria como os personagens do filme, independente da época, e está aí e em outros detalhes, como o sangue intencionalmente falso, a “ideia fantasiosa”.

Ainda vemos a atuação do diretor de arte na hora de fazer com o que o roteiro seja um pouquinho menos óbvio. Em Cisne Negro, por exemplo, a decoração infantil do quarto de Nina, a madeira desgastada no chão da casa e o excesso de espelhos que refletem a dupla personalidade da protagonista dizem muito sobre a personagem e sobre a história.

Não nego, já vi muitos filmes só pela direção de arte. Em conjunto com uma fotografia marcante um filme pode ser tornar extremamente atraente independente do seu roteiro falho ou de sua direção fajuta. Sem a excelência deles os filmes poderiam não ser a fuga da realidade que as vezes buscamos. Então se você não valoriza muitos esses detalhes, preste um pouquinho mais de atenção neles, você pode se surpreender com a grandeza do trabalho desse profissional.

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É como um desafio escolher um bom filme, mas é gratificante quando pegamos aquele que é ao mesmo tempo divertido, adorável e, principalmente, honesto. Foi assim que eu me senti quando, entre várias opções, escolhi (500) Dias Com Ela no inicio de 2011: grato pela lição e pelos bons momentos.

No filme de estréia do diretor Marc Webb, Tom (Joseph Gordon-Levitt) é um romântico miserável que tenta descobrir o que deu errado em seu relacionamento com Summer (Zooey Deschanel). A partir de suas conclusões ele redescobre as suas verdadeiras paixões e cria novas concepções para a sua vida. E parte daí o ponto alto do filme que abre espaço para nos identificarmos com a história: muita gente já deve ter passado por aquele momento infortúnio após um relacionamento acabado onde ficam horas relembrando os momentos compartilhados para buscar respostas. De qualquer forma, nunca foi o meu caso, mas tive várias outras oportunidades pra encontrar um espaço pra mim no filme.

Por trás de um roteiro bastante simples há muitos outros aspectos atraentes nessa história. O maior deles é a falta de uma ordem cronológica definida, que é uma boa escolha por não nos deixar decepcionar com os acontecimentos posteriores, como se já esperássemos aquilo, e por apresentar os acontecimentos como um contraste imperfeito de lembranças boas e ruins. Mas o mais importante é o carisma de Joseph Gordon-Levitt e o triste olhar vago que vai surgindo em Zooey Deschanel conforme sua personagem se descontenta com o relacionamento.

Realçado pela trilha sonora bem adequada e emocionante (e as musicas são realmente boas), (500) Dias Com Ela é também uma confusão de estilos, as vezes usando técnicas de documentários, até implantando uma cena musical vergonhosa em outro momento – que somadas a algumas piadas infelizes afetam um pouco o filme. Mas é tudo em prol do sentimentalismo, da definição do amor e do argumento do filme: o amor realmente existe? Somos mesmo destinados a uma pessoa aleatória no mundo? Enfim, opiniões pessoais a parte, são esses pensamentos que encorajam a reflexão e que nos fazem encontrar no filme uma sincera opinião sobre a sensibilidade romântica moderna.

No mais, (500) Dias Com Ela é uma das melhores comédias românticas – e a minha preferida – dos últimos anos. Se você ainda não a assistiu, eu recomendo, e se já assistiu comenta aí o que achou!

Opinião do Zé

Não entendo nada de cinema como o Nivaldo, meus amigos da faculdade e etc, mas é impossível não recomendar o filme pra Deus e o mundo: é de te deixar prestando atenção do início ao fim, a cronologia, o “Expectations – Reality”, o final irônico do Tom, a trilha sonora, e apesar de #tensa não tem como não rir do número musical no meio do filme, concordam comigo?

Vocês podem encontrar mais informações sobre o filme no site oficial e na página do filme no IMDB.

Obs.¹: O filme foi lançado em 2009.
Obs.²: Recomendo o Joseph Gordon-Levitt como cantor; ele tem poucas musicas gravadas oficialmente, mas no YouTube dá pra encontrar várias – ele tem um ótimo gosto musical.

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