Toda segunda-feira eu anoto na minha agenda as pautas da semana para o blog, tentando sempre variar entre as categorias. E eu tinha planejado um post para a seção “Opinião”, mais pessoal, mas não fazia ideia do assunto (mandem sugestões para os próximos!), até que recebi uma proposta da Badoo para conversar com vocês sobre relacionamentos online.
Há muito tempo atrás eu tive um fake no Orkut, o que era muito comum entre 2006 e 2009, alguém era dessa época? Se esconder atrás da foto de um artista favorito e poder conversar, fazer amigos, participar de comunidades, dos fóruns, tudo era muito novo pra mim que tinha acabado de ganhar meu primeiro computador, com 14 anos, mas não deixava de ser divertido, sabe?
Nessa onda, eu criei muitas amizades, conheci muitas pessoas incríveis, algumas que ainda passam horas comigo conversando quase todos os dias no MSN. Mas também já cometi alguns erros: julguei bem pessoas que não mereciam tanta confiança e que acabaram quebrando minha cara depois, deixei alguns interesseiros e aproveitadores se aproximarem, enfim, tudo serviu de experiência, mas imaginem: na ingenuidade da época, um caso desses poderia ter me causado problemas muito sérios como esses que a gente vê nos noticiários.
Atualmente, nessa era da internet, é muito fácil ter relacionamentos virtuais. Tendo cuidado, não passando informações comprometedoras e mantendo relações de amizade saudáveis (se amorosas, mais cautela ainda!), acho que não há motivos para ter medo desse mundo. No fundo, a maioria dos internautas tem boas intenções, só não perca nunca a “pulga atrás da orelha” e fica tudo bem.
Quem aí tem algum caso pra contar pra gente de grandes amizades que começaram na internet? Ou até de casais que se conheceram através de chats de namoro?
E se você ainda não conhece, acho uma boa conhecer o Badoo, ainda mais se você for um louco das redes sociais como eu que não perde um cadastro. São mais de 161 milhões de usuarios e lá você pode fazer novas amizades ou encontrar velhos amigos! Fora que dá pra acessar usando o Facebook, aí fica tudo mais fácil, né?

Você já viu algum vídeo de vlog ou meme compartilhado no Facebook de gente reclamando que hoje em dia todo mundo quer ser e se diz fotógrafo? Acha um absurdo? Saiba que eu nem tanto. As coisas não precisam ser sempre combatidas com xingamentos ou reclamações via redes sociais contra essas pessoas, porque basicamente isso só as incentiva a fazerem as revoltadas e não mudarem mesmo, algo mais ou menos “3 bilhões de pessoas no mundo e ninguém pediu sua opinião”, sabe?
Você gosta de fotografia? Adora os posts da categoria aqui no blog e em outros favoritos? Mas é isso mesmo que você quer como profissão? Já te disseram que você tem jeito pra coisa ou facilidade para aprender a fotografar cada vez melhor?
Se você respondeu todas essas perguntas com um “sim”, ótimo, você está no caminho certo. Se alguma (principalmente as duas últimas) levaram um “não” ou “não sei”, é hora de parar, sentar e analisar de fato se o mundo à sua volta não está te fazendo querer ser fotógrafo apenas por parecer a profissão dos sonhos: divertida, interessante e sem muitos compromissos, o que pode acabar caindo por terra quando se encontra com a instabilidade, exigências do mercado, etc.
Afinal, você gosta de fotografias ou fotografia? Não parece, mas é extremamente diferente. Blogs, sites, livros e revistas que dão dicas para fotografar melhor estão apenas dando dicas de como fotografar melhor e não “como ser um fotógrafo incrível”. Nenhum desses meios está tentando formar fotógrafos, a maioria (principalmente blogs para adolescentes e jovens como o Melhor Ângulo) quer te ajudar a registrar melhor os momentos da sua vida!
Já vi reclamações de profissionais que dizem que a invenção das câmeras digitais compactas e do fácil compartilhamento destruiu a definição do fotógrafo e banalizou a profissão, e eu concordo em partes, mas acho que isso pode ser reverter se as coisas fossem mais claras. Quer um exemplo mais do que próximo? Eu, José Luiz Zorzan Júnior que vos fala, não quero ser fotógrafo profissional, pelo menos não é meu objetivo agora. “MEU DEUS, O ZÉ NÃO QUER SER FOTÓGRAFO!” Eu estudo fotografia, tenho um blog que fala principalmente disso e fotografo sim, mas isso não quer dizer que eu sou ou pretendo viver disso. E sério, levou um tempo para eu me entender; sim, já passei por essa de me achar fotógrafo quando tinha uns 16 anos.
Enfim, meus caros amigos. O post de hoje não está sendo uma indireta pra você, seu primo, sua mãe ou seu cachorro, afinal não leio a bio de cada um no Twitter pra saber se alguém aqui se intitula fotógrafo em vão, só é um desabafo menos agressivo do que os que eu vejo por aí sobre o assunto e queria saber agora a opinião de vocês. Você já passou por essa fase? Acha que essa manifestação toda é balela? Me conta nos comentários.

Em respeito ao Dia do Designer (parabéns, designers!) e em resposta ao comentário da Viviane (pra você ver que sugerir posts pode realmente valer a pena!), hoje vou dar meu pitaco sobre meu curso de Artes e Design, na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
COMO FUNCIONA?
O curso é um Bacharelado Interdisciplinar, ou seja, a gente vê um pouco de cada área na primeira etapa de 3 anos e depois, se especializa no que realmente quer nos 1 ano e meio seguintes. As carreiras trabalhadas por lá são:
- Design
- Artes Visuais
- Cinema
- Moda
- Licenciatura em Artes (pra lecionar em escolas)
Eu escolhi Design, mas antes de chegar na parte que me interessa, preciso fazer uma série de matérias mais relacionadas à Arte mesmo e algumas dos outros cursos. É chato meter a cara no Design logo de cara? Sim, mas no fundo tudo isso pode preparar e dar uma base melhor pra quando as coisas começarem a melhorar.
HORÁRIOS
As disciplinas do curso são em maioria independentes, e como podemos montar o nosso próprio horário antes das aulas começarem (é claro que eles analisam e às vezes você não consegue fazer tudo o que queria), faz parte da nossa escolha fazer Filosofia por exemplo agora ou no último período da primeira etapa. Bom, né?
Cada matéria tem uma quantidade de créditos, baseados na quantidade de horas das aulas. Geralmente elas tem de 2 a 4. Pra conseguir terminar os 3 primeiros anos sem sufoco, o ideal é que cada aluno tenha no mínimo 24 créditos por período. No 1º eu peguei apenas 20 e estou compensando 2 agora (26).
GRADE CURRICULAR
Você pode ver a grade completa do curso clicando aqui. As matérias que eu já fiz/estou fazendo:
- Geometria Aplicada: é o contrário do que você vê na escola. Seu professor dizia que não importa o desenho, e sim o cálculo. Nessa caso a gente aprende as técnicas de desenho geométrico, tudo milimetricamente riscado e (graças a Deus), nada de contas!
- Imagem Digital 2D: pra aprender e trabalhar com Photoshop.
- Integração Crítica das Artes
- Desenho e Meios de Expressão I e II
- Seminário de Atualidade Cultural I: os seminários tem geralmente um tema, você precisa ler uma série de textos e montar sua apresentação.
- Estudos da Cor I e II: fundamentos da cor, aplicações, interpretações, análise de efeitos na publicidade, moda, etc.
- Fotografia Instrumental: uma das que eu mais gosto, é uma aula técnica sobre fotografia, você passa a entender a câmera e todas as funções que ela oferece.
- Semiótica do Design: são 3 semióticas, o aluno escolhe a que tiver mais a ver com o que ele quer. Nessa aula nós lemos 3 livros sobre semiótica e análise do design atual e apresentamos seminários.
- Arte e História I
- Introdução ao Design: as primeiras noções sobre Design são passadas nessa matéria, dependendo do professor já começamos a entender os projetos e esboçar algumas ideias para determinado produto.
- História da Fotografia: é claro que aprendemos sobre a história e origem da fotografia, mas além disso, analisamos uma série de imagens e conhecemos portfólios de grandes fotógrafos que contribuíram e contribuem para a fotografia como ela é hoje.
PROCESSO SELETIVO
O curso é novo na UFJF (desde 2009), ou seja: quantidade por vaga baixa, porém crescendo a cada ano. As inscrições para o Vestibular 2012 já passaram (devia ter feito o post antes, né?), mas ano que vem você aí pode tentar! O portal de vestibular da UFJF fica aqui, e se você tiver dúvidas, eles tiram todas elas na página Antenado. Corre lá!

Há tempos atrás lendo sobre fotografia na internet, via de vez em quando artigos e posts de blogs falando sobre como as pessoas atualmente só querem o fundo desfocado (bokeh) das câmeras profissionais e esquecem todo o resto que elas podem oferecer. Posts assim acabavam de certa forma dizendo que o desfoque era pura besteira, futilidade e que não tinha nenhuma importância na composição de uma boa foto.
Na época eu ficava com um certo remorso por gostar e admirar tanto o bokeh nas fotos que eu favoritava no Flickr ou por querer que as minhas também tivessem aquilo. Mas decidi esquecer todo aquele exagero que eu sempre lia e levar comigo apenas o argumento inicial que eles usavam: valorizar tudo o que uma câmera profissional podia me dar.
Esse ano na faculdade, tendo minhas primeiras aulas de fotografia já comecei a entender o quanto o fundo desfocado é sim importante e deve ser valorizado. Você já percebeu que o seu olho tem o mesmo efeito? Quando você foca num objeto mais próximo, o que está lá atrás ganha o desfoque. Você só não consegue ver as duas coisas ao mesmo tempo (como numa foto), mas nada mais óbvio, sabendo que a câmera imita o funcionamento do nosso olhar. Quando descobriram isso no mundo da fotografia, foi uma conquista e tanto então nada como valorizá-la, não é?
A fofa da Claudia do Dicas de Fotografia fez um ótimo post sobre isso há um tempo atrás em resposta a um comentário arrogante de um “fotógrafo profissional há anos” que criticava o fascínio pelo bokeh, olha só. Não sabe o que é bokeh, fundo desfocado e como se faz isso? Em breve falo disso por aqui!

Se pararmos pra observar, encontramos no Tumblr: gifs, imagens engraçadas como tirinhas, meme’s como o fuck mind, textos e principalmente fotos. Dessas fotos, cerca de 80% são creditadas a fotógrafos em suas contas do flickr ou outros sites. O que isso significa? Se um usuário do Tumblr popular e seguido por muitas pessoas posta uma foto sua, é divulgação garantida! A partir daí as notes vão crescendo, crescendo, e com o tempo você vai ver as visualizações, favoritos e comentários da sua foto no Flickr crescerem junto!
Mas nem sempre é um mar de rosas: os outros 20% das fotos postadas não são creditadas a ninguém ou são linkadas para o tumblr de quem usou a foto. Perder os créditos de uma criação sua não é legal, ainda mais quando ela se torna “famosa”. As pessoas adoram a foto, salvam em seus respectivos computadores, postam em seus blogs, mas ninguém sabe que foi você quem fotografou. Às vezes chegam a editar novamente a foto ou escrever textos por cima.
Tenho algumas fotos vagando pelo Tumblr e sempre gostei muito disso, é gratificante ver que tantas pessoas gostaram de um pouco do seu trabalho, dou like em todas que eu vejo pra ter um controle. Dias atrás me mostraram uma foto minha por lá sem créditos e ela tinha quase 13000 notes (essa abaixo)! Exatamente! Fiquei triste é claro, mas não há nada o que fazer! Num post do Le Love, blog gringo bem conhecido, a dona do blog usou uma “foto” minha com créditos a outra pessoa que roubou minha foto e a colocou no Flickr dela, mas pelo menos nesse caso pude entrar em contato e pedir à para trocar o link.
Como faço pra descobrir minhas fotos no Tumblr? Como tenho a conta pro do Flickr, as estatísticas mostram de que sites os visitantes vieram, aconselho todos a terem! O ruim é que como as fotos não creditadas não têm link para meu Flickr (obviamente), não tenho como saber se há mais fotos minhas por aí sem meu conhecimento.
Mencionei que blogs acabam usando essas fotos não creditadas e vocês devem ter se perguntado: “Mas o Zé também usa!” Tento usar aqui no blog o máximo de fotos creditadas possível, a maioria tem seu link para o Flickr, mas é inevitável não ter algumas que encontrei no WeHeartIt por exemplo sem link algum. Estou errado sim e me dei conta disso há pouco tempo. Não culpo os que dão reblog, like no Tumblr ou os que usam as fotos por aí, porque eles não encontraram a foto creditada pra creditar também! Culpo quem originalmente posta essas fotos sem link e nos impossibilita de dar os créditos adiante, entende? Se você aí tem um Tumblr, tente reblogar apenas fotos corretamente postadas, é o que venho tentando fazer e acho que todos deveriam tentar, o que acham?

Quem nunca viu uma foto cheia de Photoshop e criticou até cansar? Ok, fotos muito manipuladas podem sair artificiais e falsas, mas nem sempre a edição deve ser condenada. Quando criaram os programas de edição de imagens (nosso lindo Photoshop e seus derivados), se preocuparam em colocar ferramentas pra correção de tons da imagem e também algumas pra tirar aquela manchinha, aquela espinha. Sem nenhum manual de como usar, ficou à nossa escolha decidir se usaríamos muito ou pouco essas ferramentas. Aí é que entra a polêmica.
Quem usa muito Photoshop pra se deixar bonito deve ser condenado? Se eu usar Photoshop eu vou ser considerado(a) artificial e falso? A resposta: depende. Sabe aquele dia que você acorda com aquela espinha enorme e nojenta na ponta do nariz? E justo no dia que você queria tirar umas fotos legais, que droga! O Photoshop “saudável” entra aí: você não tem essa espinha todos os dias, ela vai ficar aí te atormentando só por um tempo, e isso te dá todo o direito de corrigí-la no Photoshop! Se você é magro e por causa de uma roupa, ficou parecendo mais fofinho, é outra situação que você pode sim mexer na foto pra ficar do jeito que você realmente é.
Agora o Photoshop carregado é a coisa mais fácil de ver, muitas fotos das celebridades pras capas de revistas são muito, muito retocadas, principalmente se estiver aparecendo uma perninha aqui, uma barriguinha ali. Não é pra generalizar porque nem todas essas fotos recebem esses retoques exagerados, mas quando recebem, é fácil identificar.
Então se você retoca suas fotos no Photoshop de uma forma legal, sem exageros, sem se mudar radicalmente, não se culpe porque você não está fazendo nada de errado e nem deixando de ser você. O importante é estar bem consigo mesmo no dia-a-dia, as fotos são só detalhes e não chegam a um milésimo da sua totalidade!






Oi, eu sou o Zé! Tenho 20 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas. O Melhor Ângulo é meu cantinho na internet, e por aqui eu compartilho fotografia, decoração, design, cultura, tudo o que me inspira! :) 


















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