13 • novembro • 2013

Creativity takes courage

2013 não tem sido um ano onde eu consigo facilmente vir aqui, escrever, editar imagens e publicar novos posts. Nesse pouco tempo de blogosfera, achei que essa fase normal de crise — de inspiração e principalmente de identidade — demoraria mais a chegar. Inclusive, demorei para assumir tudo isso pra mim mesmo. Hoje eu resolvi vir aqui, soltar um pouco desses pensamentos aleatórios e ler o que vocês pensam sobre.

Eu sou uma pessoa muito metódica com certas coisas, e isso fica mais evidente com as relacionadas ao meu computador e internet, onde eu passo a maioria do meu tempo. Por exemplo: meus arquivos de música são todos organizados um por um, com capas em alta qualidade e tags (artista, faixas, nomes do álbuns) verificados no Wikipédia e se necessário, no iTunes. No Twitter, ou eu sempre inicio os posts com letras minúsculas, ou com maiúsculas; no momento, tenho levado a rede social como um lugar para soltar as bobagens que passam pela minha cabeça durante o dia, então tem sido tudo na informalidade mesmo, em minúsculas. Vocês devem estar pensando: quem planeja como vai escrever no Twitter? É, eu mesmo. Também sou muito visual e extremamente perfeccionista com fotos e imagens, acho que por isso meu “estilo fotográfico” nunca fugiu muito do foco bem feito, das cores bem presentes, do fundo desfocado e se deixou levar pela experimentação, pelos borrões, pela bagunça. No blog, minha eterna insatisfação com posts antigos e a vontade de editá-los um por um me frustra e me deixa sem saber o que fazer para isso não acontecer com os novos.

Acho que detalhes da minha personalidade como esse, unidos ao grande montante de clichês e excesso de informações repetidas que temos hoje nos blogs me desanimaram a elevar o Melhor Ângulo a outro patamar. Quem tem um espaço que realmente se diferencia? Quem chama a atenção logo de cara? Quem consegue passar uma mesma informação que já foi batida 300 vezes de forma inovadora, e de bônus, com um toque pessoal? Tá difícil encontrar coisas assim na blogosfera hoje, né amigos? Mas meu erro foi demorar a perceber que esses supostos problemas poderiam justamente ser a solução para eu tentar algo que me encha os olhos. Personalidade, acho que essa é a palavra-chave.

Menos coisas assim, que eu poderia encontrar em 10 blogs de decoração, e mais assim, onde eu tenho realmente algo que pode acrescentar. Menos fotos de outros fotógrafos para ilustrar os posts, mais fotos feitas por mim. Parar de insistir em escrever em categorias que não são meu forte e focar nas que de fato me deixam animado a clicar em Novo post. Ter a liberdade de falar sobre uma peça de roupa ou a polêmica da semana, mesmo que o blog não seja sobre moda ou comportamento.

O blog é sobre o quê, aliás? Que mané blog de fotografia! O Melhor Ângulo é o meu espaço, e se fotografia é por acaso um assunto que eu me dou bem, é tudo coincidência, nunca quis ter um blog de nicho. Aliás, há quanto tempo não temos um post informativo sobre fotografia? O que tem tido são posts de inspiração, que eu gosto bastante, mas que no fim das contas, por mais que a verdade doa, só enchem linguiça. Eu não quero mais encher linguiça. Eu prefiro postar uma vez na semana e ter algo que mereça a atenção de vocês do que vários posts que todo mundo só olhe as imagens, como se estivesse folheando a Caras no consultório do dentista. Eu sei que a frequência de posts é uma coisa importante para um blog, sei também o quanto vocês mencionaram isso na última pesquisa de opinião. Mas eu preciso de tempo, só mais um pouco, para estudar e decidir a melhor forma de agradar gregos e troianos.

Eu ainda estou pensando em como vou traduzir todo esse pensamento em realidade. O novo layout que eu tinha feito já foi pro lixo. Metade dos rascunhos não terminados também terão o mesmo destino. Eu penso em deletar Facebook, Twitter, tudo. Começar o blog do zero, também. Não faço isso porque deixo como um exercício para meu perfeccionismo: aceitar que nem tudo foi tão perfeito, nem nunca será. Mas antes de pendurar as chuteiras, eu preciso tentar de verdade, porque eu tenho consciência de que eu ainda não dei o melhor de mim. Se vou conseguir, não sei. Espero que vocês continuem aqui para acompanhar.

Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
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19 • outubro • 2012

Toda segunda-feira eu anoto na minha agenda as pautas da semana para o blog, tentando sempre variar entre as categorias. E eu tinha planejado um post para a seção “Opinião”, mais pessoal, mas não fazia ideia do assunto (mandem sugestões para os próximos!), até que recebi uma proposta da Badoo para conversar com vocês sobre relacionamentos online.

Há muito tempo atrás eu tive um fake no Orkut, o que era muito comum entre 2006 e 2009, alguém era dessa época? Se esconder atrás da foto de um artista favorito e poder conversar, fazer amigos, participar de comunidades, dos fóruns, tudo era muito novo pra mim que tinha acabado de ganhar meu primeiro computador, com 14 anos, mas não deixava de ser divertido, sabe?

Nessa onda, eu criei muitas amizades, conheci muitas pessoas incríveis, algumas que ainda passam horas comigo conversando quase todos os dias no MSN. Mas também já cometi alguns erros: julguei bem pessoas que não mereciam tanta confiança e que acabaram quebrando minha cara depois, deixei alguns interesseiros e aproveitadores se aproximarem, enfim, tudo serviu de experiência, mas imaginem: na ingenuidade da época, um caso desses poderia ter me causado problemas muito sérios como esses que a gente vê nos noticiários.

Atualmente, nessa era da internet, é muito fácil ter relacionamentos virtuais. Tendo cuidado, não passando informações comprometedoras e mantendo relações de amizade saudáveis (se amorosas, mais cautela ainda!), acho que não há motivos para ter medo desse mundo. No fundo, a maioria dos internautas tem boas intenções, só não perca nunca a “pulga atrás da orelha” e fica tudo bem.

Quem aí tem algum caso pra contar pra gente de grandes amizades que começaram na internet? Ou até de casais que se conheceram através de chats de namoro?

E se você ainda não conhece, acho uma boa conhecer o Badoo, ainda mais se você for um louco das redes sociais como eu que não perde um cadastro. São mais de 161 milhões de usuarios e lá você pode fazer novas amizades ou encontrar velhos amigos! Fora que dá pra acessar usando o Facebook, aí fica tudo mais fácil, né?

Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
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24 • março • 2012

Você já viu algum vídeo de vlog ou meme compartilhado no Facebook de gente reclamando que hoje em dia todo mundo quer ser e se diz fotógrafo? Acha um absurdo? Saiba que eu nem tanto. As coisas não precisam ser sempre combatidas com xingamentos ou reclamações via redes sociais contra essas pessoas, porque basicamente isso só as incentiva a fazerem as revoltadas e não mudarem mesmo, algo mais ou menos “3 bilhões de pessoas no mundo e ninguém pediu sua opinião”, sabe?

Você gosta de fotografia? Adora os posts da categoria aqui no blog e em outros favoritos? Mas é isso mesmo que você quer como profissão? Já te disseram que você tem jeito pra coisa ou facilidade para aprender a fotografar cada vez melhor?

Se você respondeu todas essas perguntas com um “sim”, ótimo, você está no caminho certo. Se alguma (principalmente as duas últimas) levaram um “não” ou “não sei”, é hora de parar, sentar e analisar de fato se o mundo à sua volta não está te fazendo querer ser fotógrafo apenas por parecer a profissão dos sonhos: divertida, interessante e sem muitos compromissos, o que pode acabar caindo por terra quando se encontra com a instabilidade, exigências do mercado, etc.

Afinal, você gosta de fotografias ou fotografia? Não parece, mas é extremamente diferente. Blogs, sites, livros e revistas que dão dicas para fotografar melhor estão apenas dando dicas de como fotografar melhor e não “como ser um fotógrafo incrível”. Nenhum desses meios está tentando formar fotógrafos, a maioria (principalmente blogs para adolescentes e jovens como o Melhor Ângulo) quer te ajudar a registrar melhor os momentos da sua vida!

Já vi reclamações de profissionais que dizem que a invenção das câmeras digitais compactas e do fácil compartilhamento destruiu a definição do fotógrafo e banalizou a profissão, e eu concordo em partes, mas acho que isso pode ser reverter se as coisas fossem mais claras. Quer um exemplo mais do que próximo? Eu, José Luiz Zorzan Júnior que vos fala, não quero ser fotógrafo profissional, pelo menos não é meu objetivo agora. “MEU DEUS, O ZÉ NÃO QUER SER FOTÓGRAFO!” Eu estudo fotografia, tenho um blog que fala principalmente disso e fotografo sim, mas isso não quer dizer que eu sou ou pretendo viver disso. E sério, levou um tempo para eu me entender; sim, já passei por essa de me achar fotógrafo quando tinha uns 16 anos.

Enfim, meus caros amigos. O post de hoje não está sendo uma indireta pra você, seu primo, sua mãe ou seu cachorro, afinal não leio a bio de cada um no Twitter pra saber se alguém aqui se intitula fotógrafo em vão, só é um desabafo menos agressivo do que os que eu vejo por aí sobre o assunto e queria saber agora a opinião de vocês. Você já passou por essa fase? Acha que essa manifestação toda é balela? Me conta nos comentários.

Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
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05 • novembro • 2011

Em respeito ao Dia do Designer (parabéns, designers!) e em resposta ao comentário da Viviane (pra você ver que sugerir posts pode realmente valer a pena!), hoje vou dar meu pitaco sobre meu curso de Artes e Design, na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

COMO FUNCIONA?

O curso é um Bacharelado Interdisciplinar, ou seja, a gente vê um pouco de cada área na primeira etapa de 3 anos e depois, se especializa no que realmente quer nos 1 ano e meio seguintes. As carreiras trabalhadas por lá são:

  • Design
  • Artes Visuais
  • Cinema
  • Moda
  • Licenciatura em Artes (pra lecionar em escolas)

Eu escolhi Design, mas antes de chegar na parte que me interessa, preciso fazer uma série de matérias mais relacionadas à Arte mesmo e algumas dos outros cursos. É chato meter a cara no Design logo de cara? Sim, mas no fundo tudo isso pode preparar e dar uma base melhor pra quando as coisas começarem a melhorar.

HORÁRIOS

As disciplinas do curso são em maioria independentes, e como podemos montar o nosso próprio horário antes das aulas começarem (é claro que eles analisam e às vezes você não consegue fazer tudo o que queria), faz parte da nossa escolha fazer Filosofia por exemplo agora ou no último período da primeira etapa. Bom, né?

Cada matéria tem uma quantidade de créditos, baseados na quantidade de horas das aulas. Geralmente elas tem de 2 a 4. Pra conseguir terminar os 3 primeiros anos sem sufoco, o ideal é que cada aluno tenha no mínimo 24 créditos por período. No 1º eu peguei apenas 20 e estou compensando 2 agora (26).

GRADE CURRICULAR

Você pode ver a grade completa do curso clicando aqui. As matérias que eu já fiz/estou fazendo:

  • Geometria Aplicada: é o contrário do que você vê na escola. Seu professor dizia que não importa o desenho, e sim o cálculo. Nessa caso a gente aprende as técnicas de desenho geométrico, tudo milimetricamente riscado e (graças a Deus), nada de contas!
  • Imagem Digital 2D: pra aprender e trabalhar com Photoshop.
  • Integração Crítica das Artes
  • Desenho e Meios de Expressão I e II
  • Seminário de Atualidade Cultural I: os seminários tem geralmente um tema, você precisa ler uma série de textos e montar sua apresentação.
  • Estudos da Cor I e II: fundamentos da cor, aplicações, interpretações, análise de efeitos na publicidade, moda, etc.
  • Fotografia Instrumental: uma das que eu mais gosto, é uma aula técnica sobre fotografia, você passa a entender a câmera e todas as funções que ela oferece.
  • Semiótica do Design: são 3 semióticas, o aluno escolhe a que tiver mais a ver com o que ele quer. Nessa aula nós lemos 3 livros sobre semiótica e análise do design atual e apresentamos seminários.
  • Arte e História I
  • Introdução ao Design: as primeiras noções sobre Design são passadas nessa matéria, dependendo do professor já começamos a entender os projetos e esboçar algumas ideias para determinado produto.
  • História da Fotografia: é claro que aprendemos sobre a história e origem da fotografia, mas além disso, analisamos uma série de imagens e conhecemos portfólios de grandes fotógrafos que contribuíram e contribuem para a fotografia como ela é hoje.

PROCESSO SELETIVO

O curso é novo na UFJF (desde 2009), ou seja: quantidade por vaga baixa, porém crescendo a cada ano. As inscrições para o Vestibular 2012 já passaram (devia ter feito o post antes, né?), mas ano que vem você aí pode tentar! O portal de vestibular da UFJF fica aqui, e se você tiver dúvidas, eles tiram todas elas na página Antenado. Corre lá!

Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
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