Livros Archives - Melhor Ângulo

Há algumas semanas recebi da Bookman Editora essa maleta muito incrível recheada de material fotográfico! Oficialmente, ela se chama Sistema de Referência de Fotografia Digital, e é composta de 5 livros, um miniguia para carregar na mochila/bolsa e um DVD. O autor responsável é o Michael Freeman, um reconhecido fotógrafo, jornalista e escritor britânico com outras publicações como O Olho do FotógrafoA Mente do Fotógrafo e A Visão do Fotógrafo, que formam meio que uma trilogia.

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É claro que não consegui ler tudo, só alguns capítulos que me interessaram de cara, o que já foi suficiente para ter uma boa noção de como o Michael escreve e do que o conteúdo se trata. Vou resumir em poucas palavras cada item da maleta:

  1. A Arte da Fotografia Digital: Trabalha principalmente com a composição e como identificar situações e cenas com potencial para gerar boas fotos.
  2. Manual da Câmera Digital: Esse livro é bem interessante para quem quer entender alguns conceitos básicos da fotografia e funções da câmera. Sabe a série Fotografia do começo aqui no blog? Imagine uma versão mais técnica e aprofundada.
  3. Fluxo de Trabalho em Fotografia Digital: O que eu estou mais animado para ler com calma, porque fala sobre gerenciamento de imagens, organização, ajustes rápidos e RAW, todos assuntos que eu não tenho tanta propriedade e gostaria de ter.
  4. Edição Criativa de Imagens e Efeitos Especiais: O título do livro já fala por si só, ele trata de pós-produção, softwares de edição e alguns efeitos específicos. Pelo que eu já vi, a parte inicial e mais básica é bem interessante; os tais efeitos especiais na minha opinião não são dos melhores, um pouco batidos, sabe? Mas não tiro o mérito do ensino, que é muito bem explicado. É só aplicar esse conhecimento de outras formas, que tá tudo certo. :)
  5. Dicas de Fotografia — Guia de Bolso: É um livro mais fino, com dicas voltadas para o momento de fotografar de fato, situações que você pode se deparar, como muita ação, pouca luz, grupos muito grandes de pessoas, etc.
  6. Dicas de Fotografia — Miniguia: Uma versão reduzida e dobrável do guia de bolso.
  7. Sistema de Referência de Fotografia Digital: O DVD traz o Michael Freeman em pessoa falando um pouco do seu trabalho e de alguns pontos dos livros, como a composição.

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Preciso dizer que fiquei super grato pelo presente, muito obrigado Bookman! Se vocês também quiserem comprar, tem nesse link, lá tem todas as informações mais técnicas, e está saindo por R$187,00 à vista. O que acharam da maleta? :)

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Dia 1º de setembro a série Harry Potter faz aniversário de 15 anos do lançamento de seu primeiro livro (Harry Potter e a Pedra Filosofal) nos Estados Unidos. Por coincidência ou não, em julho foram divulgadas 16 ilustrações inéditas de Mary GrandPre (responsável pelas capas mais conhecidas da série), que retratam cenas específicas de alguns capítulos dos livros, mas que foram descartadas para capa nas reuniões com a editora. Eu estou aqui indeciso se a minha favorita é a das chaves ou a do Harry e Ron chegando com o carro em Hogwarts. :)

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Já faz um tempo que estou para resenhar alguns livros que comprei durante o ano passado, mas vocês me conhecem e já devem imaginar o quanto eu demorei para terminar de lê-los, né? Aliás, ainda faltam dois para completar, hehe. Mas vamos ao que interessa, shall we?

O primeiro livro dessa leva literária é o que deu origem a um dos meus filmes favoritos: O Diabo Veste Prada. Trata-se da história de Andrea Sachs, recente formanda que sonha em trabalhar no The New Yorker, mas que para chegar lá, aceita o desafio de ser assistente de Miranda Priestly, influente editora-chefe da revista de moda Runway. Na teoria, “milhares de garotas se matariam por esse emprego”; Andrea nem tanto. Sem toda a desenvoltura das altas e magras editoras que mais parecem modelos da própria revista, Andy já não começa bem; mas tudo fica dez vezes pior quando Miranda está envolvida. Sem dó, ela delega às suas assistentes (e a quem for necessário) tarefas absurdas, extracurriculares e várias vezes sem contexto algum; e isso não é nem a ponta do iceberg. Acreditem, o título do livro faz jus ao conteúdo.

Como assisti a adaptação para o cinema primeiro, é impossível não folhear as páginas pensando em Anne Hathaway e Meryl Streep fazendo maravilhosamente os papéis de Andrea e Miranda Priestly, respectivamente. Mas calma, não sou mais um dos que adoram soltar que “o livro é muito melhor do que o filme”. Gosto de separar bem as coisas e entendo quando alguns acontecimentos ou até personagens precisam ser diminuídos, como é o caso dos amigos de Andy, que perderam significativa relevância nas telonas. As protagonistas também mostram personalidades bem mais fortes na publicação: Miranda consegue ser cinco vezes mais odiável e Andrea, três vezes mais resistente e sarcástica, motivo para boas risadas inesperadas. Em resumo, apesar das diferenças, as duas versões conseguem ser ótimas, cada uma com a sua proposta, com seu público-alvo e com seu sucesso comprovado. ;)

Depois de alguns dias de espera pela entrega da Submarino (comprei usando um cupom de desconto), meu “julgamento pela capa” foi até muito bom. Preciso dizer que a da pós-adaptação me agrada mais que a original, mas eu ainda preferiria se ela não viesse com essas stills na parte inferior, não achei legal. Falando de diagramação, o espaçamento entre linhas estava ok, mas poderia ser um pouco maior para facilitar e deixar a leitura mais confortável. O papel é branco e a gramatura leve, o que também não contribuiu para eu amar a parte visual em geral.

De qualquer forma, Andy me conquistou, e mesmo terrível de se lidar, Miranda também ganhou um pedacinho do meu coração. Confesso que fiquei curioso para saber a opinião de vocês sobre o livro, principalmente sobre o final. Mas sem spoilers. ;)

Ficha técnica:

Título: O Diabo Veste Prada
Título original: The Devil Wears Prada
Autora: Lauren Weisberger
Tradução: Ana Luiza Dantas Borges
Ano: 2003
Editora: Record
Edição: 21ª
Páginas: 407

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Sabe aquela vontade que todo jovem tem de juntar suas poucas coisas na mochila e cair na estrada para seguir seu próprio caminho? Bem, isso não provém da juventude atual; na verdade, começou nos tempos dos seus avós. Estranho? Nem tanto.

geração beat, ou os beatniks, vieram dos distantes anos 50, misturando o jazz (que era a febre nos Estados Unidos) com a imensa vontade de tirar de moda a sociedade careta do momento. Rapidamente foram intitulados como a “geração perdida”. Sem esse movimento, possivelmente não haveria rock, hippies, e nem mesmo o Greenpeace! Eles foram os primeiros a parar e conseguir pensar diferente das pessoas da época, dando importância a liberdade e não ao consumismo. Um dos maiores expoentes dessa geração foram os escritores americanos Jack Keroac, Allen Ginsberg, Willian Burroughs e o famoso músico Bob Dylan. Além deles, muitos outros foram influenciados pelo estilo de vida anti-materialista dos beats, como os grupos Pink Floyd, Beatles, Stones e muitos outros.

Bem, de lá pra cá muita coisa mudou, mas o sonho de cair na estrada ainda permanece. E um dos primeiros homens a relatar essa experiência foi o célebre autor Jack Kerouac, que escreveu um livro inteiro em três semanas sem parar, movido a muito café. O livro, intitulado On the Road (Pé na Estrada no Brasil), foi recusado várias vezes antes de se tornar um clássico mundial e considerado “a bíblia hippie”.

Abarrotadas de longas orações super adjetivas, a publicação conta as experiências do autor e suas viagens pelas rodovias, pedindo carona e dormindo em albergues mal iluminados. Aqui vai um trecho do livro:

[…] A mais incrível carona de minha vida estava prestes a surgir; um caminhão que tinha uma plataforma de madeira atrás e cinco ou seis caras esparramados por cima; os motoristas, dois jovens agricultores loiros do Minnesota, estavam recolhendo toda e qualquer alma solitária que encontrassem por aquela estrada — formavam a mais simpática, sorridente e jovial dupla caipira que se pode imaginar, os dois de macacão, camiseta e nada mais, ambos ágeis e com pulsos grossos, e um amplo sorriso de “cuméquitá?” resplandecendo para todos os que cruzassem pelo caminho deles. Eu corri, perguntei: — Tem lugar pra mais um? — Eles disseram: — Claro, suba, tem lugar pra todo mundo. […]

A adaptação para filme teve seu lançamento em maio no Festival de Cannes e em julho aqui no Brasil. No elenco: Kirsten Dunst, Kristen Stewart, Sam Riley (como Sal Paradise) e Garrett Hedlund (como o amigo de sal, Dean Moriarty). Olha só o trailer:

Bom, se vocês acham que se deram bem com o tema, corram para as livrarias ou bibliotecas para ler o livro. E se aguentar ver o filme só depois, é sempre melhor. Só não posso garantir que depois aquela vontade de cair na estrada vá embora. Talvez ela até aumente. :)

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