Categoria: Livros - Melhor Ângulo

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Vahram Muratyan vive sua vida alternando entre duas cidades: Paris e Nova York. Observador e apaixonado pelas características que constroem o perfil de cada uma — os detalhes, os clichês e contradições —, Vahram resolveu confrontá-las através de ilustrações minimalistas e charmosas.

Dessa ideia surgiu um blog, que não demorou muito a fazer sucesso na internet e transformar a brincadeira em livro, recheado com mais de 100 comparações, todas amigáveis, é claro. As ilustrações eu já conhecia desde 2012, quando elas estouraram, mas foi só há alguns meses que ganhei o livro de uma amiga e pude ver todo esse trabalho em mãos. É uma boa dica de presente pra quem é apaixonado por Paris, Nova York ou (por que não?) ambas!

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O livro foi publicado no Brasil com essa capa salmão, mas ele já foi produzido também numa capa branca, amarela, azul, uma versão maior com capa dura e jacket e ainda um box com as comparações em forma de cartõezinhos, fofura demais.

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Paris versus New York · Saraiva · Livraria Cultura · Amazon
Vahram Muratyan · Site · Instagram
Post originalmente publicado no dia 24/11/2012 e revisado para se adequar aos novos padrões editoriais do blog.

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Há algumas semanas recebi da Bookman Editora essa maleta muito incrível recheada de material fotográfico! Oficialmente, ela se chama Sistema de Referência de Fotografia Digital, e é composta de 5 livros, um miniguia para carregar na mochila/bolsa e um DVD. O autor responsável é o Michael Freeman, um reconhecido fotógrafo, jornalista e escritor britânico com outras publicações como O Olho do FotógrafoA Mente do Fotógrafo e A Visão do Fotógrafo, que formam meio que uma trilogia.

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É claro que não consegui ler tudo, só alguns capítulos que me interessaram de cara, o que já foi suficiente para ter uma boa noção de como o Michael escreve e do que o conteúdo se trata. Vou resumir em poucas palavras cada item da maleta:

  1. A Arte da Fotografia Digital: Trabalha principalmente com a composição e como identificar situações e cenas com potencial para gerar boas fotos.
  2. Manual da Câmera Digital: Esse livro é bem interessante para quem quer entender alguns conceitos básicos da fotografia e funções da câmera. Sabe a série Fotografia do começo aqui no blog? Imagine uma versão mais técnica e aprofundada.
  3. Fluxo de Trabalho em Fotografia Digital: O que eu estou mais animado para ler com calma, porque fala sobre gerenciamento de imagens, organização, ajustes rápidos e RAW, todos assuntos que eu não tenho tanta propriedade e gostaria de ter.
  4. Edição Criativa de Imagens e Efeitos Especiais: O título do livro já fala por si só, ele trata de pós-produção, softwares de edição e alguns efeitos específicos. Pelo que eu já vi, a parte inicial e mais básica é bem interessante; os tais efeitos especiais na minha opinião não são dos melhores, um pouco batidos, sabe? Mas não tiro o mérito do ensino, que é muito bem explicado. É só aplicar esse conhecimento de outras formas, que tá tudo certo. :)
  5. Dicas de Fotografia — Guia de Bolso: É um livro mais fino, com dicas voltadas para o momento de fotografar de fato, situações que você pode se deparar, como muita ação, pouca luz, grupos muito grandes de pessoas, etc.
  6. Dicas de Fotografia — Miniguia: Uma versão reduzida e dobrável do guia de bolso.
  7. Sistema de Referência de Fotografia Digital: O DVD traz o Michael Freeman em pessoa falando um pouco do seu trabalho e de alguns pontos dos livros, como a composição.

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Preciso dizer que fiquei super grato pelo presente, muito obrigado Bookman! Se vocês também quiserem comprar, tem nesse link, lá tem todas as informações mais técnicas, e está saindo por R$187,00 à vista. O que acharam da maleta? :)

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Já faz um tempo que estou para resenhar alguns livros que comprei durante o ano passado, mas vocês me conhecem e já devem imaginar o quanto eu demorei para terminar de lê-los, né? Aliás, ainda faltam dois para completar, hehe. Mas vamos ao que interessa, shall we?

O primeiro livro dessa leva literária é o que deu origem a um dos meus filmes favoritos: O Diabo Veste Prada. Trata-se da história de Andrea Sachs, recente formanda que sonha em trabalhar no The New Yorker, mas que para chegar lá, aceita o desafio de ser assistente de Miranda Priestly, influente editora-chefe da revista de moda Runway. Na teoria, “milhares de garotas se matariam por esse emprego”; Andrea nem tanto. Sem toda a desenvoltura das altas e magras editoras que mais parecem modelos da própria revista, Andy já não começa bem; mas tudo fica dez vezes pior quando Miranda está envolvida. Sem dó, ela delega às suas assistentes (e a quem for necessário) tarefas absurdas, extracurriculares e várias vezes sem contexto algum; e isso não é nem a ponta do iceberg. Acreditem, o título do livro faz jus ao conteúdo.

Como assisti a adaptação para o cinema primeiro, é impossível não folhear as páginas pensando em Anne Hathaway e Meryl Streep fazendo maravilhosamente os papéis de Andrea e Miranda Priestly, respectivamente. Mas calma, não sou mais um dos que adoram soltar que “o livro é muito melhor do que o filme”. Gosto de separar bem as coisas e entendo quando alguns acontecimentos ou até personagens precisam ser diminuídos, como é o caso dos amigos de Andy, que perderam significativa relevância nas telonas. As protagonistas também mostram personalidades bem mais fortes na publicação: Miranda consegue ser cinco vezes mais odiável e Andrea, três vezes mais resistente e sarcástica, motivo para boas risadas inesperadas. Em resumo, apesar das diferenças, as duas versões conseguem ser ótimas, cada uma com a sua proposta, com seu público-alvo e com seu sucesso comprovado. ;)

Depois de alguns dias de espera pela entrega da Submarino (comprei usando um cupom de desconto), meu “julgamento pela capa” foi até muito bom. Preciso dizer que a da pós-adaptação me agrada mais que a original, mas eu ainda preferiria se ela não viesse com essas stills na parte inferior, não achei legal. Falando de diagramação, o espaçamento entre linhas estava ok, mas poderia ser um pouco maior para facilitar e deixar a leitura mais confortável. O papel é branco e a gramatura leve, o que também não contribuiu para eu amar a parte visual em geral.

De qualquer forma, Andy me conquistou, e mesmo terrível de se lidar, Miranda também ganhou um pedacinho do meu coração. Confesso que fiquei curioso para saber a opinião de vocês sobre o livro, principalmente sobre o final. Mas sem spoilers. ;)

Ficha técnica:

Título: O Diabo Veste Prada
Título original: The Devil Wears Prada
Autora: Lauren Weisberger
Tradução: Ana Luiza Dantas Borges
Ano: 2003
Editora: Record
Edição: 21ª
Páginas: 407

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Sabe aquela vontade que todo jovem tem de juntar suas poucas coisas na mochila e cair na estrada para seguir seu próprio caminho? Bem, isso não provém da juventude atual; na verdade, começou nos tempos dos seus avós. Estranho? Nem tanto.

geração beat, ou os beatniks, vieram dos distantes anos 50, misturando o jazz (que era a febre nos Estados Unidos) com a imensa vontade de tirar de moda a sociedade careta do momento. Rapidamente foram intitulados como a “geração perdida”. Sem esse movimento, possivelmente não haveria rock, hippies, e nem mesmo o Greenpeace! Eles foram os primeiros a parar e conseguir pensar diferente das pessoas da época, dando importância a liberdade e não ao consumismo. Um dos maiores expoentes dessa geração foram os escritores americanos Jack Keroac, Allen Ginsberg, Willian Burroughs e o famoso músico Bob Dylan. Além deles, muitos outros foram influenciados pelo estilo de vida anti-materialista dos beats, como os grupos Pink Floyd, Beatles, Stones e muitos outros.

Bem, de lá pra cá muita coisa mudou, mas o sonho de cair na estrada ainda permanece. E um dos primeiros homens a relatar essa experiência foi o célebre autor Jack Kerouac, que escreveu um livro inteiro em três semanas sem parar, movido a muito café. O livro, intitulado On the Road (Pé na Estrada no Brasil), foi recusado várias vezes antes de se tornar um clássico mundial e considerado “a bíblia hippie”.

Abarrotadas de longas orações super adjetivas, a publicação conta as experiências do autor e suas viagens pelas rodovias, pedindo carona e dormindo em albergues mal iluminados. Aqui vai um trecho do livro:

[…] A mais incrível carona de minha vida estava prestes a surgir; um caminhão que tinha uma plataforma de madeira atrás e cinco ou seis caras esparramados por cima; os motoristas, dois jovens agricultores loiros do Minnesota, estavam recolhendo toda e qualquer alma solitária que encontrassem por aquela estrada — formavam a mais simpática, sorridente e jovial dupla caipira que se pode imaginar, os dois de macacão, camiseta e nada mais, ambos ágeis e com pulsos grossos, e um amplo sorriso de “cuméquitá?” resplandecendo para todos os que cruzassem pelo caminho deles. Eu corri, perguntei: — Tem lugar pra mais um? — Eles disseram: — Claro, suba, tem lugar pra todo mundo. […]

A adaptação para filme teve seu lançamento em maio no Festival de Cannes e em julho aqui no Brasil. No elenco: Kirsten Dunst, Kristen Stewart, Sam Riley (como Sal Paradise) e Garrett Hedlund (como o amigo de sal, Dean Moriarty). Olha só o trailer:

Bom, se vocês acham que se deram bem com o tema, corram para as livrarias ou bibliotecas para ler o livro. E se aguentar ver o filme só depois, é sempre melhor. Só não posso garantir que depois aquela vontade de cair na estrada vá embora. Talvez ela até aumente. :)

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