Categoria: Fotografia - Página 2 de 30 - Melhor Ângulo

Se você nasceu nos 90 (ou antes disso), provavelmente sua família tinha uma câmera analógica que era levada pra todas as viagens e registrava os momentos mais legais dos fins de semana. As fotos das 12, 24 ou 36 poses dos filmes eram cuidadosamente planejadas, então aniversários e casamentos são exemplos perfeitos de situações onde rolava aquele momento espreme-pra-caber-na-foto. Hoje, além da fotografia digital que permite cliques infinitos, com nossos inseparáveis celulares, qualquer um anda com uma câmera no bolso o tempo todo. O interessante é que nesse contexto de compartilhamento e redes sociais que a gente vive, acontece um comportamento curioso: a vergonha que muitas pessoas sentem ao fotografar em público.

Zé Zorzan fotografar em público

Tirar fotos em pontos turísticos ou festas é uma prática esperada, porque como eu disse, é uma tradição construída há anos, então as pessoas já ficam super à vontade nessas situações. Mas se você estiver andando em uma rua movimentada, sem qualquer atração aparente, e do nada sacar uma câmera da mochila, a vergonha é instantânea, tô aqui de prova.

Eu pensava que sentir esse desconforto ao tirar fotos em público era exclusividade minha, mas é totalmente comum, inclusive pra aparecer nas imagens. Isso é horrível, porque você pode perder a chance de conseguir uma foto maravilhosa.

O fato é: fazer qualquer coisa diferente num lugar público vai atrair os olhares das pessoas em volta. Diferente daquele casamento da sua prima, na rua todos esperam que você ande como se não houvesse amanhã (geralmente com pressa), então sim, só o ato de parar e tentar registrar qualquer coisa vai chamar atenção. Mas isso não quer dizer que esses olhares sejam de julgamento. Normalmente as pessoas se perguntam “Do que é que ele tá tirando foto?” e, segundos depois, esquecem completamente o que aconteceu. Elas tem mais o que fazer, né?

Às vezes, essas pessoas acham que elas estão na mira da câmera, e realmente ninguém gosta de ser fotografado por um desconhecido. No fundo nós somos todos uns bandos de animais à solta pela cidade, que instintivamente vão tentar identificar se é um momento de ameaça, pra desviar, é claro. Se estiver tudo bem, dobrando a esquina o fotógrafo já virou história. Agora, se você precisa tirar fotos focando em um grupo ou alguém, peça permissão e tente bater um papinho rápido. Quem sabe não te pedem pra mandar a foto depois? A mesma dica vale pra acontecimentos incomuns, metrôs, parques, feiras, enfim, tudo que envolva regras: pergunte aos donos ou organizadores se tudo bem tirar fotos ali.

Ah, e companhia é sempre bom! Chamar um amigo para te ajudar com as fotos também é um jeito de diminuir o desconforto, afinal tem uma pessoinha de confiança logo ali. E se o que você tem é medo de roubarem sua câmera, contar com o reforço dos amigos é mais válido ainda, assim como preferir fotografar em lugares mais movimentados, se possível.

No mais, foque no que você quer registrar e se desligue um pouco do mundo. Consiga sua foto e siga sua vida, não importa o que vão pensar. Espero que essas dicas ajudem aí. Você já passou por alguma situação engraçada ao fotografar em público? Me conta nos comentários!

Post originalmente publicado no dia 18/07/2012 e revisado para se adequar aos novos padrões editoriais do blog.

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De tempos em tempos sai uma notícia da Rihanna sendo gente como a gente, seja bebendo caipirinha na praia, comprando biquini de vendedor ambulante, comendo coxinha com catupiry no barzinho ou torcendo muito em jogo de futebol. Coincidência ou não, tudo isso aconteceu nas passagens dela pelo Brasil! Por essas e outras eu tenho uma imagem muito pé no chão da cantora, acho que ela consegue sustentar uma aura de elegância como ninguém, mas ao mesmo tempo ser acessível e real.

A edição de março da Paper Magazine trouxe exatamente essa Rihanna na capa, em um ensaio que traz o mix perfeito de informação de moda, glamour e personalidade. As fotos foram feitas numa dessas lojas de conveniência de Nova York, mais precisamente a Alphabet City Deli & Grill, onde a produção urbana e carregada praticamente se mesclou com a locação, visualmente poluída mas organizada em sua própria maneira. É basicamente Rihanna comprando aquela bebidinha pro esquenta com as amigas, gente, não tem como dar errado!

As fotos são do fotógrafo argentino Sebastian Faena, o styling é de Farren Fucci, cabelo de Yusef e maquiagem de Isamaya Ffrench. Para ler o spread da Paper na íntegra, clique aqui. Veja outros ensaios de celebridades na tag #capaderevista.

Rihanna · Instagram · Twitter
Sebastian Faena · Site · Instagram

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Obsessão é um sentimento muitas vezes ligado ao lado mais negativo do comportamento de alguém, mas na fotografia esse estado de preocupação permanente sobre alguma coisa pode se transformar em uma intervenção positiva no trabalho de um fotógrafo. A obra icônica de Roger Mayne deixou evidente os traços da obsessão que tinha e a sua abordagem humanista foi influência para as gerações de fotógrafos que vieram depois dele.

Mayne, falecido em 2014, foi um fotógrafo inglês que ficou muito conhecido pelo seu trabalho que documenta o cotidiano de uma comunidade humilde de um bairro de Londres, particularmente a Southam Street. Entre 1950 e 1960, ainda jovem, ele fotografou repetidamente a mesma rua registrando 1400 fotos em 27 visitas.

A gente se pergunta: o que leva um jovem artista a tanta fixação por um lugar? Dá pra supor que ele tenha se atraído pela diferença social, já que nasceu em uma parte de Cambridge com gente muito diferente da classe operária da Southam Street; ou então a urgência em eternizar o lugar, motivado por algum tipo de pressentimento de que o bairro poderia sumir do mapa por conta da condição precária da região.

A verdade foi que em 1969 a área foi praticamente toda demolida para dar lugar a Trellick Tower, e daí sai mais uma hipótese: quem sabe Roger não teria sido motivado por valores mais altos e pretendesse fazer um statement político parecido com o trabalho do seu mentor Paul Strand? Acho que nunca vamos saber, mas qualquer que fosse o motivo que movia sua obsessão por aquele lugar, ele está eternizado em belos registros monocromáticos.

A galeria The Photographers’s Gallery em Londres está expondo desde março (e fica até junho) o trabalho de Roger Mayne, algo que não acontecia desde 1999, o que deve estar sendo muito bacana pra quem já conhecia o fotógrafo e sentia falta de um destaque maior, o que é muito merecido. Dizem que alguns dias são suficientes para ficar conhecendo o melhor de Londres, por isso ver com calma as fotos do fotógrafo seria com certeza um programa recompensador. A exposição abrange toda a obra de Roger, indo é claro, além das composições da Southam Street, incluindo por exemplo, seus primeiros trabalhos feitos na cidade de Leeds, onde desenvolveu o seu interesse por fotografia e adquiriu um estilo bem mais realista.

São várias séries de fotos de diferentes épocas que pedem para serem vistas, então se alguém aí estiver de bobeira por Londres (me chama!), ainda que seja só por dois ou três dias, vale super a pena incluir essa exposição no roteiro.

Ah, e se essa vibe de fotografia documental chama sua atenção, esse post sobre a fotógrafa Vivian Maier vem a calhar. ;)

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Motivação é essencial em qualquer projeto na vida, certo? Dos pessoais ao emprego registrado na carteira. Particularmente, eu não acredito muito na utopia do trabalho que não parece trabalho, mas acho que qualquer atividade precisa trazer um pouco de prazer, principalmente a que resulta no dinheirinho que paga nossas contas.

Trabalhando como freelancer há mais de 6 anos, fui percebendo que conciliar a liberdade de estar em casa com a responsabilidade de entregar um projeto de design exigia um pouco mais de motivação no trabalho do que o normal, afinal as vantagens de trabalhar em casa podem se transformar em desvantagens rapidinho, rapidinho. Por isso resolvi compartilhar com vocês 6 dicas pra se manter motivado na vida de freelancer, espero que dê um help aí!

Tenha um escritório: Calma, se você não tem um cômodo que pode transformar única e exclusivamente em escritório, tudo tem solução. O importante aqui é ter um espaço, por menor que seja, para ser sua pequena bolha de trabalho: pode ser uma escrivaninha ou um cantinho, de preferência longe da sua cama, que com certeza vai ficar te chamando o dia inteiro de volta pra ela. Se mesmo assim for difícil fazer essa separação (quando a mesa só pode ficar no quarto, por exemplo), tente mudar o clima quando estiver trabalhando: organize tudo de uma forma mais séria, deixe um bloquinho de anotações ou papeis necessários por perto, e quando o “expediente” terminar, é só guardar tudo e desligar o modo hard worker!

Acorde mais cedo: Eu sei, eu sei, se você saiu de um emprego só pra trabalhar de casa a última coisa que deve querer é acordar cedo. Mas eu não digo 6h da manhã, pode ser às 9h por exemplo, só não comece seu dia às 14h, por favor! Cada um tem seu reloginho interno, é verdade, mas você concorda que quanto mais cedo começar o trabalho, mais cedo vai terminar? Foca nisso e vai, sério.

Faça look do dia: Trabalhar de pijama de vez em quando é muito bom, a sensação de liberdade é revigorante, mas já experimentou se vestir bonitinho como se tivesse hora pra chegar no escritório? A motivação e o sentimento de proatividade é imediato, porque o cérebro entende que se você teve o trabalho de se vestir, é porque tem algo a fazer, e faz todo o sentido. Além da disposição, estar pronto pra sair na rua deixa o item nº 4 mais fácil ainda, olha só:

Tire vantagem de ser freela: Como eu já disse antes, ser freela é fazer seu horário, é ter a liberdade que outros trabalhos não permitem, então tire proveito disso: saia de casa, veja pessoas, leve o computador pra um café e passe a tarde trabalhando lá, faça exercícios quando ainda é dia, vá à academia quando ela estiver mais vazia, enfim, não fique preso em casa como ficaria no escritório. Se você já estiver pronto como no item 3 então… essa logística fica mais fácil ainda.

Encare lazer como recompensa: Uma das maiores tentações sendo freelancer é parar tudo o que cê tá fazendo e abrir o Netflix. Não. Faça. Isso. Principalmente o Netflix, programado pra te fazer passar o máximo de tempo navegando nele. Você pode fazer o que quiser? Sim, o objetivo desse post é te manter motivado, mas vamos equilibrar isso aí: em vez de simplesmente sentar e assistir metade dos episódios de Stranger Things, use esse lazer como a recompensa por ter terminado as tarefas que você se propôs para o dia. A ideia é te manter no pique, então não me venha trabalhar 1 hora e querer fazer um intervalo de 4, use essa dica com moderação!

Lembre-se porque começou: Por último e não menos importante, pelo contrário, tente se lembrar de vez em quando quais foram os motivos que te levaram a ser um profissional freelancer. Se foi a insatisfação com o que tinha antes, a vontade de ser seu próprio chefe ou de fazer seus horários, pare e volte lá no início de tudo. Ah, e reveja suas conquistas também! É como escalar uma montanha: quando você olha pra baixo você vê o quanto conseguiu. E alpinistas não param na metade do caminho. Se permita sentir orgulho e continue a fazer o que está fazendo!

Eu tento pensar nessas dicas sempre que possível, pra manter tudo andando nos conformes pra mim e pros clientes. Gostou? Deixa um comentário aqui embaixo, me conta se já tinha tido algum desses insights sobre ser freela. ;)

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