Categoria: Fotografia - Página 2 de 31 - Melhor Ângulo

Os anos 80 andam muito em alta, principalmente na música e no cinema. Quando se trata de estética, o neon (e a mistura de luzes coloridas em geral) é uma das tendências que voltaram com tudo dessa década, aparecendo com frequência em editoriais de moda, clipes de músicas e filmes. Inspirado nesse contexto e pela cidade de Los Angeles onde mora atualmente, o fotógrafo e produtor musical Neil Kryszak criou a Chromatic Series, uma coleção de fotos que destacam cores e luzes, particularmente essa paleta de neon azul e rosa.

Neil Kryszak neon azul e rosa

São cores muito nostálgicas que lembram o mundo dos videogames, mas também carregam referências aos motéis americanos, bairros considerados perigosos, mistério e psicodelia. O melhor é que a coleção de Neil não é um trabalho necessariamente finalizado, só de acompanhá-lo no Instagram a gente vê que ele posta novas fotos com a mesma vibe o tempo todo, dando mais vida ainda o projeto. Olha só:

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak neon azul e rosa

Neil Kryszak · Site · Instagram

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Se você nasceu nos 90 (ou antes disso), provavelmente sua família tinha uma câmera analógica que era levada pra todas as viagens e registrava os momentos mais legais dos fins de semana. As fotos das 12, 24 ou 36 poses dos filmes eram cuidadosamente planejadas, então aniversários e casamentos são exemplos perfeitos de situações onde rolava aquele momento espreme-pra-caber-na-foto. Hoje, além da fotografia digital que permite cliques infinitos, com nossos inseparáveis celulares, qualquer um anda com uma câmera no bolso o tempo todo. O interessante é que nesse contexto de compartilhamento e redes sociais que a gente vive, acontece um comportamento curioso: a vergonha que muitas pessoas sentem ao fotografar em público.

Zé Zorzan fotografar em público

Tirar fotos em pontos turísticos ou festas é uma prática esperada, porque como eu disse, é uma tradição construída há anos, então as pessoas já ficam super à vontade nessas situações. Mas se você estiver andando em uma rua movimentada, sem qualquer atração aparente, e do nada sacar uma câmera da mochila, a vergonha é instantânea, tô aqui de prova.

Eu pensava que sentir esse desconforto ao tirar fotos em público era exclusividade minha, mas é totalmente comum, inclusive pra aparecer nas imagens. Isso é horrível, porque você pode perder a chance de conseguir uma foto maravilhosa.

O fato é: fazer qualquer coisa diferente num lugar público vai atrair os olhares das pessoas em volta. Diferente daquele casamento da sua prima, na rua todos esperam que você ande como se não houvesse amanhã (geralmente com pressa), então sim, só o ato de parar e tentar registrar qualquer coisa vai chamar atenção. Mas isso não quer dizer que esses olhares sejam de julgamento. Normalmente as pessoas se perguntam “Do que é que ele tá tirando foto?” e, segundos depois, esquecem completamente o que aconteceu. Elas tem mais o que fazer, né?

Às vezes, essas pessoas acham que elas estão na mira da câmera, e realmente ninguém gosta de ser fotografado por um desconhecido. No fundo nós somos todos uns bandos de animais à solta pela cidade, que instintivamente vão tentar identificar se é um momento de ameaça, pra desviar, é claro. Se estiver tudo bem, dobrando a esquina o fotógrafo já virou história. Agora, se você precisa tirar fotos focando em um grupo ou alguém, peça permissão e tente bater um papinho rápido. Quem sabe não te pedem pra mandar a foto depois? A mesma dica vale pra acontecimentos incomuns, metrôs, parques, feiras, enfim, tudo que envolva regras: pergunte aos donos ou organizadores se tudo bem tirar fotos ali.

Ah, e companhia é sempre bom! Chamar um amigo para te ajudar com as fotos também é um jeito de diminuir o desconforto, afinal tem uma pessoinha de confiança logo ali. E se o que você tem é medo de roubarem sua câmera, contar com o reforço dos amigos é mais válido ainda, assim como preferir fotografar em lugares mais movimentados, se possível.

No mais, foque no que você quer registrar e se desligue um pouco do mundo. Consiga sua foto e siga sua vida, não importa o que vão pensar. Espero que essas dicas ajudem aí. Você já passou por alguma situação engraçada ao fotografar em público? Me conta nos comentários!

Post originalmente publicado no dia 18/07/2012 e revisado para se adequar aos novos padrões editoriais do blog.

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De tempos em tempos sai uma notícia da Rihanna sendo gente como a gente, seja bebendo caipirinha na praia, comprando biquini de vendedor ambulante, comendo coxinha com catupiry no barzinho ou torcendo muito em jogo de futebol. Coincidência ou não, tudo isso aconteceu nas passagens dela pelo Brasil! Por essas e outras eu tenho uma imagem muito pé no chão da cantora, acho que ela consegue sustentar uma aura de elegância como ninguém, mas ao mesmo tempo ser acessível e real.

A edição de março da Paper Magazine trouxe exatamente essa Rihanna na capa, em um ensaio que traz o mix perfeito de informação de moda, glamour e personalidade. As fotos foram feitas numa dessas lojas de conveniência de Nova York, mais precisamente a Alphabet City Deli & Grill, onde a produção urbana e carregada praticamente se mesclou com a locação, visualmente poluída mas organizada em sua própria maneira. É basicamente Rihanna comprando aquela bebidinha pro esquenta com as amigas, gente, não tem como dar errado!

As fotos são do fotógrafo argentino Sebastian Faena, o styling é de Farren Fucci, cabelo de Yusef e maquiagem de Isamaya Ffrench. Para ler o spread da Paper na íntegra, clique aqui. Veja outros ensaios de celebridades na tag #capaderevista.

Rihanna · Instagram · Twitter
Sebastian Faena · Site · Instagram

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Obsessão é um sentimento muitas vezes ligado ao lado mais negativo do comportamento de alguém, mas na fotografia esse estado de preocupação permanente sobre alguma coisa pode se transformar em uma intervenção positiva no trabalho de um fotógrafo. A obra icônica de Roger Mayne deixou evidente os traços da obsessão que tinha e a sua abordagem humanista foi influência para as gerações de fotógrafos que vieram depois dele.

Mayne, falecido em 2014, foi um fotógrafo inglês que ficou muito conhecido pelo seu trabalho que documenta o cotidiano de uma comunidade humilde de um bairro de Londres, particularmente a Southam Street. Entre 1950 e 1960, ainda jovem, ele fotografou repetidamente a mesma rua registrando 1400 fotos em 27 visitas.

A gente se pergunta: o que leva um jovem artista a tanta fixação por um lugar? Dá pra supor que ele tenha se atraído pela diferença social, já que nasceu em uma parte de Cambridge com gente muito diferente da classe operária da Southam Street; ou então a urgência em eternizar o lugar, motivado por algum tipo de pressentimento de que o bairro poderia sumir do mapa por conta da condição precária da região.

A verdade foi que em 1969 a área foi praticamente toda demolida para dar lugar a Trellick Tower, e daí sai mais uma hipótese: quem sabe Roger não teria sido motivado por valores mais altos e pretendesse fazer um statement político parecido com o trabalho do seu mentor Paul Strand? Acho que nunca vamos saber, mas qualquer que fosse o motivo que movia sua obsessão por aquele lugar, ele está eternizado em belos registros monocromáticos.

A galeria The Photographers’s Gallery em Londres está expondo desde março (e fica até junho) o trabalho de Roger Mayne, algo que não acontecia desde 1999, o que deve estar sendo muito bacana pra quem já conhecia o fotógrafo e sentia falta de um destaque maior, o que é muito merecido. Dizem que alguns dias são suficientes para ficar conhecendo o melhor de Londres, por isso ver com calma as fotos do fotógrafo seria com certeza um programa recompensador. A exposição abrange toda a obra de Roger, indo é claro, além das composições da Southam Street, incluindo por exemplo, seus primeiros trabalhos feitos na cidade de Leeds, onde desenvolveu o seu interesse por fotografia e adquiriu um estilo bem mais realista.

São várias séries de fotos de diferentes épocas que pedem para serem vistas, então se alguém aí estiver de bobeira por Londres (me chama!), ainda que seja só por dois ou três dias, vale super a pena incluir essa exposição no roteiro.

Ah, e se essa vibe de fotografia documental chama sua atenção, esse post sobre a fotógrafa Vivian Maier vem a calhar. ;)

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