Categoria: Filmes - Page 2 of 4 - Melhor Ângulo

Sandra Bullock no filme Gravidade

Eu já disse aqui que eu não sou nenhum entendedor de cinema, então não estou por dentro de todos os lançamentos, nem quero dar uma de crítico, apenas gosto muito de assistir filmes e compartilhar minha opinião com vocês. Acho saudável, concordam?

Quando eu fui ver Jobs no cinema, peguei a metade do trailer de Gravidade quando entrei na sala. E confirmando o que eu acabei de dizer aqui em cima, eu nem sabia da existência do filme; inclusive fiquei meio assim, porque tenho uma opinião de que filmes de ficção científica ficam sempre na linha tênue entre o péssimo e o ótimo. Mas aí eu fui percebendo todas as pessoas do universo (trocadilho infame) elogiando a direção, as atuações, os efeitos, as sensações que ele passa, e cá entre nós, quando começa assim, é inevitável não ter as expectativas aumentadas. Pra vocês terem uma ideia, James Cameron soltou que é o melhor filme sobre espaço já feito. Alfonso Cuarón, o diretor, deve ter apenas adorado a publicidade impactante e gratuita.

Sinopse:

Sandra Bullock interpreta a Dra. Ryan Stone, uma brilhante engenheira médica em sua primeira missão espacial, ao lado do veterano Matt Kowalsky (George Clooney) no comando de seu último voo antes da aposentadoria. Em uma operação de rotina fora da nave, o desastre acontece. A nave é destruída, deixando Stone e Kowalsky à deriva no espaço, ligados um ao outro apenas por um cabo. Um silêncio ensurdecedor diz que eles perderam qualquer contato com a Terra – e qualquer chance de resgate. O medo vira pânico, consumindo rápido o pouco oxigênio que resta. O único meio de voltar pra casa talvez seja se jogar de vez na aterrorizante vastidão do espaço.

Trailer:

Como fica bem claro tanto no trailer quanto na sinopse, são apenas dois personagens e um único cenário nos 91 minutos de duração. Sério, isso não fez diferença alguma. São vários altos e baixos: momentos de muita loucura e outros mais calmos, mas que nem por isso aliviam a tensão. É um filme que entrete ao mesmo tempo que propõe uma reflexão sobre o sentido da vida e até sobre a morte.

Os efeitos estão impecáveis. A beleza é indiscutível. Um destaque especial para quando Matt (George Clooney) chama a atenção de Ryan (Sandra Bullock) para a vista da Terra em momentos pontuais, a cena onde ela tira seu uniforme e se faz um embrião dentro da nave no meio do nada, as lágrimas que flutuam e ficam incríveis no 3D, a alucinação que resulta na solução de um grande problema. A trilha sonora de Steven Price é excelente no balanço entre o desespero e o silêncio ensurdecedor. Os impactos e explosões recebem estrondos totalmente abafados por causa da não propagação de som no espaço, e são detalhes cruciais assim que vão só acrescentando para a genialidade de Gravidade.

Sandra Bullock e George Clooney no filme Gravidade

Sandra Bullock no filme Gravidade

Agoniante. Acho que resume tudo. Eu fiquei preso na cadeira o filme todinho como se eu tivesse me segurando pra não “cair” ou me “soltar”. E pode parecer ridículo, mas eu tenho certeza que se vocês assistirem em 3D vocês vão dar umas boas piscadas com os destroços do satélite vindo na sua direção; nunca vi um 3D que tenha valido tanto a pena! Sandra — que eu sempre adorei — não me decepcionou nem um pouco, e George também cumpriu seu papel muito bem.

Repito o que estou dizendo a todos os meus amigos desde semana passada: vejam!

Ficha técnica Gravidade

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Ashton Kutcher no filme jOBS

Terça passada fui ver Jobs no cinema com meus amigos, e para alavancar novamente a categoria aqui no blog, resolvi aproveitar que é um filme em cartaz para dar minha opinião. ;)

Bom, eu sempre fui interessado por computadores, tanto que Informática Industrial foi minha escolha de curso técnico no CEFET. Apesar de eu ter me voltado para o design e para a fotografia de 2009 pra cá, minha afinidade com a informática não deixou de existir, então fui com as expectativas super altas para o cinema, ainda mais por saber que foi uma estreias mais esperadas de 2013. Quando saí da sala, minha impressão imediata foi muito boa, mas eu sei que isso sempre acontece comigo, então resolvi escrever esse post só agora, uma semana depois, pra analisar todos os aspectos do filme com calma.

Sinopse:

A história da ascensão de Steve Jobs (Ashton Kutcher), de rejeitado no colégio até se tornar um dos mais reverenciados empresários do universo da tecnologia no século XX. A trama passa pela jornada de autodescobrimento da juventude, pelos demônios pessoais que obscureceram sua visão e, finalmente, pelos triunfos que transformaram sua vida adulta.

Trailer:

Infelizmente o filme já começou a pecar na sinopse equivocada. A história que deveria focar na pessoa Steve Jobs e mostrar a fundo sua personalidade e vida pessoal, na verdade gira muito mais em torno da Apple: do início em uma garagem até o sucesso nas bolsas de valores. Isso ficou muito claro pra mim no momento em que Steve se afasta da empresa e investe na NeXT, por exemplo. Essa se teve seu logo em uma das cenas foi muito. A Pixar então… nem foi mencionada. Se vocês não sabem, Steve comprou a Pixar em 1986 quando ela ainda se chamava Graphics Group, foi CEO durante um tempo e principal acionista quando aconteceu a união com a Disney. Jobs também renegou sua filha antes mesmo de ela nascer, mas nessa mesma fase de afastamento da Apple, ele aparece numa relação até muito boa com Lisa já maior, sem explicações. Sem falar em todo o conflito com Bill Gates, resumido no filme em um telefonema.

Enfim, o roteiro foi o principal problema em Jobs, e daí se desencadearam outros, como a continuidade confusa causada pelo início do filme prolongado e a correria depois para dar conta das duas horas de duração. Senti falta da era do iPhone, senti falta dos problemas de saúde envolvendo as dietas frugívoras e o câncer de pâncreas, senti falta da relação de Steve com a família. Ainda não li o livro biográfico escrito por Walter Isaacson, mas creio que seja mais interessante para os que querem conhecer a trajetória completa do visionário.

Ashton Kutcher no filme jOBS

Ashton Kutcher no filme jOBS

Mas eu não sou todo crítico ao filme. A caracterização me agradou bastante, Ashton Kutcher ficou sim muito parecido com Steve Jobs, principalmente na faixa dos 40 anos e com a barba maior. A atuação não foi merecedora de Oscar, mas isso não quer dizer que tenha sido ruim, pelo contrário. Ashton conseguiu capturar alguns trejeitos típicos de Jobs, como a postura, o andar e o sorriso tímido, que raramente deixava os dentes à mostra. E para completar, fotografia e trilha sonora estavam impecáveis.

No geral é um filme bom, vale a pena assistir, não no cinema talvez. Apesar da personalidade difícil e de como ele foi idiota e egocêntrico em vários momentos de sua vida, não dá pra dizer que Steve Jobs não foi um grande empreendedor, inventor e entendedor de design e marketing. Para quem deseja seguir em áreas parecidas, continua sendo uma grande inspiração.

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Quem conhece e já viu alguns dos filmes do diretor e roteirista Terrence Malick sabe o que sempre esperar de suas produções: fotografia exuberante e intimista (já é clássico esperar ao menos um trecho onde a câmera percorre gramíneas altas) e uma mensagem mirabolante que metade do público perde. Marca do diretor é trabalhar com ideologias pessoais, lições de vida, quase como livros de auto-ajuda, com grandes levas de belas imagens aleatórias do mundo incrível em que vivemos. Isso acaba exigindo do público doses de duas horas e pouco de atenção e dedicação, já que suas histórias se desenvolvem devagar e, na maioria dos casos, sem tramas claramente definidas (tudo em prol do foco, que é a mensagem final).

Terrence Malick não é cinematografista formado, por isso necessita de colaborações de profissionais como Emmanuel Lubezki e John Toll, mas fica bastante explicito que o diretor possui boa compreensão da linguagem da fotografia nos cinemas e sabe usar as câmeras,  dramatizando e pontuando bem a movimentação delas (em alguns momentos colocando o espectador em seu próprio lugar, como se estivesse atrás de uma janela, e em outros como se fosse parte da cena, movendo a câmera como se o espectador fizesse parte de uma dança com a produção).

Pouco se tem a dizer sobre os grandes planos fotográficos dos filmes de Malick, mas muito a observar em suas composições (especialmente quando são feitos por computação gráfica, um recurso bastante usado em A Árvore da Vida), por isso, listei abaixo algumas das cenas mais bonitas e interessantes da filmografia do diretor. Os trailers que acompanham as imagens são suficientes para que se note o tom dos filmes e para que tenham um gostinho das lindas cenas. Recomendo que os assistam em alta definição. ;)

A Árvore da Vida (The Tree Of Life, 2011)

Além da Linha Vermelha (The Thin Red Line, 1998)

To The Wonder (To The Wonder, 2013)

Cinzas no Paraíso (Days of Heaven, 1978)

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Manfredi Caracausi

Manfredi Caracausi

Imagens tem ação subjetiva em potencial sobre a nossa mente, disso vocês já sabem. No caso de pôsteres de cinema, é a força de uma imagem bem feita que pode nos levar até a fila da sessão. Mas isso é tudo o que já comentamos no ano passado quando criamos, aqui no Melhor Ângulo, uma lista com os melhores pôsteres de 2011; agora chegou a vez de 2012.

Para o ramo cinematográfico, todo ano é ano de filmes bons e ruins, não interessa qual leva a maior. Esse ano, a divulgação nos cinemas ficou na maioria das vezes carregada de montagens óbvias e pouco criativas para traduzir a linguagem dos filmes; na maior parte das opções, a intenção foi ganhar o público jogando na cara o elenco maravilhoso que as produções têm.

Mas não tem problema. Ciscando direito, conseguimos trazer ótimos pôsteres para celebrar a longa vida do cinema. Os melhores acabaram sendo os mais simples, delicados e sóbrios, como o pôster de Drive, que é simplesmente um letreiro cor-de-rosa, muito utilizado nos anos 70 (uma época que o filme tenta resgatar com uma história de dias contemporâneos). Ou ainda o de The Place Beyond The Pines que se destaca pelo estilo, e o de Os Miseráveis que ganha pontos pela referência direta que faz à capa do livro de Victor Hugo, que inspirou o filme. Enquanto isso, o pôster de Prometheus em IMAX é hábil pelo mistério que cria ao trazer uma grande peça desconhecida dos fãs da série Alien sendo tomada pela escuridão e iluminada pela protagonista. Mas os melhores são os pôsteres de O Mestre, enriquecidos pela elegância e pela criatividade.

Abaixo vocês encontram a lista de pôsteres que selecionamos, que não estão em ordem de preferência. Diferente do ano passado, optamos por pôsteres que foram divulgados em 2012, indiferente da data do lançamento da produção.

Drive

Drive

Drive

Drive

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