05 • julho • 2013

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Depois de mais de um ano sumido, estou dando uma passada por aqui fazendo as vezes de repórter. Dentre as muitas novidades, agora o Melhor Ângulo trará entrevistas com personalidades das mais variadas áreas, com uma atenção maior para a fotografia, deixando o blog ainda mais informativo – mas sempre de uma forma bem leve, já que essa é a nossa marca registrada.

Para começar, conversei com o incrível Sabino Aguad que, para quem curte fotografia, deve conhecê-lo pelo Flickr, Tumblr ou do Recordis Photography, site em que ele faz curadoria e seleciona os trabalhos que mais gosta. O chileno de vinte e quatro anos fotografa o que todo profissional dessa área mais curte: as pessoas. E sabia que ele já foi parar até no New York Fashion Week? Ele dividiu essa e muitas outras experiências com a gente.

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Melhor Ângulo: Como e quando você se descobriu como fotógrafo?

Sabino Aguad: Tiro fotos há anos, mas ainda não tenho certeza se sou um fotógrafo! Eu só amo tirar fotos.

MA: O turismo no Chile tem crescido gradualmente nos últimos anos, graças à cultura do país e os belos pontos turísticos de arquitetura Inca. Como o Chile influencia seu trabalho? Há algum outro país que você admire e se inspire através de suas fotos?

SA: Sim! O Chile é um lindo país para se fotografar. Somos muito sortudos por ter essas paisagens incríveis. Mais do que ser influenciado pelo Chile ou outros países, me inspiro em outros fotógrafos e cineastas que sabem como tirar proveito de paisagens naturais como essas. Estou sempre de olho em livros de fotografia e filmes para me inspirar.

MA: Seu site, Recordis Photography, evidencia o trabalho de diferentes fotógrafos ao redor do mundo. Como funciona o processo de escolha dessas fotos?

SA: Nada em particular! Apenas falo sobre fotógrafos que curto.

MA: Você fotografa o cotidiano, passeios e autorretratos, que chamaram a nossa atenção de uma forma muito especial. Qual desses você mais gosta de clicar?

SA: Ultimamente tenho curtido autorretratos. Não sei o porquê, apenas os faço.

MA: Os seus autorretratos sempre mostram apenas metade do rosto. Por quê?

SA: Acredito que a beleza da fotografia está em ver coisas que não conseguimos observar na vida real. É por isso que temos a regra dos terços, cortamos rostos pela metade, abrimos mais o diafragma, borramos as coisas e etc.

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MA: Você esteve no New York Fashion Week por duas vezes. O que você pode dividir conosco sobre a experiência de fotografar um evento tão incrível e grande como esse?

SA: Nas duas vezes que estive no NYFW foram experiências incríveis. Mais do que o glamour e tirar fotos, aproveitei para conhecer novas pessoas. Todos são talentosos, fazem algo interessante e tem muitas histórias para contar. É muito divertido.

MA: Música, literatura, pessoas… O que mais te motiva a fotografar?

SA: Todas as vezes que fotografo, tenho uma motivação diferente. Às vezes só quero ver como uma pessoa ficaria em uma fotografia, em outros momentos fotografo o que gostaria de me lembrar, etc. E o que mais gosto de relembrar, é claro, são as pessoas.

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MA: Quem são suas maiores influências no universo da fotografia?

SA: Filmes, seriados e fotos. Tento assistir o máximo de filmes e séries possíveis e ver centenas de fotos por dia.

MA: Qual foto, clicada por você, tem um significado especial? E por quê?

SA: Me desculpe, mas não faço ideia de qual foto escolher!

MA: Se possível, deixe uma mensagem para nossos visitantes que, assim como você, amam fotografar!

SA: Eu recomendaria quatro coisas àqueles que gostam de fotografar: aprenda o máximo de técnicas que você conseguir, tente fotografar coisas que não conseguimos ver, tire e veja muitas fotografias. E também, não passe muito tempo na internet. Saia e vá tirar algumas fotos!

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Para quem quiser acompanhar o trabalho do Sabino, siga-o no site oficial, Flickr, Twitter e Facebook . E se você tem um artista que queira muito ver aqui, envie sua sugestão para contato@melhorangulo.com ou comente aqui no post. ;)

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10 • fevereiro • 2012

Rodrigo Bueno

Pé na estrada, novos espaços, possibilidades e muita vontade de vencer naquilo que gosta. De chapeiro no Texas, vocalista de uma banda de rock a Designer Gráfico, muita coisa rolou, mas correr atrás daquilo que acredita sempre foi o lema desse cara de 29 anos, dos quais cinco foram de ascenção na carreira de fotógrafo. Esse é Rodrigo Bueno, dono das lentes que fotografam marcas e rostos expoentes no mundo da moda.

Campanhas e editorias de grifes como Maria Filó, Foxton, Patachou, Cholet, Coca Cola Clothing, Coven, Velvet Goldmine circulam por badaladas revistas do circuíto fashion com a assinatura de Bueno. Capricho, Vogue, Fashion Rio, SPFW e NY Fashion Week foram alguns insights de uma sequência de acertos.

Vocês devem saber, o trabalho de fotógrafo profissional encontra muitas barreiras por aqui. E quando aliado ao mundo da moda a exigência é ainda maior, pois, além da técnica, tudo deve estar sintonizado: a vibe, a performance e muito jogo de cintura para driblar os imprevistos.

Com um pé em Nova York, eu, Pilar tive a oportunidade de entrevistar o rapaz com exclusividade para o Melhor Ângulo, bora ver o resultado e conhecer um pouco desse talento nacional que conquista, passo a passo, a moda internacional?

1) Como a fotografia deixou de ser um hobbie e se tornou profissão?

Comecei a fotografar com 14 anos. No segundo período da faculdade eu aprendi a revelar, ampliar, algumas coisas básicas de iluminação em estúdio. Daí comecei a me interessar mais até que me chamaram para o primeiro trabalho como fotógrafo.

2) Como foi o início de sua carreira como fotógrafo? E qual foi seu primeiro
trabalho?

Foi muito difícil porque não fui assistente de ninguém, eu comecei fotografando bandas de amigos meus. Fazia fotos dos shows e fotos promocionais das bandas. Meu primeiro trabalho foi para a revista Capricho, fiz um retrato de um dos atores da Malhação!

2) Por que escolheu fotografar moda?

Depois de um tempo fotografando shows eu passei a achar chato, sempre via as revistas de moda nas bancas e tinha vontade de que uma daquelas fotos fosse minha. Daí comecei a entrar em contacto com estilistas, stylists, maquiadores, agências e comecei meu portfólio.

3) Acompanhamos seus trabalhos para marcas e eventos super conceituados. Você ouviu muito ”não” até chegar onde está hoje?

Sim, já ouvi muito não e continuo ouvindo, a cada não que eu recebo eu penso que preciso melhorar e isso tem feito meu trabalho evoluir muito.

3) Quais os principais requisitos para um fotógrafo de moda?

Você precisa entender do assunto que está fotografando. Na moda a foto acaba sendo muito mais do que só a roupa.
Mas ao mesmo tempo tudo influência: cabelo, maquiagem, locação, produção… Nenhuma pessoa da equipe pode errar.
É preciso entender a roupa, dirigir a modelo, saber a melhor luz para cada trabalho…

4) Prefere fotografar em estúdio ou externa?

Depende do trabalho. Eu amo fotografar com luz natural, talvez por isso prefira externa. Mas estúdio tem todo seu conforto.

5) Como encarar imprevistos como: falhas na produção, mau humor dos modelos e outras coisas que tirariam você do sério? Já houve alguma situação em que tudo parecia perdido e acabou dando certo?

Tem que ter muita paciência, prefiro trabalhar com pessoas que já conheço e que possuem os gostos parecidos com os meus. Aconteceu em um dos últimos trabalhos. Eu tinha programado onde seria cada foto, o editorial ia ser de dia (todo com luz natural) mas acabou sendo na rua, à noite (eu nunca tinha feito foto externa a noite) e ficou lindo.

6) Como é o dia-a-dia de um fotógrafo da moda?

É ótimo por não ter rotina nenhuma, poder viajar bastante, conhecer gente nova a cada trabalho… Ao mesmo tempo não ter uma rotina às vezes atrapalha, mas tudo bem. Eu amo não ter a rotina, mesmo com toda correria de um lado pro outro e datas de trabalhos que mudam o tempo inteiro.

7) Nos últimos meses morou em Nova York, me conte da sua experiencia lá.

Foi ótimo, fotografei a semana de moda de lá. Fazia as fotos de teste das modelos da Marilyn, que é uma das melhores agências de lá, e aproveitei para estudar mais iluminação.

8) Ocorrem diferenças entre o reconhecimento profissional do fotógrafo no Brasil e no exterior? Qual a maior dificuldade?

No exterior eles reconhecem que cada fotógrafo tem seu estilo e contratam você pelo seu estilo. Aqui normalmente contratam você e falam como querem as fotos (nem sempre o fotógrafo fica livre). A maior dificuldade é começar… conseguir montar um portfólio bom o bastante para confiarem em você.

9) Qual seria a dica de incentivo para quem está começando?

Comece fazendo assistência para algum fotógrafo que tenha um estilo que você goste. Com certeza em um dia de assistência você vai aprender mais do que em qualquer curso. E batalhar muito para chegar onde quer, não ter preguiça em nenhum momento, porque não é fácil!

E aí, gostaram do trabalho do Rodrigo? Pilar, nossa colaboradora de moda feminina fazendo a representante internacional, chique é pouco minha gente! Valeu pela entrevista, Rodrigo, seu trabalho é incrível e vai inspirar muita gente que quer seguir os mesmos passos!

SiteTumblrEmail: bueno@rodrigobueno.com.br
Telefone em NY: 1 347 634 1712 – Telefone no Rio: (21) 7838-7167

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29 • setembro • 2011

Se você é um “flicker”, aposto que em algum momento você já deu de cara com o dela. Melina tem 23 anos, mora em Curitiba (que inveja) e a fotografia está na lista do que ela mais gosta de fazer em seu tempo livre. Além da câmera, ela adora coisas fofas, ler, ouvir música, brincar com seus ratinhos (que na verdade são ratazanas), com seu cachorro Spock, assistir filmes e fazer lanches noturnos com sua mãe e seu irmão! Convidei a Melina para uma entrevista porque ela sempre foi um destaque na minha lista de fotógrafos favoritos por seu estilo original e bem pessoal, e aposto que também é inspiração pra muita gente por aí!

Fizemos a entrevista digamos que “separados”, porque não pude ficar online enquanto ela respondia as perguntas. Mas enquanto nos falamos, a Mel foi super simpática e fofa e eu já esperava isso dela! Mas vamos ao que interessa, né?

FALANDO UM POUCO SOBRE FOTOGRAFIA

Zé: Você é bastante conhecida entre os usuários do Flickr por suas fotos fofas, sua espontaneidade e suas ratazanas super fotogênicas. O que acha disso?

Mel: Muito obrigada (: Eu acho isso mágico e fico bem feliz! Acho gratificante saber que é essa a imagem que as pessoas têm do meu trabalho.

Zé: Quando começou a se interessar pela fotografia?

Mel: Desde pequena eu sempre gostei de fotografia porque minha mãe vivia com a câmera em mãos registrando TUDO (ok, quase tudo) o que eu e meus irmãos faziamos. Ganhei a minha primeira câmera aos 9 anos, no Natal. Lembro que fiquei MUITO feliz e sai fotografando várias coisas aleatórias.

Zé: Quais as câmeras que você já teve?

Mel: A minha vida por trás das câmeras começou com uma analógica da Kodak (ganhei em 1997). Depois de alguns anos eu comecei a usar a câmera da minha mãe, que era uma Olympus Trip 35. Em 2004 a era das câmeras digitais chegou na minha casa com uma Olympus D560 (que eu usei até a câmera pedir pra se aposentar, tadinha). Depois de ver o meu desespero (e o da minha mãe, claro) por estar sem câmera, o meu pai comprou uma Cyber-Shot DSC-S650 em 2007. Um ano depois eu, minha mãe e meu irmão ganhamos a Canon EOS Rebel XTi :)

Zé: O que mais gosta de fotografar? Você mesma, outras pessoas ou objetos e animais?

Mel: Nossa, essa pergunta é difícil! Eu gosto muito de fotografar todas as opções. Hum…já sei! Vou colocá-las em ordem decrescente: me fotografar, animais, objetos e outras pessoas :)

Zé: Você se sente estranha quando fotografa perto de outras pessoas? Aliás, você fotografa perto de outras pessoas?

Mel: Fotografo sim, mas não muito! Eu fico com MUITA vergonha quando eu vou me fotografar na frente de outras pessoas. Acho que isso justifica o fato da maior parte das minhas fotos serem tiradas dentro do meu quarto :P Também fico com vergonha quando eu tenho que fotografar algum evento (já fotografei alguns congressos da Sociedade Brasileira de Dermatologia), mas nesses casos a vergonha só me acompanha no começo mesmo. Quando eu saio para fotografar algum objeto (como o Sheep) eu não fico com muita vergonha, só um pouquinho. Nossa, agora que eu respondi essa pergunta eu percebi o quanto eu fico com vergonha de fotografar em público. Que coisa!

Zé: Quais são os cenários favoritos para boas fotos na sua opinião?

Mel: Acho que isso depende muito do que vai ser fotografado e eu acredito que com imaginção você pode tirar ótimas fotos em qualquer que seja o cenário. Fotos ao ar livre e com luz natural são as melhores na minha opinião :)

Zé: Você usa o Photoshop pra dar aquele up nas fotos? Faz seus efeitos manualmente ou usa actions?

Mel: Eu sou muito leiga com Photoshop. Não sei sei usar quase nada (só balanço de cores e olhe lá). Eu edito minhas fotos manualmente no PhotoFiltre.

Zé: E quais são seus tipos de efeitos favoritos? Pode disponibilizar para as leitoras e leitores?

Mel: Ultimamente ando em uma fase de tons claros e fiquei bem feliz em ver que essa fase foi bem aceita no meu flickr (quando eu comecei a receber visitas as pessoas comentavam que gostavam dos tons fortes das minhas fotos, então quando eu mudei eu fiquei achando que o pessoal não gostaria muito, mas não foi bem assim :D). Claro que sim :) Eu fiz um post no meu blog explicando como faço a edição das minhas fotos.

Zé: Tem alguma dica de como conseguir um fundo perfeito para as fotos?

Mel: O fundo perfeito depende do que você quer colocar em foco na foto. Antes de pensar no fundo imagine a foto e depois veja onde você pode encontrar um fundo que combine com ela. Pode ser um canto do seu quarto, o corredor da sua casa, o muro do vizinho, o seu armário aberto etc. Só tem que tomar cuidado para que a composição da foto fique harmônica :)

Zé: Acha bom ou ruim quando as pessoas usam suas fotos no Tumblr ou outros sites?

Mel: Eu não me importo quando vejo fotos minhas sendo reblogadas em tumblrs ou favoritadas no WeHeartIt, desde que elas estejam linkadas pro meu flickr/blog ou com o devido crédito. É legal ver que as pessoas gostam da sua foto, mas é triste ver que elas não sabem que é sua :P Eu mesma fico chateada quando acho uma foto linda em um tumblr, reblogo e vejo que não está linkada para o dono da foto. Acho que colocar o link não custa nada, né? Além de ser uma questão de respeito com o fotógrafo.

Zé: Em qual lugar você fica mais a vontade pra tirar a câmera da bolsa e sair fotografando?

Mel: Em pontos turísticos aqui de Curitiba, mas nunca saio sozinha porque morro de medo de ser roubada.

UM POUCO SOBRE VOCÊ

Zé: Seus animaizinhos de estimação são ratazanas, certo? Sempre gostou delas?

Mel: Desde pequena eu sou apaixonada por roedores e sempre sonhei em ter um hamster, mas nunca tive um. Desde que vi uma ratazana pela primeira vez me apaixonei por elas :)

Zé: De onde veio seu amor por Paris?

Mel: O meu amor por Paris aumentou depois de assistir “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (:

Zé: Vi que você ama meias-calças. Faz idéia de quantas diferentes você tem? E qual você prefere?

Mel: Olha, eu não tenho ideia de quantas eu tenho, mas eu sempre tento comprar duas de cada porque morro de medo que estrague e eu fique sem ela :P A minha favorita é a de corações fio 20. Acho muito lindinha e romântica!

Zé: Seu quarto é lindo! O que mais gosta nele?

Mel: Obrigada! :) O que eu mais gosto é a iluminação dele! Sempre me ajuda na hora de fotografar!

Zé: Onde você compra todas essas coisas fofas? Alguma loja online ou é na sua cidade mesmo?

Mel: Geralmente compro em lojas daqui de Curitiba mesmo. Algumas coisas eu ganhei de presente e outras comprei em lugares que viajei :)

Zé: Qual seu estilo musical? Alguma banda ou cantor(a) favorito(a)?

Mel: Eu sempre tenho que me controlar na hora de falar sobre o meu estilo musical. Posso tentar resumí-lo colocando o link do meu lastfm. Minha banda favorita é The Beatles. Cresci ouvindo graças a minha mãe!

Zé: E pra finalizar, conta pra gente: quais são suas inpirações, tanto na fotografia quanto como pessoas?

Mel: Minhas fotografias são inspiradas em meus sonhos, músicas, filmes, livros e também em outras fotografias :) Como pessoa eu me inspiro muito na minha mãe e na Pollyanna (do livro Pollyanna de Eleanor Potter). Muito obrigada pela entrevista, Zé! Fiquei bem feliz com o convite :)

Nós é que agradecemos, Mel! Hora de adicioná-la nos amigos do flickr e seguí-la no twitter, gente! Aqui estão todos os links dela pra não perder mais de “vista”!

FLICKRBLOG - TWITTER - FORMSPRINGFACEBOOK


Tenho 21 anos, sou de Cataguases (Minas) e trabalho como web designer, sempre mantendo e praticando minha paixão pela fotografia nas horas vagas.
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