Os álbuns que mais ouvi em 2015 - Melhor Ângulo

Álbuns mais ouvidos em 2015

Os assuntos do blog hoje estão divididos em algumas seções, por enquanto definidas só na minha cabeça. Uma delas se chama #ParaRelaxar, e reúne livros, filmes, séries e a partir de hoje… músicas! Nunca fui de falar de música por aqui, mas acho que encaixa bem na proposta dessa nova seção, que virá cheia de indicações pessoais, coisas que vou assistindo, lendo e ouvindo com o tempo.

Talvez ironicamente vou dar a largada nessa categoria com uma retrospectiva gigante de fim de ano. Fiz uma super pesquisa para descobrir os álbuns que eu mais ouvi e curti em 2015, utilizando as estatísticas do Last.fm, Spotify e adaptando alguns desses dados com minha cartada final. Isso porque se eu seguisse os rankings dessas redes à risca, só ia dar Britney Spears nesse post! Um dia vou escrever um pouco sobre minha relação com Britney e porque estou sempre escutando suas músicas, por enquanto hoje a lista tem álbuns que tiveram significados mais específicos na minha vida esse ano. Lembrando que eles não necessariamente foram lançados em 2015, ok? Let’s see.

Marina and the Diamonds - Froot

Marina and the Diamonds – Froot

Conheci o trabalho de Marina em 2012, com o Electra Heart. Na época eu passei meses com o álbum no celular, ouvindo quase todos os dias na ida e volta do estágio que fazia na cidade vizinha. Esse ano ela lançou seu terceiro álbum, Froot, que fica em primeiro na lista por ter sido o mais ouvido e também por ter músicas que transitaram em vários momentos esse ano: alegres, de bad, de rancor… As letras abrangem várias situações assim mesmo, de composição Marina entende e muito: são simples, profundas ao mesmo tempo e cheias de significado. Menos radiofônico que o anterior, mas também muito mais interessante e fiel à personalidade da cantora, que parece ter finalmente se encontrado na indústria.

Ouvi em vibes de: bad e alegria
Músicas preferidas: I’m a Ruin, Blue, Forget

Marina and the Diamonds - The Family Jewels

Marina and the Diamonds – The Family Jewels

Marina de novo! Um dia decidi ouvir o primeiro álbum dela com mais calma, nunca tinha prestado muita atenção por achar que não seria tão bom. Queimei a língua bonito. The Family Jewels foi um debut super significativo na carreira de Marina, um álbum repleto de críticas à indústria da música, à sociedade e até a pessoas próximas que aparentemente duvidavam que ela teria um futuro fazendo o que realmente gosta, como ela conta em Are You Satisfied?Mais leve e divertido que o Froot, porém tão único quanto.

Ouvi em vibes de: autoconfiança
Músicas preferidas: Oh No!, Hollywood, Are You Satisfied?

Foster the People - Torches

Foster the People – Torches

Embalado pela presença do Foster no Lollapalooza em março, fiquei obcecado pelo Torches depois de muito tempo sem ouvir. Tal obsessão perdurou durante o ano todo, o que me levou a conhecer ainda mais sobre a banda que já estava guardadinha no meu coração desde 2011. Inclusive, fiquei chateadíssimo com a saída do Cubbie Fink em setembro, quando um integrante se desliga bate sempre aquele medo de ser o início do fim de uma banda. O Torches teve um papel importante em momentos felizes esse ano, mas Foster the People tem um poder parecido com Marina na minha vida, de transitar em várias situações. O Supermodel por exemplo já é perfeito para momentos de bad e rebeldia, mas enfim, isso não vem ao caso.

Ouvi em vibes de: alegria
Músicas preferidas: Miss You, Houdini, Helena Beat

Tiago Iorc - Troco Likes

Tiago Iorc – Troco Likes

Tiago Iorc me conquistou esse ano. Já conhecia por alto o trabalho dele com música nacional, mas só em 2015 percebi que várias trilhas de novela (internacionais) que eu adorava eram cantadas por um brasileiro! O Troco Likes rendeu várias músicas no meu 2015, Tiago esteve presente em momentos de muito amor! O álbum é leve, te deixa mais tranquilo, te faz refletir, alivia um pouquinho a vida.

Ouvi em vibes de: amorzinho e reflexão
Músicas preferidas: Coisa Linda, Sol Que Faltava, Bossa

Madeon - Adventure

Madeon – Adventure

Mudando completamente de gênero, o Adventure é um álbum eletrônico, o debut de Madeon, um jovem de apenas 21 anos mas que manda muito bem nas produções desde muito cedo. Ele foge um pouco da fórmula pronta de chamar cantoras pop e rappers para os featurings, e dessa vez chama bandas ou seus integrantes, resultando em participações super interessantes como a do Passion Pit, Mark Foster (Foster the People) e Dan Smith (Bastille). As músicas são de alguma forma interligadas umas nas outras, o que passa a sensação de estar ouvindo um grande set que ele poderia tocar ao vivo em algum festival. Um álbum para dias animados, especialmente os que envolvem cozinhar alguma coisa diferente.

Ouvi em vibes de: animação, organização e vontade de cozinhar
Músicas preferidas: Pay No Mind, Nonsense, Imperium

Tove Lo - Queen of the Clouds

Tove Lo – Queen of the Clouds

Tove Lo já estava nas minhas playlists desde o EP Truth Serum de 2014, mas foi esse ano que ela ganhou um super destaque com o álbum Queen of the Clouds. A cantora sueca me conquistou por conseguir unir temas sobre sexo e amor de forma muito natural e descompromissada. Músicas intensas para dias que precisam de um boost de animação e autoconfiança.

Ouvi em vibes de: empoderamento
Músicas preferidas: My Gun, Talking Body, Not on Drugs

MØ - No Mythologies to Follow

MØ – No Mythologies to Follow

O álbum debut de MØ veio em boa hora, quando as mesmice no mundo da música chegava a ser irritante pra mim. A estranheza que algumas das faixas causam era justamente o que eu precisava pra voltar a prestar atenção na indústria, MØ foi responsável por me trazer de volta em 2015 a curiosidade que eu sempre tive em conhecer e descobrir novos sons.

Ouvi em vibes de: bad, curiosidade
Músicas preferidas: No Mythologies to Follow, Waste of Time, Pilgrim

Galantis - Pharmacy

Galantis – Pharmacy

Galantis aparece nas minhas playlists quando os dias estão animados e eu quero que fiquem mais ainda, surte o mesmo efeito que Icona Pop. Pharmacy é o primeiro álbum da dupla sueca depois de alguns teasers soltos desde o início de 2014 em formato de singles e um EP, e a impressão é de um eletrônico diferente, menos genérico que o que a gente costuma ver por aí, perfeito para festas!

Ouvi em vibes de: festa e animação
Músicas preferidas: Runaway (U & I), Call If You Need Me, Peanut Butter Jelly

Grouplove - Never Trust a Happy Song

Grouplove – Never Trust a Happy Song

Conheci o Grouplove ano passado e assim como com o The Family Jewels, não fui de cara ouvir toda a discografia, um belo de um desperdício. Never Trust a Happy Song foi lançado em 2011 e é repleto de músicas sinceras, irônicas e ao mesmo tempo otimistas, bonitinhas, mas com produção de gente grande. A banda pra mim tem um quê de Foster the People, só que mais felizinho, dá pra entender? Hahaha Acho que só ouvindo!

Ouvi em vibes de: otimismo
Músicas preferidas: Tongue Tied, Naked Kids, Close Your Eyes and Count to Ten

The xx - xx

The xx – xx

Ouvi muito o xx esse ano em momentos de bad, de curiosidade, reflexão, parecidos com os que ouvi MØ. O primeiro álbum dos 4 britânicos (na época Baria Qureshi ainda era integrante) é uma obra prima com seu minimalismo e atemporalidade. Músicas para deitar num quarto com iluminação indireta e deixar os pensamentos fluírem sem se preocupar com o tempo.

Ouvi em vibes de: bad, reflexão
Músicas preferidas: Intro, Fantasy, Shelter

Chvrches - Every Open Eye

CHVRCHES – Every Open Eye

Cheia de altos e baixos essa lista, né? O segundo álbum do CHVRCHES me conquistou com o terceiro single, a crescente Clearest Blue, fiquei desesperado pelo lançamento e não me decepcionei nem um pouco. Ouso dizer que eles se superaram em relação ao debut The Bones of What You Believe, parecem mais seguros no que estão fazendo, e o resultado disso são 14 músicas explosivas nos sintetizadores. Pra ouvir fazendo dancinha mesmo!

Ouvi em vibes de: alegria, vontade de cozinhar
Músicas preferidas: Clearest Blue, Bury It, Keep You on My Side

M.I.A. - Matangi

M.I.A. – Matangi

E pra fechar com chave de ouro, o Matangi que ouvi muito mais esse ano do que em 2013 em seu lançamento. M.I.A. reaparece com seu hip hop étnico, misturas inesperadas e intrumentos diversos. Apresenta toda sua versatilidade em 15 faixas cheias de informação, críticas político-sociais e manifestações. Talvez o álbum mais experimental desse post, mas que vale a pena ser ouvido e apreciado com calma, ganha cada vez mais espaço no coração com o tempo.

Ouvi em vibes de: empoderamento
Músicas preferidas: Double Bubble Trouble, Bad Girls, Bring the Noize

E aí, o que acharam das minhas escolhas? Sei que nunca falei muito do que eu ouvia aqui no blog, então alguma surpresa sobre meu gosto musical? Hahaha Me contem aqui nos comentários. ;)

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  1. Rick Dalcamini
    30 de dezembro de 2015 às 14:25

    Zé, adorei a seleção que você fez !

    De fato no meio alternativo esses álbuns foram sucessos. Foster ganhou meu coração com “Helena Beat” e Galantis com ” Forever tonight”.

    Algumas musicas que eu te indico são :
    Musica/Banda/ Album

    The High Road / Broken bells / Broken Bells

    Lisztomania / Phoenix / Wolfgang Amadeus

    Carried Away / Passion Pit / Gossamer

    Flaws / Bastille / Bad Blood

    Better Days / Eward Sharpe / Edward sharpe and the Magnetic Zeros

    Grande abraço, feliz ano novo :D

    Responder


    • 31 de dezembro de 2015 às 20:06

      Obrigado pelas indicações, Rick, conheço algumas coisas mas vou ouvir as outras! :)

      Responder

  2. Douglas Vasquez
    30 de dezembro de 2015 às 17:18

    Você tem ideia da minha felicidade em ver a Marina como os primeiros da lista? Só senti falta da (minha rainha/inspiração/bíblia indie pop) “Electra Heart”… Tove Lo e The XX também são ótimos sons!

    Lista incrível, parabéns!

    Responder


    • 31 de dezembro de 2015 às 20:07

      Hahhaha Poxa, eu amo o Electra Heart, mas esse ano não ouvi tanto quanto os outros, talvez How to Be a Heartbreaker que eu sempre lembro de ouvir. :)

      Responder

  3. Danilo Besteti
    01 de janeiro de 2016 às 01:08

    Chvrches!!! <3 Estava super ansioso para Every Open Eye e não estou decepcionado.

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  4. Lucas
    03 de janeiro de 2016 às 16:47

    Que beleza de gosto musical você tem! Adoro boa parte desses albuns <3 Já ouviu a cantora Grimes e a Banda The 1975? Recomendo super escutar escutar o novo album da Grimes ''Art Angel'' e o album do The 1975 ''The 1975'' <3

    Responder


    • 04 de janeiro de 2016 às 13:04

      Ei Lucas, obrigado! Adoro The 1975, já escutei esse álbum! <3 Grimes conheci há um pouco tempo, vou ouvir o Art Angel! ;)

      Responder

  5. Vanessa Brunt
    11 de janeiro de 2016 às 17:41

    Adorei demais a lista! Acabou gerando enormes inspirações para conhecer e procurar mais álbuns. Não conhecia vários deles e estou amando explorar!

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    • 15 de fevereiro de 2016 às 21:18

      Que bom Vanessa, uma das melhores coisas de música é que é uma fonte inesgotável, nunca vai faltar coisa nova, então tem que explorar mesmo! :)

      Responder

  6. Mariah Marques
    12 de janeiro de 2016 às 21:25

    Oi Zé, amei você falando sobre música aqui, combinou tanto com você e com o blog, você não tem mal gosto pra nada! Enfim, quando você postou sobre o Andres Marti me apaixonei pelo trabalho dele e sai procurando pra tudo que é canto, e de uns tempos pra cá venho ouvindo muito um cantor chamado Troye Sivan, acredito que você conheça porque ele tá muito popular e quando vi as artes/fotografias e ilustrações do EP e do albúm dele lembrei logo de você e do blog, me relembrou o Andres e queria que você falasse o que você acha dele aqui no blog, adoraria saber sua opinião, obrigada :)

    Responder


    • 15 de fevereiro de 2016 às 21:17

      Hahaha Obrigado Mariah! Eu já era inscrito no canal do Troye no YT desde 2013, então acompanhei o lançamento de todos os trabalhos musicais dele, acho o Blue Neighbourhood maravilhoso! <3

      Responder

  7. Daniela Farias
    15 de janeiro de 2016 às 12:07

    Marina, Tiago e Tove Lo não saem da minha playlist! <3

    Responder

  8. Bruno
    17 de janeiro de 2016 às 01:06

    Ô menino, acredita que eu fiquei curtindo os mesmos albuns que curti em 2014? Hahha 2015, para mim, foi de pouca movimentação sonora.

    Acho que Sam Smith, Beyonce e Liniker foram os que eu mais escutei. E com vergonha te digo que poucos conheço da tua lista (mas adoro o Tiago Iorc e alguma coisa de Marina with Diamonds), inclusive sugiro que tu escute Omen do Sam Smith, caso ainda não tenha experimentado, acho que tu vai curtir.

    Abração!!

    Responder


    • 15 de fevereiro de 2016 às 21:14

      Já escutei sim Bruno, Omen é ótima, aliás, todo o álbum novo do Disclosure é ótimo!

      Responder

  9. Cleyton Santana
    23 de janeiro de 2016 às 10:20

    Que linda essa playlist, já vou adicionar para 2016 :X

    http://quaseumjornalista.wordpress.com

    Responder

  10. Bruno Cabé
    31 de janeiro de 2016 às 17:19

    Esse disco da Tove Lo é tão maravilhoso, mas eu ainda não consigo superar o da MØ e fico super triste por não ser um álbum bem reconhecido. Mas com certeza vale ouvir TODOS OS DIAS <3

    http://www.brunocabe.com.br

    Responder

  11. VANESSA BRUNT
    05 de fevereiro de 2016 às 14:36

    Adorei as indicações! Não conhecia a maioria e é uma delícia buscar novos álbuns. Estou apaixonada pela lista e pesquisando mais sobre cada!

    http://WWW.SEMQUASES.COM

    Responder

  12. Isabel Luz
    11 de fevereiro de 2016 às 19:33

    Seu gosto musical é incrível! Foster e grouplove foram descobertas que também tive em 2015 e hoje não consigo para de escutar haha http://naotomocaf.blogspot.com.br/

    Responder

  13. João Carlos
    25 de março de 2016 às 17:26

    Também estou escutando muito Tiago Iorc essa semana, a maioria das músicas do álbum me agradou.
    Gostei muito do post.

    Responder

  14. Oliver
    31 de março de 2016 às 12:13

    Como não amar Tiago Iorc e não ouvir muito !!!

    Responder

  15. Jonatas Felipe
    06 de abril de 2016 às 14:26

    Adoro indicações, vou ouvir todas. E Marina <3

    Responder

  16. Marllon Dantas
    12 de abril de 2016 às 01:58

    Muito bom gosto. Marina And The Diamonds é realmente um ícone do indie…

    Queria saber qual o efeito você utilizou nas montagens ( http://melhorangulo.com/wp-content/uploads/2015/12/the-xx-xx.jpg ) Seria interessante você fazer um tutoria ensinando sobrel!? kkkkkk

    Responder


    • 12 de abril de 2016 às 09:54

      Oi Marllon! É um mapa de degradê de duas cores em algum modo de mesclagem, qualquer dia posso ensinar sim!

      Responder

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