Filme: 50/50 - Melhor Ângulo

Fazia mais de um ano que eu estava interessado no filme 50%, lançado nos cinemas americanos ano passado, quando eu resolvi apelar e baixei o filme. Sou contra o download  (filmes com qualidade ruim, roubo de direitos autorais e blá, blá), mas 50% foi lançado direto em DVD para as locadoras brasileiras em janeiro de 2012, e eu cansei de esperar que alguma das empresas da minha cidade resolvesse distribuir o filme. Felizmente, mesmo estando com a consciência um pouco pesada, consegui aproveitar a “exibição” e extrair dela muitos momentos emocionantes e divertidos, além de uma excelente atuação do Joseph Gordon-Levitt (olha eu falando desse moço de novo).

50% é um filme baseado na história real de um jovem com câncer, o próprio roteirista, Will Reiser (que até faz uma pontinha de 0.5 segundos no filme). A narrativa fluida e divertida retrata a trajetória de Adam (Joseph), um jovem paciente e cauteloso – como o filme faz questão de deixar claro nos primeiros minutos do filme -, quando descobre que tem um câncer raro na coluna e suas chances de sobrevivência são de 50%. Durante esse tempo, ele precisa lidar com a quimioterapia, uma namorada desinteressada (Bryce Dallas Howard), uma terapeuta novata (Anna Kendrick) e dificuldades com seus pais (Anjelica Huston e Serge Houde), além da própria doença. Ao menos ele encara tudo com a ajuda de seu melhor amigo, Kyle (Seth Rogen, que, curiosamente, é o melhor amigo do cara que inspirou o enredo).

Apesar de ser um tema sério, o diretor Jonathan Levine optou por uma abordagem divertida e cômica, mas que ainda é submissa ao drama. Partindo disso, o ponto alto da exibição é a seriedade com que o filme carrega a sua história. Ainda que tenha algumas piadinhas de humor negro muito boas e discretas espalhadas pelo filme, os momentos importantes nunca se perdem para favorecer o humor. Esse contraste tem a intenção clara de construir uma narrativa emocionante, e que não faz o espectador se sentir triste, mas tocado.

E falando em emoção, não há como desviar a atenção de Joseph Gordon-Levitt quando ele cria um indivíduo muito carismático, que traz um pouco de cada homem, tornando fácil a identificação do público com o personagem. Suas expressões de desconforto e de indagação são irretocáveis e estão o tempo todo, junto com a trilha sonora casual, reforçando a nostalgia presente em 95% da exibição. Sendo assim, não foi necessário excesso de drama nem outro tipo de apelação para tirar uma lágrima do espectador, já que a rica atuação do Joseph completa a tarefa sozinha ao fazer nos importarmos com o personagem, enquanto os ótimos trabalhos de Anna Kendrick e Anjelica Huston enfatizam sentimentos palpáveis.

Mesmo com certo excesso de nostalgia, é por sua abordagem que intercala muito bem entre o cômico e o dramático que 50% é um exemplo de como os filmes deveriam ser tratados hoje em dia: com seriedade, mas sem abrir mão do que busca alcançar, seja isso o humor, a ação, o drama e etc. Por seu foco e pelo brilhantes reflexo da careca do Levitt é que eu vou levar esse filme por muito tempo comigo (e dentro da minha estante, depois que eu certamente comprá-lo).

E digam não à pirataria!

O filme já saiu em DVD nas locadoras. Vocês encontram mais informações na página do IMDb.com ou no site oficial da Summit Enterteinment.

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  1. Manu Sampaio
    31 de maio de 2012 às 11:54

    Parece ser incrível! Amo filmes com essa mensagem e essa luta contra a morte, ainda mais que o Joseph Gordon-Levitt é um ótimo ator!


  2. Anna - Eu Crio Moda
    31 de maio de 2012 às 13:15

    Eu quero assistir,mais porque ele tem uma terapeuta novata, eu iniciei meu estágio na clinica esse ano :P


  3. Roberta Ruchiga
    31 de maio de 2012 às 13:52

    Esse filme é lindo demais :)


  4. Paloma Martins
    31 de maio de 2012 às 20:57

    Esse filme é muito bom – suspeita pra falar porque adoro o Joseph Gordon-Levitt, até pensei em falar dele no meu blog :)


  5. Leandro Lloveras
    31 de maio de 2012 às 22:37

    Nossa, meus parabéns pelo post! Impecável na escrita e na objetividade. Geralmente não leio posts com muito texto e pouca imagem, mas esse eu tive que ler por completo. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHA.
    Realmente amei o post! Vou até procurar saber mais sobre o filme.


    • Nivaldo
      02 de junho de 2012 às 13:40

      Muito obrigado! Sempre começo meus textos com a intenção de deixa-los curtíssimos, mas não consigo evitar… saem muito grandes para seu propósito! Mas que bom que gostou assim, fico muito feliz.


  6. Gabriella Macêdo
    01 de junho de 2012 às 00:32

    Você deveria postar mais vezes, é um ótimo escritor!
    Adoro suas colaborações. Parabéns e sucesso pra ti! :D


    • Nivaldo
      02 de junho de 2012 às 13:41

      Obrigado!


  7. Felipe Souza
    01 de junho de 2012 às 08:42

    Confesso que já tinha ouvido falar do filme, mas não tinha me interessado. Mas agora lendo sobre o filme deu até vontade de assistir!


  8. Monalisa
    03 de junho de 2012 às 17:12

    Ahhh, eu também super recomendo o filme!!!

    Um tema comum, mas que foi abordado de uma maneira bem divertida e não deixando de lado a parte emocional!
    Chorei e deu risadas, um filme lindo mesmo!!!


  9. BA MORETTI
    11 de junho de 2012 às 17:14

    Vontade de assistir esse filme aumentou e muito!