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Cartão de verão e surf, de Tasiania · Shutterstock

Eu sempre fui fascinado pelas estações do ano. Tenho uma lembrança em especial da minha infância, onde eu, pirralho, coloria um desenho (daqueles mimeografados) com uma mesma paisagem no outono, inverno, primavera e verão. Achava interessante, sabe? Como podiam ser tão diferentes? Mais tarde eu entenderia porque não nevava na minha cidade, ou porque as flores não desabrochavam da noite pro dia: alguém me explicou que no hemisfério sul as estações não eram tão divididinhas, que o verão e o inverno eram as que mais davam para sentir na pele.

A partir daí as duas começaram uma briga sem fim pela minha preferência. Ainda criança, preferia o verão porque era sinônimo de férias, achava mais divertido e tinha mais ânimo para inventar moda em casa: fazer picolé, tomar banho de mangueira, brincar até tarde na rua. Já maior, eu me vi uma dessas pessoas que dizem amar o inverno e são irredutíveis sobre isso. Era só chegar o fim do ano que o sentimento bom de festas entrava em conflito com o calor e me deixava mal humorado, implicante e reclamão.

Percebi também que era influenciado pelos clichês “no inverno as pessoas se vestem melhor” ou “no inverno dá pra ficar debaixo do cobertor vendo um filminho e comendo pipoca”, mas a verdade era que com meus 12 anos de idade minhas roupas ainda eram escolhidas pela minha mãe (pense num armário todo azul marinho) e eu raramente assistia filmes a não ser os da Sessão da Tarde.

Passei anos assim, dizendo a todos os cantos que o inverno sambava no verão, até que há alguns meses eu lembrei de todo esse meu histórico com as estações e decidi reparar melhor no que acontecia em cada uma delas. Descobri que assim como tudo na vida, o inverno tem seus contras e o verão por incrível que pareça tem seus prós, características essas que não vou citar aqui porque continuo achando que é uma questão de opinião, e de bagagem. Já parou por exemplo pra pensar que coisas incríveis (ou não) que te aconteceram em determinado mês podem ter te ajudado a construir essa preferência?

Em vez de reclamar no Twitter como fiz um dia desses, aprendi que dá para sobreviver ao verão com um conjunto de 5 coisas simples: um ventilador, bermudas, sucos de frutas (gelo extra), banhos frios e um bom óculos de sol. E digo mais: se eu sair por aí me sentindo bem comigo mesmo, não há suor que vai me vencer!

Parece uma explosão de otimismo, né? Chega a soar estranho e pode gerar até uma vergonha alheia em algum de vocês, mas acho que aquela fase adolescente de reclamar de tudo já passou pra mim. As responsabilidades na vida de um rapaz de 21 anos só vão crescendo, e com elas as coisas vão ficando mais sérias, difíceis e estressantes. Não dá pra se fechar num cômodo de negatividade num cenário assim, sabe? Aos 15 eu disse a mim mesmo que nunca mais seria o garoto influenciável e sem personalidade que eu era. Ainda hoje me restam alguns obstáculos para chegar ao 100% eu mesmo, e foi com um exemplo simples como o do verão que eu quis compartilhar duas das minhas conquistas mais recentes: descobrir que tudo bem mudar de ideia e que é possível ser mais positivo sobre a vida.

E você, o que pensa sobre o verão?

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Elementos do verão, de Ksenia Lokko · Shutterstock

O verão começa só em dezembro, mas já estou sentindo a estação desde já, com seu calor exagerado, alguns dias de trégua com chuva calminha e outros, com temporais pesados e passageiros. Minha família nunca teve o costume de ir para a praia nessa época do ano, talvez por isso fotos com esse tema me fascinam, acho que vai dar para perceber o mar aparecendo bastante nessa seleção super colorida e veraneia que eu reuni pra hoje. :)

Verão Dmitriy Fokeev
Dmitriy Fokeev
Verão Francesco Sambati
Francesco Sambati
Verão Inna Makeenko
Inna Makeenko
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Set Pirata, de Olena Kuznietsova · Convites de aniversário, de Romanova Ekaterina · Shutterstock

Projetos de design para crianças costumam ser um caso à parte, porque primeiro precisam ser funcionais e interessantes para os adultos, mas mantendo ainda um grande apelo com o público infantil.

Eu particularmente sempre admirei projetos desse tipo e já tive a oportunidade de trabalhar em dois sites para marcas infantis, mas o que eu quero mesmo é participar um dia de algo mais palpável, que envolva design gráfico e até de produto. Pensando nisso, selecionei 6 projetos nessa vibe para mostrar aqui hoje, esses que vão um pouquinho além do digital e chegam no contato direto com os pequenos.

Produtos para a The World Design Capital, do Kokoro & Moi
Produtos para a The World Design Capital, do Kokoro & Moi
Produtos para a The World Design Capital, do Kokoro & Moi

Produtos para a The World Design Capital, do Kokoro & Moi

A The World Design Capital é uma organização que fomenta a profissão do designer, afim de gerar melhores produtos, serviços e experiências. Todos os anos eles promovem um evento em uma cidade importante para a área, e na edição de 2012, em Helsinki, a Kokoro & Moi apresentou alguns produtos, incluindo várias coleções para casa, especialmente para os quartos das crianças.

Cuentos de la Navidad Dorada, de Olga Capdevila
Cuentos de la Navidad Dorada, de Olga Capdevila
Cuentos de la Navidad Dorada, de Olga Capdevila

Cuentos de la Navidad Dorada, de Olga Capdevila

E esse livro lindo, gente? Olga, a ilustradora, descreve os sete contos escritos por Fulgencio Pimentel como cheias de personagens cativantes e situações maravilhosas, um presente perfeito de Natal para crianças. Ela ainda destaca que produziu mais de 50 ilustrações, impressas em seis belas cores da escala Pantone.

Village Café, do Studio Caserne
Village Café, do Studio Caserne
Village Café, do Studio Caserne

Village Café, do Studio Caserne

Desenvolvida pelo Studio Caserne, a identidade do Village Café foi criada através da união das atmosferas de uma cafeteria e do período da nossa infância. O resultado é suave como um bebê e confortante como um latté quentinho. O lugar, além de ser kid-friendly, ainda oferece cursos de todos os tipos, para toda a família.

Chicco, da Auge Design
Chicco, da Auge Design
Chicco, da Auge Design

Chicco, da Auge Design

A Chicco é uma das marcas de roupas para crianças mais famosa da Itália, mas por causa dos muitos anos de estrada (desde 1958!), o branding estava muito difuso, com as dezenas de linhas produzidas no decorrer do tempo, ou seja, precisava de uma unificação. É aí que entrou o Auge Design, que dividiu a marca em três grandes grupos, independentes e bem representados, mas ainda conectados entre si.

AFRE, do Submachine
AFRE, do Submachine
AFRE, do Submachine

AFRE, do Submachine

Pra fechar, a AFRE é uma ONG que atua com crianças de uma das áreas mais pobres da Hungria. A responsável pela identidade visual da organização foi o estúdio Submachine, que diz que, em projetos desse tipo, envolver toda a comunidade no processo é fundamental e um exemplo disso foi uma oficina de impressão pensada para as crianças, onde elas mesmas ajudaram na produção manual dos cartões de visita, todos personalizados com ajuda de tinta e carimbos de borracha.

Projetinhos encantadores, eu diria. Qual é o seu favorito, e por que? Vamos conversar nos comentários! ;)

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Minha família inteira usa óculos e eu nunca tinha percebido isso até começar a não enxergar algumas coisas direito; era uma questão de tempo até eu também precisar usar. Engraçado que na escola, eu sempre ganhava quando eu e meus amigos brincávamos de ver quem dava conta de ler o texto mais longe (placas, outdoors, etc), e de repente eu não conseguia enxergar nem o nome do ônibus que vinha. Em 2013 eu finalmente criei vergonha e me consultei com uma oftalmologista, daí que, realmente, eu tenho um pouco de miopia, um grau baixinho.

Paralelo a isso, acho que eu nunca desgostei de óculos de grau como a maioria, lembro de mim pequenininho vendo as pessoas usando e achando incrível! Tudo bem que até então caía muito no esteriótipo de gente intelectual, mas com o tempo eu passei a levar mais como um acessório, parte do estilo de cada um. Quando descobri minha necessidade nas lentes, fiquei até que feliz, finalmente poderia usar óculos como parte do meu “look do dia”. ;)

Armações de óculos Zé Zorzan

Ainda em 2013, o orçamento andava baixo e eu queria algo bonito e barato, mas não encontrava em Juiz de Fora, aqui era 8 ou 80. Eu sempre gostei muito do Clubmaster da Ray-Ban, então procurei algo assim (mas que coubesse no meu bolso) e acabei comprando no Enjoei, usadinho mesmo. Usei esses óculos por cerca de 2 anos, até que minha receita mudou e precisei trocar por outro. Confesso que essa segunda armação era bem mais ou menos e nem vou mostrar aqui no blog, porque de tanto não gostar eu deixei de usar na cara dura e saí por aí não dando oi pras pessoas por não enxergá-las na rua! Hahaha

Armação de óculos Enjoei Zé Zorzan

No passado as coisas melhoraram ($) e eu resolvi finalmente comprar minha segunda armação oficial. Eu já podia investir um pouco mais, mas ainda não rolava de pagar 700 golpes num óculos, né? Por isso comprei na Livo, uma marca que produz as armações e, se você quiser, as lentes também, como eu fiz. É um serviço bem legal e foi minha primeira experiência comprando óculos online; passei a usar um óculos de mais qualidade, mas num preço ainda legal!

Essa é particularmente minha armação favorita! O modelo é retrozinho e lindo, a cor (um caramelo) orna com meu cabelo e olhos, e, o mais importante, emoldura muito bem meu rosto.

Armação de óculos Livo Zé Zorzan

Pula pra esse ano, quando eu fiquei fascinado por armações transparentes. Eu queria um óculos diferentão pra dar aquele up nos looks mais simples, e como eu curti muito o modelo Art da Livo, acabei comprando de novo, só que nessa cor (ou falta de cor). À propósito, foi essa armação que me motivou a escrever esse post, já que eu vivo recebendo mensagens no Instagram perguntando “de onde é esse seu óculos transparente?”. Pois aí está!

Armação de óculos transparente Livo Zé Zorzan

E pra finalizar, como eu já contei pra vocês aqui com detalhes, recentemente fiz uma parceria com a Lenscope e eles me enviaram esses óculos pra testar o serviço de lentes deles no Brasil e eu curti de verdade. O modelo é mais redondinho e tortoise, cor/padrão que eu curto demais! Mesmo comprando na internet, as medidas funcionaram super bem no meu rosto e eu fiquei bem feliz de ter mais uma opção pra usar. ;)

Armação de óculos Lenscope Zé Zorzan

Acho que é isso, espero que tenha gostado! Para me ver usando os óculos, é só checar meu Instagram (#merchan). Se eu comprar mais alguma armação (provavelmente vai acontecer, visto que já virou vício), eu atualizo esse post e conto nas redes sociais. Me conta, cê usa óculos? Comenta aqui embaixo que modelo é!

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